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Capítulo 3: Quebra de controle e arrependimento

Penulis: Ester
last update Tanggal publikasi: 2026-08-27 11:39:17

Suas respirações eram pesadas, os peitos largos subindo e descendo rapidamente.

— Espere um pouco... — o irmão de olhos verdes pediu, a voz mais rouca do que antes. Ele deu um passo atrás, os punhos cerrados na tentativa desesperada de manter o protocolo de proteção. — Você está no cio, garota. Não sabe o que está fazendo. Só precisamos que você se deite e...

— Não dá! — Elara o interrompeu com um soluço sôfrego. Lágrimas de pura frustração e dor física brotaram em seus olhos. — Dói... está doendo muito.

A proximidade do homem de olhos verdes era magnética. O aroma de almíscar terroso que emanava dele parecia ser o único remédio capaz de cessar a queimação em seu sangue. Cedendo completamente ao instinto selvagem de sua loba, Elara deu dois passos rápidos à frente. Suas mãos pequenas e trêmulas espalmaram-se contra o peito largo e quente do rapaz.

Ele congelou, os olhos verdes dilatando-se no escuro.

Elara não pensou. Ela ficou na ponta dos pés, puxou o corpo dele para baixo e colou seus lábios nos dele.

O beijo começou como um choque elétrico. Os lábios dela estavam famintos, desesperados por alívio. No primeiro milésimo de segundo, o gêmeo de olhos verdes tentou resistir, os músculos de seus braços tensionando-se para afastá-la. Mas a doçura do cio dela misturada à audácia do toque quebrou sua sanidade. Com um rosnado baixo que vibrou direto na boca de Elara, ele cedeu. Suas mãos grandes e firmes subiram pela cintura dela, puxando o corpo pequeno contra o seu com uma força possessiva, aprofundando o beijo com uma intensidade que fez as pernas dela vacilarem.

Ela soltou um gemido abafado contra a boca dele, sentindo a dor no abdômen ser substituída por uma onda de puro êxtase. Ele a dominava, o hálito quente e o sabor selvagem preenchendo cada espaço de sua mente.

De repente, uma mão pesada e implacável fechou-se em torno do ombro do gêmeo de olhos verdes, puxando-o para trás com violência.

— Chega — a voz do irmão de olhos mel cortou o ar como um chicote.

Elara cambaleou para trás, o beijo partido abruptamente, os lábios vermelhos e entreabertos enquanto buscava o ar.

O gêmeo negro estava parado ao lado deles, o corpo massivo tenso, as veias dos braços saltadas de pura raiva contida. Seus olhos cor de mel brilhavam no escuro com uma fixação perigosa, focados inteiramente em Elara. A mandíbula dele trabalhava, os dentes cravados uns nos outros.

— Eu não vou ficar aqui parado apenas olhando — ele rosnou para o irmão, a voz vibrando em uma frequência perigosamente Alfa. — O cheiro dela está me enlouquecendo. Se você vai tocá-la, eu também vou. Ela é nossa.

O irmão de olhos verdes limpou o canto da boca com o polegar, a respiração fustigante, olhando para o gêmeo. Não havia briga ou disputa territorial entre os dois; a conexão mental deles era clara. Ambos sabiam que o limite de controle deles havia chegado ao fim. Eles eram uma unidade, e aquela fêmea, naquele momento, pertencia aos dois.

O gêmeo negro deu um passo à frente, cercando Elara contra o peito do irmão. A mão dele subiu, os dedos quentes tocando a bochecha corada dela, forçando-a a olhar diretamente em seus olhos cor de mel.

— Você pediu por isso, pequena — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa sombria e inevitável. — Agora não há como voltar atrás.

Os primeiros raios de sol cortaram as frestas da vegetação na entrada da caverna, iluminando o rastro de destruição de uma noite de puro instinto. No enorme colchão rústico, o gêmeo de olhos verdes despertou primeiro. Seus sentidos de Alfa, geralmente afiados, demoraram um segundo para se situar. O calor na cama havia sumido.

Ele sentou-se abruptamente, o peito nu subindo e descendo com força. Ao seu lado, o irmão de olhos mel resmungou, abrindo os olhos e percebendo o mesmo vazio.

— Ela sumiu — o lobo marrom rosnou baixo, os dentes cravados de frustração.

Eles se levantaram, os corpos imponentes nus, os olhos correndo pelo santuário estilizado que dividiam. As roupas íntimas molhadas da garota não estavam mais lá. Ela havia recolhido tudo e partido no meio da madrugada. O cheiro adocicado do cio dela ainda flutuava densamente no ar, mas estava sumindo.

— Que inferno... — o lobo negro esmurrou a parede de pedra da caverna, fazendo pequenos fragmentos de rocha caírem no chão. Seus olhos mel brilhavam com uma mistura de fúria e culpa.

— Nós somos Alfas. Nós já terminamos nossos estudos, fomos treinados para liderar e manter o controle. Nós deveríamos tê-la protegido, não nos aproveitado do estado dela!

— Ela pediu, mas ela não sabia o que estava fazendo... era o primeiro cio dela— o irmão de olhos verdes passou a mão pelo rosto, o peito apertado pelo arrependimento.

— Nós a quebramos antes mesmo de ela completar dezoito anos. E o pior: nem sabemos o nome dela. Só sabemos que estuda no internato. Como vamos olhar na cara da matilha sabendo o que fizemos com uma menina isolada e vulnerável?

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