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Author: Érika Gomes
last update publish date: 2026-10-01 03:28:54

Vi quando todos passaram por nossa mesa, sendo encaminhados pela menina que agora andava com as pernas visivelmente bambas. O loiro cabeludo que quase devorei com os olhos, ia na frente, seguido por mais dois caras e logo atrás os dois casais. Ambos com a mão dentro do bolso da calça delas, apalpando a bunda sem cerimônia alguma. Somente quando passaram por nós que consegui ver o que era aquela marca em suas jaquetas, faziam parte de algum clube de moto. Uma caveira com asas escorrendo algo parecido com sangue e o nome na parte de baixo do desenho: Anjo Caído.

O grupo sentou-se na diagonal, ficando bem no meu campo de visão, tendo um espaço amplo apenas para eles, facilitando ainda mais para o meu olhar esfomeado. 

Tentei dar atenção para as baboseiras que Carlos dizia, interagir com os problemas que sondavam o escritório onde ele era sócio, opinar sobre os erros no tal projeto que ainda não conseguiram aprovação, mas estava difícil demais. Sentia os olhos do desconhecido sobre mim, como imãs me puxando, obrigando os meus a encontrarem os dele. O gigante estava sentado na cadeira do canto, as costas apoiadas na parede, as pernas abertas, quase escancaradas, com o pé apoiado em algum lugar embaixo da mesa, sua cabeça tombada levemente e o maldito sorriso em seus lábios. Tudo acontecia ao nosso redor, pessoas conversando, garçons caminhando entre as mesas, música tocando, Carlos falando e ainda assim, era como se nada estivesse acontecendo, pois estava presa naquele olhar. E o maldito sabia disso, o sorriso de lado se ampliou, quase demoníaco, e arqueou a sobrancelha como se me perguntasse o que eu queria olhando para ele daquele jeito. A mão, que estava apoiada sobre a coxa que parecia um tronco, subiu devagar prendendo a atenção do meu olhar, deslizando sobre o tecido até parar sobre o volume entre suas pernas, ajeitando o pacote. Meu olhar subiu por sua barriga, peito, pescoço, lábios, encontrando enfim o seu olhar novamente. Não sei como ele conseguia aquilo, mas ali havia tantas promessas de pura sacanagem que não consegui conter o desejo que umedeceu minha intimidade. Mordi o lábio, contendo o gemido que sentia ganhando vida.

— Enfim, não sei como o Renata irá fazer para arrumar isso, mas deixei claro que quero o contrato retificado e assinado sobre minha mesa na segunda de manhã — lembrei que o Carlos estava ali, falando sobre o tal projeto.

— Você tem razão. — Ajeitei-me na cadeira, voltando meu corpo para ele.

— Está com calor? — perguntou, encarando meu rosto com seriedade.

— Não… não… — As palavras saíram de qualquer jeito, empurradas para fora.

— Por que está vermelha desse jeito então? — Revirei os olhos, não consegui disfarçar a irritação.

— Não sei, Carlos, não tenho como controlar a coloração do meu rosto — respondi grosseira, querendo mesmo mandar ele à merda.

— Calma. — Levantou as mãos se rendendo, confuso com a minha reação.

— Desculpa… — Respirei fundo devagar, fechando os olhos para controlar a raiva e o tesão, afinal que culpa que o coitado tinha por não ser o foco do meu desejo naquele momento. — Estou cansada, só isso. — Me rendi por fim, querendo sair dali. — Vou ao banheiro e depois podemos ir para casa.

Não esperei por resposta, joguei a bolsa sobre o ombro e saí em direção ao banheiro, sem olhar para o homem que sucumbia toda a minha personalidade e espontaneidade, muito menos para a montanha de músculos que atiçava o meu tesão. Queria somente sair dali chegar em casa e pedir para ficar sozinha, só minha garrafa de vinho e eu, amanhã colocaria minha vida em ordem, colocaria um ponto final nessa relação e iria me procurar com vontade, descobrir em que parte do meu caminho me perdi complemente.

Marchei furiosa para o fundo do local, muito nervosa comigo mesma. Bati a mão na porta que abriu sem dificuldade, revelando um ambiente pequeno e vazio por completo. Passei pelo batente, empurrando a porta com toda a minha força, queria descontar minha frustração em algo e a porta me pareceu ser uma boa saída, mas algo travou meu esforço e quando me virei para forçar a madeira, deparei-me com uma montanha loira cabeluda. Poderia xingar, gritar, pedir ajuda, mas não queria. Ele espalmou a mão na porta, abrindo a passagem por completo, entrou e a fechou, virando a chave e encostando o corpo nela. A imensidão cruzou os braços sobre o peito, tombou a cabeça daquele jeito que parecia ser algo dele, e seus olhos percorreram o meu corpo de uma forma tão obscena que me senti nua – deliciosamente nua. 

