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Capítulo 3

ผู้เขียน: Noorie
Depois que Edward suprimia nosso vínculo, ele normalmente desaparecia por uma semana inteira para ficar ao lado de Darcy.

Achei que dessa vez seria igual.

Mas, surpreendentemente, naquela mesma noite ele me mandou uma mensagem.

“Não leve as palavras de Jax a sério, Emma. Ele fala besteiras.”

Li a mensagem e joguei o celular de lado.

Eu não tinha vontade alguma de entretê-lo.

Mas então o telefone tocou.

Era Edward.

— Emma… você está brava comigo? — ele perguntou assim que atendi.

Sua voz parecia rouca.

— Por que se importa? — retruquei.

Já tinham acabado os dias em que eu derretia só porque ele falava comigo em um tom gentil.

— Como eu não me importaria? — ele respondeu. — Você é minha companheira. Minha Luna. Claro que eu me importo.

— Se se importasse, estaria ao meu lado e não ao lado de Darcy, Edward — deixei escapar. — Se realmente se importasse, não me faria passar por essa dor enquanto consola ela por causa de um pesadelo.

— Emma… — ele sussurrou meu nome, suave e baixo. — Vai ser a última vez. Eu prometo. Vou compensar você.

Ele hesitou antes de continuar:

— Que tal irmos fazer compras amanhã? Só nós dois. Afinal… também é seu aniversário.

Antes que eu pudesse recusar, ele desligou.

Eu não sabia por que não liguei de volta para cancelar.

Em vez disso, na manhã seguinte, eu me arrumei.

Talvez porque fosse nosso último dia juntos.

Eu queria guardar ao menos uma lembrança boa antes de ir embora de vez.

Mas, quando fiquei parada diante da vila que ele me dera no dia em que descobrimos que éramos companheiros predestinados, o carro dele estacionou bem diante de mim.

Caminhei até a porta do passageiro e a abri.

Darcy já estava sentada ali.

Olhei diretamente nos olhos de Edward.

— Achei que tinha dito que seria só nós dois.

Um lampejo de hesitação atravessou seu rosto antes que ele finalmente respondesse:

— Darcy também precisava comprar algumas coisas… então eu a trouxe junto.

Enquanto eu esperava que Darcy tivesse o mínimo de bom senso para sair do meu lugar, a voz de Edward fez meu peito se apertar.

— Emma… você se importa de sentar atrás? Darcy passa mal no carro se não for no banco da frente. Você entende, não é?

Não respondi.

Apenas fechei a porta e entrei no banco de trás.

Durante o trajeto, observei os dois pelo retrovisor.

A mão de Edward repousava casualmente perto da de Darcy no console central, próxima o bastante para que os dedos dela roçassem os dele de vez em quando.

Eu era um fantasma na minha própria comemoração de aniversário.

O shopping virou um borrão de boutiques luxuosas e dolorosas realizações.

Edward não segurou minha mão.

Não perguntou qual vestido eu gostava.

Em vez disso, ficou andando atrás de Darcy.

— Vou experimentar essas peças — ela cantarolou, segurando vários vestidos de seda. — Edward, vem me dizer qual cor combina mais com minha pele!

Edward olhou para mim rapidamente.

Por um instante, um conflito cruzou seus olhos.

Mas Darcy puxou seu braço.

— Já volto, Emma. Só espera aqui.

Dez minutos passaram.

Depois quinze.

As vendedoras começaram a me lançar olhares cheios de pena.

A futura Luna da alcateia.

Sozinha no próprio aniversário enquanto o companheiro desaparecia nos provadores com outra mulher.

Caminhei lentamente até o fundo da loja, o coração martelando contra minhas costelas.

Disse a mim mesma que só iria verificar onde estavam.

Mas, quando me aproximei das pesadas cortinas de veludo da área VIP, eu ouvi.

Um gemido baixo.

Familiar.

Afastei levemente a cortina.

No reflexo do espelho triplo, eu os vi.

Darcy estava prensada contra a parede, as pernas enroladas na cintura de Edward.

O rosto dele estava enterrado na curva do pescoço dela.

As mãos apertavam os quadris dela com uma intensidade que ele não demonstrava comigo havia meses.

Eu não gritei.

Nem chorei.

Algo dentro de mim simplesmente…

Se partiu.

O último fio daquela “boa lembrança” que eu queria preservar acabou de ser reduzido a cinzas.

Saí da loja.

As luzes brilhantes do shopping agora pareciam um holofote apontado para minha estupidez.

Ouvi Edward me chamar desesperadamente atrás de mim.

Ignorei.

Peguei o celular.

Meus dedos estavam firmes enquanto disquei o número de Sarah.

— Sarah?

— Emma? Achei que estivesse aproveitando o dia com seu Alfa — a voz dela soou cansada e defensiva.

— Tem algum bar aberto hoje à noite? — perguntei, minha voz fria e clara. — Um bar barulhento. Um lugar onde ninguém se importe com Lunas ou companheiros predestinados.

Do outro lado da linha, houve um silêncio atônito.

— Emma… o que aconteceu?

Olhei uma última vez para a loja antes de seguir em direção à saída.

— É meu aniversário, Sarah.

— E eu quero comemorar o fato de que finalmente acabou.

— Me busca em vinte minutos.

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