แชร์

Capítulo 3

ผู้เขียน: Pequena Estrela
Depois do aborto, eu estava fraca demais. Eu mal tinha forças para ficar em pé, quanto mais para juntar minhas coisas.

Eu só consegui descansar mais uma noite em casa.

De madrugada, Osvaldo voltou. Ele chegou bêbado, com o braço enroscado em Jéssica. Quando ele me viu deitada na cama, ele soltou uma risada fria:

— Sai daqui. Hoje o quarto é da Jéssica.

O tom dele foi de desprezo, como se ele estivesse mandando numa empregada. E Jéssica já não tinha nada da imagem pura e fofa que mostrava na frente dos outros. Ela usava uma lingerie provocante e se apertava cada vez mais contra o peito de Osvaldo:

— Nini, desculpa, viu? Hoje eu e o Osvaldo bebemos demais, a gente não está com vontade de trocar de quarto. Vamos pegar o seu emprestado. Ah, e outra coisa, Nini, eu ouvi o Osvaldo dizer que você não manda muito bem na cama. Por que você não fica aqui para aprender um pouco?

A raiva quase me engoliu inteira. O meu corpo começou a tremer, sem que eu conseguisse controlar.

Osvaldo olhava para mim com superioridade, empolgado, se divertindo.

— Osvaldo, acho que a Nini ficou brava. Será que eu falei alguma coisa errada agora há pouco? — Disse Jéssica.

Quando ele ouviu aquilo, Osvaldo puxou Jéssica ainda mais para junto de si:

— Como é que você ia estar errada? Ela, quando transa comigo, fica parada que nem um peixe morto. Quem combina de verdade comigo é você.

Eu me levantei, furiosa, e empurrei os dois para longe, indo direto em direção à porta.

— Nossa, quanta força! — Jéssica deu um gritinho manhoso. — Então a sua cintura é larga assim mesmo. Agora eu entendi de onde vem tanta força.

Eu abaixei os olhos e encarei a cintura que tinha engrossado por causa da gravidez. Eu senti uma tristeza profunda me atravessar.

Osvaldo puxou Jéssica de volta para perto e grudou a boca na dela:

— Chega, né? Mulher grávida engorda mesmo, a cintura aumenta, é normal. Depois você é que vai ter que dar conta de me satisfazer.

— A Nini é fogo, viu? Eu a ajudo e, em vez de me agradecer, ela ainda resolve me atacar. — Disse Jéssica.

A porta do quarto ficou aberta, e os gemidos dos dois logo tomaram conta do ambiente. Eu não queria ouvir, mas eu estava fraca demais. Eu só consegui ir até o quarto de hóspedes e me deitar. As paredes grossas não deram conta de abafar o barulho.

Os sons indecentes enchiam os meus ouvidos.

Eu não sabia quanto tempo tinha passado quando Osvaldo me abraçou por trás. A voz dele ainda vinha carregada de desejo:

— Nini, para de ficar brava. Você sabe que quem eu amo é você. Você andou fria demais comigo esses dias. Eu só usei a Jéssica para te provocar um pouco. Eu não sinto nada por ela.

A voz dele era quente, ansiosa, como se tudo o que ele tivesse feito com Jéssica ainda não tivesse sido suficiente para saciar ele. Eu tentei empurrar ele, irritada, mas o meu corpo frágil quase não tinha força.

As mãos dele começaram a percorrer o meu corpo, com a mesma habilidade de sempre, tentando acender em mim um desejo que, antes, me deixava sem saída. Mas agora eu sabia que tudo aquilo não passava da vontade dele, do apetite dele, e nada mais.

A minha resistência fraca pareceu só atiçar ainda mais a raiva dele. Até que ele perdeu o controle de vez, se virou e me prensou contra o colchão. O tapa que ele me deu estalou no meu rosto com força.

— Nilda, não começa a exagerar.

Eu senti a queimadura quente na pele e respondi com frieza:

— Sr. Osvaldo, o senhor nem teve a dignidade de tomar um banho. O cheiro de bebida e de mulher suja que está no seu corpo está nojento.

No segundo seguinte, outro tapa explodiu no meu rosto. Ele apertou o meu pescoço com força:

— Nilda, você que não quer o meu respeito. Está pedindo para eu te tratar na base da pancada, não é?

Eu, fraca daquele jeito, mal tinha como reagir. Ele se jogou sobre mim como um animal no cio, entrando em mim com brutalidade. A dor no baixo-ventre quase me fez desmaiar.

