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Auteur: Érika Gomes
last update Date de publication: 2026-10-01 03:29:09

— Danielle? — A voz do Carlos ecoou atrás da porta. — Danielle, você está aí?

Travei, mas o gigante levou o dedo indicador ao lábio, pedindo para que eu não fizesse barulho e sorriu com a maior cara de pau do mundo. Inclinou o corpo sobre o meu e sussurrou em meu ouvido.

— Responde, pequena, diga que já vai e que está bem. — Deu a ordem sem rodeios, seu pau voltando a brincar na minha entrada, descendo e subindo, provocando tudo em mim. — Responde agora — ordenou.

— Estou, Carlos! — respondi brava com ele, sem nem saber por quê. — Já vou sair. 

— Isso, pequena. — Recebi um beijo no canto da minha boca, seus lábios deslizaram sobre os meus, provocativos.

— Mas você está bem? — Carlos gritou, agora um pouco alterado. Revirei os olhos para a pergunta e senti a estocada forte e dura, dentro de mim.

Segurei o grito. Minhas mãos apoiadas em seus ombros, nossos olhos focados um no outro, ele enterrou tudo de uma só vez e não se mexeu mais. Vi sua boca formar a palavra “responde”, sem som algum.

— Estou, só precisava usar o banheiro — tentei explicar, inventar qualquer desculpa e iria conseguir ser coerente, mas o maldito gigante começou a se mexer, entrando e saindo sem pressa, olhando-me com intensidade, prendendo minha atenção.

— Disse para não comer o queijo desse lugar, acabaria passando mal. Esses lugares não são seguros, Danielle, e queijo é algo complicado, ainda mais para você, sabe o problema que tem com a lactose. 

Carlos continuou falando, mas tudo o que sentia era o movimento do gigante loiro dentro de mim, abrindo-me, preenchendo cada espacinho, tocando fundo. O grandalhão não se abalou, aumentou o ritmo de seus movimentos, passando a estocar com força, segurando meu corpo pela cintura, impedindo que me chocasse contra o espelho atrás de mim.

— Agora vamos ter que passar na farmácia, não dá para ir para casa com você passando mal desse jeito. Já vi que será uma daquelas noites que você não vai me deixar dormir direito. E amanhã terei aquela reunião…

Pressionei os lábios um contra o outro, tornando-os em uma linha fina, impedindo que o prazer escapasse em forma de gemido, ele mordeu o lábio tão forte, que os dentes deixavam marcas brancas onde pressionava. Deslizei um pouco mais o corpo, envolvendo as pernas em sua cintura, puxando-o para mais perto do meu corpo. Seus braços envolveram minha cintura em um abraço apertado, sem deixar espaço para qualquer outro movimento, e sua boca tomou a minha. Tudo intenso demais, forte demais, como se a vida dependesse daquele único momento e nada mais. 

— Vai…. Isso… — sussurrei em seu ouvido, deixando que o desejo ficasse somente entre nós.

— Boceta gostosa do caralho! — rosnou baixinho, mordendo com força o lóbulo, prendendo-o dentro de sua boca depois.

Os movimentos ganharam vida, tornando-se quase cruéis de sentir, mais forte, mais rápido, mais fundo. 

— Agora se realmente estiver passando muito mal, te levo ao médico e ligo para a Fernanda ir ficar com você, porque não poderei dormir fora, preciso descansar, sabe que a reunião de amanhã…

Senti os dedos movendo-se rápido sobre meu clitóris, estimulando enquanto me fodia como jamais fui fodida na minha vida. Joguei o corpo para trás, apoiando as mãos na pia, jogando o quadril contra ele e rebolando na mesma intensidade que recebia as estocadas, seus dedos afundaram na minha pele, deixando claro que aquilo tudo o afetava da mesma forma. — Vou gozar — avisei, imitando-o, deixando que o aviso saísse sem som, e meu corpo se rendeu ao prazer pela segunda vez, gozei desejando poder gritar alto o suficiente para que todos no bar soubessem que uma mulher estava sendo muito bem comida dentro daquele banheiro. Ele veio três estocadas depois, jorrando sua porra dentro de mim, puxando-me para ele, prendendo meu corpo, sua testa descansando sobre a minha, nossa respiração saindo com a mesma dificuldade.

— Estou na mesa te esperando, vou pedir a conta para apressar as coisas, não demora mais não.

Silêncio. 

Precisei de alguns segundos para ter coragem de abrir os olhos e encarar a merda deliciosa que cometi. Um estranho, dentro de um banheiro, sem camisinha, gozando dentro. Era o retrato da falta de responsabilidade, estava pronta para a morte me levar.

— Olhe para mim. — Sua voz me alcançou e meus olhos o obedeceram, encontrando um mar verde que parecia estar passando por um temporal.

— Oi… — brinquei sem graça e recebi um sorriso que foderia a cabeça da mulher mais pé no chão de todo o mundo.

— Oi, pequena. — O sorriso se alargou, suas mãos deslizavam com suavidade sobre minhas coxas.

— Prazer, Danielle. — Resolvi me apresentar, não queria ir embora com a sensação de que dei para um cara que não sabia nem o meu nome.

— Realmente, prazer não faltou — brincou, beijando meu queixo em seguida. Nossas vozes não passavam de sussurros. — Quero te ver de novo.

E mais uma vez eu não pensei, abri a bolsa que foi parar em cima da pia em algum momento, tirei um bloco de notas e uma caneta, escrevi meu nome e telefone, entregando o pequeno pedaço de papel para ele que o segurou, olhou com atenção e o guardou no bolso da jaqueta. Desci da pia, obrigando o desconhecido a se afastar, ajeitei a roupa sem me limpar direito, prendi os cabelos em um rabo de cavalo, lavei o rosto e fechei os olhos, respirando fundo algumas vezes. Quando achei que estava pronta para voltar à realidade, acenei com a cabeça sem saber o que dizer, mas foi o tom que sua voz chegou aos meus ouvidos que me deu a certeza que aquilo não pararia ali.

— Enzo. — Eu me virei e sorri para ele. — Vou te buscar em breve.

A promessa ficou em minha mente, perturbando meus pensamentos, enquanto caminhava em direção ao homem que me esperava na mesma mesa, deixando para trás uma montanha loira deliciosa de músculo e prazer.

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