LOGINEu chorei de soluçar, e Arthur passou muito tempo tentando me consolar, sem sucesso.Arthur disse que queria me conquistar novamente.Ele me mandaria um buquê de flores todos os dias, faria surpresas o tempo todo e suportaria todos os meus caprichos e humores.Mesmo assim, eu continuava bem insatisfeita.Afinal, era ele quem estava me cortejando, então por que podia me beijar quando quisesse e me abraçar quando quisesse?Eu reclamei com ele.Ele me puxou para os braços e ainda me deu outro beijo:— Se você aceitar ser minha esposa, daqui pra frente eu vou ouvir tudo o que você disser.Achei que ele tinha razão, então aceitei na hora.Na primeira noite após o casamento, ele segurou minha cintura e beijou meus lábios:— Esposa, agora somos legais perante a lei.Fim......Extra: ArthurMinha irmã mudou.Mas isso não importa.Ela gosta da comida que eu faço, gosta de falar comigo sem parar.Como ela consegue ser tão barulhenta?Aos poucos, ela passou a ocupar toda a minha vida.Não, ela é
Eu me sentei ao lado, e Arthur chegou por último, ocupando a cadeira principal.Sem precisar de mim para traduzir, ele conversou fluentemente com o meu chefe:— A Luiza vai trabalhar na minha empresa. O valor do pedido que eu havia oferecido a vocês passa a ser dez vezes maior.Meu chefe nem sequer olhou para mim e assinou o contrato na hora. Num piscar de olhos, eu tinha virado gente do Arthur.Fiquei sem entender muito bem o que ele estava fazendo.Depois que todos foram embora, Arthur me perguntou:— Quer voltar para casa e dar uma olhada?Hesitei por um instante e depois assenti com a cabeça.Eu não imaginava que, depois de três anos, Arthur ainda morasse naquela mesma casa.Entrei no meu quarto. Não havia mudado nada em relação a três anos atrás, e dava para ver claramente que era limpo com frequência.Arthur preparou vários pratos de que eu gostava. Parecia que tínhamos voltado àqueles dias de antes.Naquela época, Arthur ainda era frio comigo, mas eu não sabia ficar de boca fech
Assim como estava escrito no livro, teve um sucesso extraordinário como empreendedor. Hoje, sua fortuna é algo difícil até de mensurar.E eu, agora, também sou uma tradutora com certa notoriedade.Na noite anterior ao meu retorno ao país, a televisão exibia uma entrevista dele.Em três anos, ele parecia praticamente o mesmo por fora, só que ainda mais contido e austero.O apresentador perguntou:— Posso fazer uma pergunta fora do roteiro? Você é tão bonito, ainda está solteiro?Arthur sorriu e respondeu:— Não. Estou prestes a me casar.Meu coração afundou de repente.Ele já não era mais aquele homem abstinente descrito no livro.Em três anos, eu já tinha entendido perfeitamente meus próprios sentimentos: eu gostava dele.Mas eu também sou teimosa. Uma vez que tomo uma decisão, não volto atrás.Se ele quisesse me encontrar, com o poder que tinha, seria extremamente fácil. Mas, nesses três anos, ele nunca me procurou.Eu devo estar louca. Por que essa tristeza fingida agora?Ele não rev
Outra voz masculina respondeu:— Não vai acontecer.Reconheci na hora a voz da Letícia.Fiquei sem palavras.De repente, uma lembrança da infância me atravessou a mente, como se certas coisas pudessem acontecer às escondidas, a qualquer hora, em qualquer lugar, sempre com a mesma frase de abertura: — A qualquer hora, em qualquer lugar...Naquele momento, não havia como sair. Nós dois só podíamos ficar quietos, esperando.A sala já era escura o suficiente, e dentro do armário era impossível ver qualquer coisa.Quando a visão falha, os outros sentidos se aguçam ainda mais.Ouvir aquelas vozes tão próximas deixou a situação constrangedora demais.Levantei a cabeça, prestes a dizer algo para aliviar o clima, mas o homem simplesmente me beijou.O ar ficou em silêncio por três segundos. Afastei um pouco o rosto; no instante em que nossos lábios se separaram, minha cabeça foi pressionada de volta, e um beijo agressivo caiu sobre mim.Fechei os olhos e me deixei sentir.As pessoas do lado de
— Luiza, eu vou com vocês.Arthur também estava estranho. Normalmente se vestia de forma simples, mas agora parecia até enfeitado demais.Aquele rosto austero, abstinente e distante do mundo, combinado com aquela roupa...Não era à toa que a Letícia tinha tentado dopar Arthur antes. Se eu tivesse que conviver com ele todos os dias, provavelmente também não conseguiria me controlar.Agora, tudo o que eu queria era que ele não atrapalhasse o meu encontro.Ramos ficou tenso:— Quem é ele?Corri para tranquilizar ele:— Ele é meu irmão.Ramos abriu imediatamente um sorriso educado:— Prazer, irmão!Os olhos de Arthur pareciam querer atravessar ele:— Eu não sou irmão de sangue dela.Lancei um olhar fulminante para Arthur. Parecia que ele não queria que meu encontro desse certo.Tratei de completar:— Mas ele é como se fosse meu irmão de verdade.Puxei Ramos, querendo ir embora logo, com medo de Arthur dizer mais alguma coisa, mas fui puxada de volta por ele.Ignorando minha resistência, Ar
Arthur raramente ficava tão irritado. Dei um passo para trás, encolhida:— Foi o Ramos.Depois, fiz uma pausa de dois segundos e expliquei:— Ele é uma boa pessoa.Arthur me encarou sem dizer nada, mas as veias saltadas em seu braço denunciavam o péssimo humor. Aqueles olhos negros, fixos em mim, pareciam me acusar de ser uma mulher leviana.Eu achava que ele não ligaria para o que acontecesse comigo, mas não esperava que se importasse tanto.— Ele é mais alto do que eu? Mais bonito? Mais inteligente? Ou você gosta de caras mais novos?Ao ouvir isso, suspirei por dentro: como sempre, irmãos adoram se comparar aos homens que as irmãs escolhem.— Ele não é melhor do que você em nada, mas eu também não posso ficar com você, né?Murmurei baixinho.Arthur provavelmente não ouviu direito, porque já tinha voltado para o quarto.Peguei o celular e respondi ao Ramos: [Claro, então que tal hoje?]Ramos pareceu muito animado e respondeu na hora: [Então nos vemos às quatro da tarde! Eu passo aí pa