Sem alternativa, eu acabei mordendo a orelha de Osvaldo, tentando obrigar ele a parar. Em resposta, vieram mais e mais tapas.

Para impedir qualquer reação minha, ele apertou o meu pescoço com mais força ainda. A dor no ventre e a falta de ar fizeram tudo escurecer na minha vista.

Os meus gritos foram ficando cada vez mais fracos, o meu corpo foi perdendo a força. Só então Osvaldo pareceu recobrar um pouco a consciência. Ele finalmente parou.

Os lábios dele se mexeram algumas vezes, como se ele fosse dizer alguma coisa. No fim, ele não falou nada. Ele simplesmente saiu do quarto e me deixou ali.

Eu fiquei encolhida de dor por muito tempo, sentindo o suor encharcar o lençol. Debaixo do meu corpo, o tecido estava manchado de vermelho. Naquele momento, o meu coração morreu de vez.

Na manhã seguinte, a dor finalmente começou a ceder. Eu continuei deitada e comprei uma passagem de avião pelo celular. Depois, eu vesti qualquer roupa que eu encontrei pela frente e desci para a sala.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 9

    Na mesma hora o meu corpo inteiro ficou tenso. Eu sempre achei que já tinha superado tudo, mas, assim que eu vi aquele homem, a raiva que eu guardava lá no fundo simplesmente voltou queimando por dentro.Danilo pareceu perceber que eu tinha travado. Ele deu um leve tapinha na minha mão:— Calma, eu tô aqui. E, pra falar a verdade, já tava mais do que na hora de a gente colocar um ponto final nisso tudo.Danilo prendeu os olhos nos meus. No olhar dele havia uma força que eu nunca tinha recebido de ninguém.Eu entendi o que ele quis dizer e assenti de leve.Danilo me levou até a frente do Osvaldo. Assim que ele me viu, ele começou a gritar, desesperado:— Nini, até que enfim você topou falar comigo! Eu juro que eu errei, eu tenho me arrependido todo santo dia esse tempo todo. Eu mudei, de verdade. De agora em diante eu vou colocar todo o meu amor só em você. Me perdoa, volta pra mim, por favor. Nini, eu não sei viver sem você.Eu ouvi aquelas palavras cortando o ar e franzi a testa, inco

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 8

    Eu não ousei dizer mais nada. Eu fiquei parada ali, esperando pela sentença do Danilo.Danilo atendeu mais uma ligação. Eu não consegui entender direito o que ele falava. Dentro da minha cabeça só existia um coro único gritando "acabou pra mim".Eu não soube dizer quanto tempo passou até que ele finalmente desligou o celular. Ele se virou e lançou para mim um olhar frio, cortante:— Levando em conta que o que aconteceu ontem causou um estrago enorme para a imagem da empresa, então...Na mesma hora eu senti como se eu tivesse sido jogada dentro de um poço de gelo. Eu realmente gostava muito daquele trabalho. Eu tinha encontrado ali um pedaço do meu próprio valor.Eu me apressei em pedir:— Sr. Danilo, me desculpa. Eu juro que eu não fiz de propósito. Por favor, não me demita. Daqui pra frente eu faço qualquer coisa pela empresa, viro escrava se for preciso.— Eu não falei que ia te demitir. Eu só não sei se você vai aceitar a decisão da empresa.Quando eu ouvi aquilo, a alegria quase ex

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 7

    — Nini, eu sei que eu errei. Volta pra mim.Aquela confiança nojenta estampada no rosto do Osvaldo sempre me deu ânsia.— Sr. Osvaldo, o senhor por acaso acha que eu nasci destinada a casar com o senhor? Olha bem pra si. Em que exatamente o senhor acha que supera o meu namorado? Na família? Na capacidade? Na lealdade? Ou no desempenho na cama? Com toda sinceridade, Sr. Osvaldo, o senhor não chega nem perto do Danilo em nada.Eu respondi.O rosto do Osvaldo escureceu na hora, mas, mesmo assim, ele ainda falou entre os dentes:— Eu não acredito.Eu senti o peito travar de irritação. A cara de pau dele era de embrulhar o estômago. Eu ainda estava tentando pensar em como ia reagir quando senti, de repente, a mão na minha cintura apertar com força.No segundo seguinte, a boca do Danilo desceu sobre a minha. Eu me sobressaltei por um instante e, logo depois, alguma coisa em mim virou a chave. Eu comecei a corresponder ao beijo dele.Nós ficamos ali, nos beijando, por pelo menos um minuto int