— Oi. — A voz rouca invadiu o minúsculo ambiente, ressoando em meu corpo, arrepiando meus pelos.

Não consegui responder. Ele me alcançou em dois passos, passando um braço por minha cintura, puxando meu corpo para ele, a outra mão se enterrou em meus cabelos, segurando firme os fios da minha nuca enquanto sua boca me invadia sem esperar permissão, sua língua deslizou para dentro, buscando a minha em um beijo molhado, possessivo, selvagem. Gemi me rendendo àquela loucura, minha mão percorrendo o peito musculoso tateando cada pedaço, a outra buscando seus cabelos, encontrando fios finos e macios, entrelaçando-os em meus dedos. 

Como se fossemos amantes antigos, nossos corpos se moldaram com perfeição e de uma forma tão rápida que me assustou e por alguns segundos, confesso que realmente muito rapidamente, algo como “limites” passou por meus pensamentos, mas foram sucumbidos muito mais rápidos do que chegaram, meu desejo tomando o controle de toda a ação.

Ele empurrou meu corpo contra a parede fria, cobrindo-me em absoluto. Eu simplesmente sumia diante dele. Suas mãos reivindicavam meu corpo, puxando a camisa social que vestia e estava presa dentro do cós da saia lápis. Senti seus dedos ásperos abrindo os botões, as mãos grandes soltando meu corpo e cabelo, somente para puxarem o sutiã para baixo, fazendo meus seios saltarem presos sobre o arame da lingerie. Morri um pouco quando as mãos quentes e calejadas seguraram meus seios com firmeza, apertando-os e beliscando os mamilos duros, gemi contra sua boca que jamais deixava a minha. Abri as pernas me esfregando nele, buscando o atrito contra sua ereção que estava esmagada dentro do jeans. O gigante sorriu em meus lábios, levou as mãos sob meus braços e me levantou com uma facilidade absurda, abri as pernas envolvendo sua cintura e gritando um sonoro “foda-se” para a vida e qualquer responsabilidade ou vergonha na cara. 

Ele ainda me segurava contra a parede, nossos corpos conectados pelos quadris que se moviam devagar, roçando um no outro.

— Oi… — Ele disse outra vez quando abri meus olhos e o encontrei me olhando com aquele maldito sorriso fodedor de juízo.

— Você já disse isso… — Sorri ouvindo minha voz saindo manhosa entre gemidos baixo.

— Você vem sempre aqui? — brincou e sua boca deslizou por meu pescoço, incendiando minha alma. Balbuciei alguma coisa que não sei bem o que era e o senti sorrindo contra a minha pele. Mordeu com um pouco mais de força o meu ombro e sua língua deslizou molhada sobre as marcas de seus dentes. — Não me respondeu… — falou entre os beijos, descendo a boca para o monte que implorava por atenção, ele segurou com força e abocanhou um, sugando e me fazendo gemer um pouco mais alto. — Vem?

— Não… — Rebolei sobre sua ereção, querendo alívio para a vontade louca que sentia de gozar.

— Acho que é o destino então. — A voz saiu abafada por meu seio direito que ele mantinha em sua boca.

Aquele total desconhecido deslizou a mão entre nossos corpos me fazendo gemer antes mesmo de me tocar, minha intimidade ansiando por seus dedos, pela pressão contra a carne que pulsava de desejo, como se o meu corpo reconhecesse seus toques de outras vidas. Senti o tecido fino da calcinha sendo colocado de lado e meu quadril arqueou contra a mão dele, minha cabeça apoiada na parede. Ele sabia com exatidão aonde ir, afundou dois dedos de uma vez dentro de mim, tirando-os devagar e usando o melado que encontrou para lambuzar minha intimidade e circular sem pressa o ponto inchado que gritava para ser saciado.

