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Capítulo 69

Auteur: DhaSantana
last update Date de publication: 2026-09-11 21:58:50

Leonardo Bianchi

O som das ondas quebrando suavemente contra a areia branca da praia parecia o único lembrete de que o mundo lá fora ainda continuava girando. Para mim, no entanto, o tempo havia parado no exato momento em que trancamos a porta do bangalô isolado, longe de qualquer vestígio de civilização, de escritórios corporativos, de sobrenomes pesados ou de expectativas familiares.

Estava sentado na espreguiçadeira de madeira na varanda privativa, observando a imensidão escura do oceano so
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  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Epílogo

    Cloe Bianchi O barulho abafado e caloroso das risadas, o tilintar dos talheres de prata contra a porcelana fina e o aroma inconfundível de um banquete de domingo preenchiam todos os cantos da ampla sala de jantar. Olhei ao redor daquela mesa imensa, banhada pela luz dourada da tarde que entrava pelas janelas francesas, e me dei conta de como o tempo — esse mesmo tempo que antigamente eu tentava controlar com relógios de bolso e planilhas de ferro — havia sido generoso conosco.Cinco anos depois... Estava grávida do nosso primeiro filho.Quer dizer, do nosso primeiro e do nosso segundo, porque a surpresa que guardei por semanas finalmente havia transformado os almoço de domingo em uma celebração ainda mais apoteótica meses atrás.E agora estávamos em mais um dos religiosos almoços de domingo na mansão Bianchi. Mas não na antiga mansão fria e cinzenta que nos viu sofrer e engolir as lágrimas sob a tirania de um passado que já não existia; esta era a nova mansão da família, construída c

  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Capítulo 69

    Leonardo Bianchi O som das ondas quebrando suavemente contra a areia branca da praia parecia o único lembrete de que o mundo lá fora ainda continuava girando. Para mim, no entanto, o tempo havia parado no exato momento em que trancamos a porta do bangalô isolado, longe de qualquer vestígio de civilização, de escritórios corporativos, de sobrenomes pesados ou de expectativas familiares.Estava sentado na espreguiçadeira de madeira na varanda privativa, observando a imensidão escura do oceano sob um céu completamente tomado por estrelas, com uma taça de vinho esquecida entre os dedos. Mas a minha atenção não estava na paisagem. Estava inteiramente voltada para o interior do quarto, onde Cloe se movimentava calmamente, envolta em uma leve camisola de seda que parecia refletir a suavidade que ela havia trazido para os meus dias.Observá-la ali, tão livre, tão dona de si e completamente em paz, ainda provocava em mim um misto de reverência e incredulidade. Eu, Leonardo Bianchi — o homem q

  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Capítulo 68

    Leonardo Bianchi Segurei a mão dela que estava no meu rosto, virei a palma para cima e pressionei um beijo demorado e reverente bem no centro da sua pele, olhando fixamente em seus olhos. — Não é um sonho, Cloe. É a única coisa real e verdadeira que eu já construí na minha vida — respondi com a voz grave, carregada de uma convicção irrevogável. — Tudo o que ficou para trás — os escritórios frios, as regras da minha mãe, os anos de solidão e o medo de sentir — foi apenas o preço que eu tive que pagar para aprender a merecer você. Cloe soltou um suspiro trêmulo, e o leve sorriso que se formou em seus lábios foi a chave que destravou a última fechadura do meu autocontrole. Deixei que minhas mãos descessem suavemente pelos seus ombros, traçando os braços dela até encontrar as suas mãos, entrelaçando nossos dedos com firmeza. Com uma delicadeza infinita, fui deitando o corpo dela para trás sobre a suavidade dos lençóis brancos, cobrindo com o meu peso de forma cuidadosa, como se ela fo

  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Capítulo 67

    Leonardo Bianchi O som abafado das ondas quebrando na praia deserta parecia se misturar com o compasso acelerado das nossas respirações dentro do quarto iluminado apenas pela luz dourada e suave das velas. A brisa da noite, carregada com o perfume salgado do mar, entrava pela porta de correr da varanda aberta, balançando levemente as cortinas de linho branco e trazendo um frescor agradável para o ambiente que, de outra forma, estaria sufocante de tanta expectativa.Estávamos ali, finalmente sozinhos, despidos de qualquer pressa, de qualquer armadura e de todo o peso que o mundo tentou nos impor ao longo dos anos.Cloe estava sentada na beirada da cama ampla, com os lençóis de algodão egípcio caindo suavemente ao redor de sua cintura, cobrindo parcialmente a pele clara que parecia brilhar sob o reflexo da luz fraca. Os cabelos soltos caíam em cascata sobre os seus ombros, e havia no fundo dos seus olhos castanhos uma mistura delicada de vulnerabilidade, coragem e aquela confiança inab

  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Capítulo 66

    Cloe Avelar — Sabia que você é um homem impossível? — comentei, rindo baixinho. — Mas quer saber? Eu nunca te proibi de nada, Leonardo. Você é quem nunca quis me possuir de verdade antes da hora certa.Ao ouvir aquilo, Léo gemeu baixinho, fechando os olhos por um segundo como se a lembrança daquele autocontrole estrito lhe doesse fisicamente, antes de voltar a me encarar com uma seriedade profunda.— Era respeito, Cloe. Você é tão importante para mim que quis fazer tudo certo — disse ele, a voz falhando levemente, carregada de uma vulnerabilidade que ele só permitia que eu visse. — Eu passei a vida inteira vendo relações baseadas em conveniência, posse e egoísmo na minha família. Quando eu encontrei você, eu sabia que qualquer passo em falso, qualquer precipitação poderia manchar o que a gente estava construindo. Eu queria que você estivesse inteira, segura, consciente e absolutamente certa de que o meu corpo e a minha alma já eram seus muito antes de assinarmos qualquer papel.A int

  • Escondendo a gravidez do meu chefe    Capítulo 65

    Cloe Avelar O som abafado e harmonioso das risadas distantes, o tilintar suave das taças de cristal ecoando sob as luzes douradas de fada que cruzavam o teto do salão ao ar livre e a brisa fresca da noite misturavam em uma sinfonia perfeita que parecia coroar o final de uma jornada épica. Estendida ao meu redor estava a celebração mais íntima, calorosa e verdadeira que eu poderia ter sonhado.Eu agora era uma das senhoras Bianchi. Não que o sobrenome fosse mais importante. Na verdade, não dava a mínima por ser uma Bianchi. Eu queria na verdade era ser a mulher do Leonardo, do meu Leonardo. E tinha conseguido.Aquela constatação simples, porém avassaladora, fez o meu peito se encher de um orgulho indescritível enquanto eu observava o reflexo dos nossos anéis de ouro reluzindo sob a iluminação suave. Para o mundo corporativo e para a alta sociedade que por anos ditou as regras daquela família, eu era agora formalmente parte da dinastia. Mas para mim, o peso daquele título era completam

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