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 6

    Durante tantos anos, eu tinha amado Osvaldo de corpo e alma, de um jeito doentio, sem conseguir me desprender. Eu tinha jogado fora toda a minha juventude e, em troca, eu tinha recebido aquele final miserável.Mas, a partir dali, eu ia recomeçar. Eu ia atrás da Nilda que eu tinha perdido no meio do caminho.Quando eu voltei para a minha própria casa, eu joguei fora tudo o que lembrava Osvaldo. Eu arranquei qualquer vestígio dele da minha vida. Depois disso, eu fiquei em recuperação por longos seis meses.Até o médico comentou que aquele período tinha sido perigoso demais, que o meu corpo tinha sido tão castigado que eu quase tive prolapso de útero e risco de ficar estéril para sempre.Mais tarde, a minha família arrumou um emprego para mim.E foi justamente esse emprego que me jogou dentro de outro redemoinho. Só que, dessa vez, o redemoinho parecia ser diferente daquele do passado.Pouco tempo depois de eu começar, a empresa recebeu, vindo de fora, um novo presidente: Danilo Loureiro.

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 5

    Quando eu terminei de falar, Osvaldo e Jéssica ficaram imóveis, atônitos. Em seguida, os olhos de Jéssica brilharam de euforia, mesmo que o rosto dela ainda não mostrasse nenhuma reação evidente. Mas eu enxerguei claramente o que passou pela cabeça dela.O bebê tinha ido embora. Então talvez, na cabeça dela, o lugar de esposa de Osvaldo finalmente tivesse ficado vago. No mínimo, ela podia ganhar algum tempo a mais ao lado dele. E, com mais tempo, ela podia arrancar mais dinheiro das mãos de Osvaldo.A posição social e o dinheiro de Osvaldo exerciam um tipo de fascínio mortal sobre muitas mulheres.Mas, para mim, nada disso importava mais. Antes, eu só me importava com Osvaldo. Só que o Osvaldo de quem eu tinha gostado já não existia.Eu me virei para ir embora, mas mal tinha dado alguns passos quando Osvaldo me agarrou com força. Os olhos dele estavam vermelhos, selvagens, como se ele fosse uma fera acuada:— Nilda, o que você acabou de dizer? Você está mentindo para mim, não está? Voc

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 4

    Eu ainda estava fraca demais. Eu dava poucos passos e já precisava sentar para descansar um pouco. Quando eu descia com dificuldade, Jéssica apareceu vindo do andar de cima. Ela estava toda produzida, chamativa, o corpo inteiro irradiando o frescor de uma juventude aparentemente inocente. E eu, pálida como um lençol, fraca como alguém à beira da morte.Eu e ela tínhamos exatamente a mesma idade, mas eu parecia ter envelhecido décadas. Por causa do mesmo homem, o abismo entre nós tinha ficado imenso.Jéssica veio direto até mim, sem a menor cerimônia:— Ué, você ainda está aqui esperando o Sr. Osvaldo vir te acalmar? O Sr. Osvaldo já foi trabalhar. Se você tiver alguma coisa para falar, eu posso, com muita boa vontade, levar o recado para ele.Eu lancei um olhar frio para ela. Eu não entendia por que até ela achava que eu só estava fazendo cena, buscando chamar a atenção de Osvaldo.— E desde quando você é capaz de decidir alguma coisa por ele?Eu falei com frieza, e Jéssica logo abriu

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 2

    Em cima da mesa de cabeceira estava um café da manhã simples. Ele sempre achava que, não importava o quanto eu ficasse brava, bastava fazer algo para me agradar que eu acabava cedendo e fazendo as pazes com ele. Aquilo já tinha virado uma certeza absoluta na cabeça dele.Talvez eu realmente tivesse

  • Eu Cuspo no Seu Pedido de Desculpas   Capítulo 1

    — Nini, o Osvaldo só devia estar ocupado demais com o trabalho. Quando ele voltar, eu vou conversar direito com ele e vou mandá-lo te pedir desculpa.A mãe de Osvaldo, Kayra Xavier, falou sem nem olhar para trás, com toda a atenção voltada para as unhas que ela estava fazendo.Para ela, não importav

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status