— Que delícia… — gemeu em meu ouvido, arrepiando até os pelos que nem sabia que existiam em meu corpo. — Vi você me olhando, pequena… — falava com a voz rouca que seria capaz de fazer qualquer mulher gozar só com um bom dia, sua respiração quente soprando na minha pele e seus dedos se movendo dentro de mim, deslizando para dentro e para fora, circulando meu clitóris em seguida, em uma constante lenta e deliciosa. Repetindo todo o processo, estimulando meu corpo para entrar em combustão. — Me comendo com esse olhar safado… — Os dedos voltaram para dentro, estocando com firmeza, uma, duas, três vezes. — Era isso que você queria, pequena? — Tirou, deslizando os dois dedos melados, brincando com meu ponto quente. Rebolei contra sua mão e ele riu, mordendo o lóbulo da minha orelha, chupando em seguida — Me fala. Queria ser fodida por um desconhecido nesse banheiro apertado? — Escorregou de volta os dedos para dentro de mim, estocando com mais força.

— Não… — Consegui responder com dificuldade, minhas mãos presas aos cabelos dele que agora não estavam mais presos e sim soltos, caídos como uma cortina loira e macia.

— Não? — Riu aumentando o ritmo do movimento de seus dedos, iria gozar em sua mão e não demoraria muito. 

— Queria ser fodida por você — disse a verdade, não havia pensado em momento algum, aliás, nunca passou pela minha cabeça ser comida por um estranho.

— Ah! Pequena, fui o sortudo então. — O gigante levou o polegar sobre o ponto certo, circulando com pressão enquanto seus dedos me fodiam. — Vai gostosa… goza pra mim. 

Meu corpo caiu em uma espiral de prazer crescente e explodindo em um gemido alto, avassalador. Gozei em seus dedos e ele me envolveu forte com seus braços, contendo os espasmos de prazer que meu corpo sofria. Deitei a cabeça em seu ombro e tudo o que queria era que a cena se repetisse sobre a minha cama e não naquele lugar. Senti seus dedos saírem de dentro de mim, provocando ainda uma reação gostosa, ele se afastou o suficiente para olhar em meus olhos. Vi seus dedos se aproximando de seus lábios e não acreditei que faria o que fez: chupou os dois devagar, como se saboreasse a melhor iguaria. Passando a língua sobre os lábios, sorvendo qualquer resquício do meu gozo.

— Você é deliciosa.

Não pensei em mais nada, levei as mãos a calça jeans que ele vestia, abrindo o botão e puxando o tecido para os lados, fazendo o zíper descer de qualquer jeito, ele riu gostoso com a cena e mergulhou a boca na minha em mais um beijo enlouquecedor, suas mãos segurando minha bunda, os dedos fortes afundando em minha carne. O grandão moveu nossos corpos, apoiando-me sobre a pia. Minha saia já estava embolada na cintura quando ele segurou meus tornozelos, puxando meu corpo para frente, deixando-me arreganhada para ele, que se inclinou entre minhas pernas e deslizou a língua muito devagar, percorrendo toda minha intimidade, limpando meu gozo. Parou a ponta da língua sobre a carne que já ondulava em uma nova onda de prazer, fez dois movimentos circulares e pressionou novamente. Levei as mãos ao rosto dele, puxando-o para cima e como se fosse uma louca descontrolada, deixei as palavras saírem.

— Quero gozar no seu pau…. Me fode — pedi, não reconhecendo a mulher que havia se apossado do meu corpo. Isso poderia explicar aquele ato obsceno e desesperado, como uma possessão, pois tenho certeza de que o espírito de alguma vadia cadela doutrinava meus movimentos e a beata que habitava em mim estava se deliciando com aquilo.

Ele não disse nada a princípio, apenas me encarou por alguns segundos, desceu a calça e a box preta que usava, deixando o pau, que fazia jus ao tamanho daquele homem, pular para fora. Sua mão envolveu a própria extensão, masturbando-se sem pressa, os olhos cravados em mim e meus olhos presos em uma das maravilhas do mundo.

— É meu pau que você quer, pequena? — Era um devasso, não havia como negar. Sua fala, seus movimentos, tudo nele “gritava” putaria.

— Sim… — Mordi o lábio inferior, abrindo ainda mais as pernas em um convite escancarado.

— Vou te foder forte, pequena. Comer essa boceta apertada que está implorando por atenção e te fazer gozar no meu pau.

Meu corpo tremia por antecipação, esperando, desejando que ele se enterrasse dentro de mim. Já não conseguia respirar direito, pois a forma como ele me olhava, desejando meu corpo tanto quanto eu o desejava, incendiava-me ainda mais. Ele se aproximou, encaixando-se entre minhas pernas, deslizou sem pressa alguma a cabeça do pau na minha intimidade, subindo e descendo em um movimento torturante. Queria gemer de frustração, mas as batidas na porta me trouxeram de volta à realidade fodida em que vivia.

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