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Capítulo 4

Penulis: Noorie
— Eu faço a segunda parte. Mas quanto à primeira, a resposta é não. — respondi, com a voz firme.

Os olhos de Edward se franziram.

Não por eu ter recusado pedir desculpas à Beth… mas por eu ter concordado tão rápido em dizer aos pais dele que não o queria mais.

Ele nunca tinha me ouvido dizer algo assim.

Um lampejo de pânico cruzou seus olhos.

Beth deu um passo à frente, animada:

— Isso já resolve, Ed. Se ela disser isso na frente dos seus pais, o obstáculo entre a gente desaparece.

Mas ele não respondeu.

Em vez disso, puxou a pesada cortina de veludo e a fechou, dizendo com arrogância:

— Um pouco de queimadura de sol não vai fazer nada com você… até você decidir o que é melhor pra si mesma, Sonya.

Ele ia me deixar virar cinzas.

Ele não sabia que, depois de renascer, minha força estava mais fraca. Eu não suportava mais o sol como antes.

Desabei contra a porta.

Os raios atingiram meus ombros como metal derretido. Fechei os olhos, me preparando para a dor familiar da minha morte passada…

Quando, de repente—

Uma sombra caiu sobre mim.

Grande. Fria.

O calor desapareceu instantaneamente. O ar esfriou.

Ergui o olhar, semicerrando os olhos.

Um guarda-chuva preto fosco, grande o suficiente para cobrir um carro pequeno, estava sendo segurado acima de mim.

E o homem que o segurava…

Eu só o tinha visto nos arquivos proibidos da história dos vampiros.

Caspian Vane.

O puro-sangue exilado.

O homem que os Lightwood temiam mais do que o próprio sol.

Na minha vida passada, eu escrevi cartas para esse homem… implorando por ajuda.

Mas todas foram destruídas por Edward antes de sequer saírem da mansão.

E agora…

Ele estava ali.

Na minha frente.

Como um sonho.

— Eu encontrei você.

— O quê?

— Parece que a hospitalidade do Alto Lorde tem um prazo de validade bem curto — disse Caspian.

Ele nem respondeu minha pergunta.

Sua voz era como pedra se arrastando — profunda e perigosamente calma.

Ele não olhou para a porta.

Olhou para as queimaduras que já começavam a surgir na minha clavícula.

Sem dizer nada, tirou o pesado sobretudo de seda encantada e colocou sobre meus ombros.

O tecido pulsava com um feitiço refrescante que anestesiou minha dor instantaneamente.

Então ele me pegou no colo — junto com minhas malas — e caminhou até um Rolls-Royce preto com vidros escuros, parado no fim da entrada.

Duas horas depois…

Eu estava sentada em um lounge protegido do sol, no Obsidian Heights, o clube mais exclusivo da Zona Neutra da cidade.

Vestida com seda nova, segurando um copo de sangue sintético premium gelado.

Caspian estava sentado à minha frente, descascando uma maçã com uma adaga de prata.

— Obrigada… — sussurrei. — Por me salvar, Caspian.

A mão dele parou por um instante enquanto me olhava.

— Você me conhece?

— Melhor do que você imagina… — respondi, olhando para a mão dele.

Havia uma marca de queimadura.

Ele rapidamente a escondeu sob a manga.

Na minha vida passada, todo o tempo que eu tinha — entre o sofrimento nas mãos de Edward — eu passava pesquisando sobre esse vampiro puro-sangue exilado.

Por quê?

Porque Caspian era o vampiro que Edward mais temia.

Os rumores diziam que seus poderes estavam enfraquecendo…

E que ele buscava algo especial para restaurá-los.

Alguns diziam até que ele havia se trancado em um caixão, esperando o momento certo para despertar.

Fui puxada de volta à realidade pela vibração do meu celular.

O nome na tela…

Antes fazia meu coração parar.

Agora só me dava náusea.

Edward.

— Sonya! — a voz dele explodiu assim que atendi, carregada de uma fúria estranha e frenética. — Onde diabos você está? Beth disse que viu um carro — quem era aquele? Quem te levou?

— Meus pais voltam hoje à noite. Quero você na mesa do jantar amanhã. Não esquece que é fim de semana.

Fim de semana…

Antes, era o momento em que ele fingia ser decente comigo, por causa dos pais.

Tomei um gole lento da bebida, olhando para Caspian, que ergueu uma sobrancelha, divertido.

— Eu saí, Edward. Aproveitando a manhã que você achou que ia me matar.

— Para de falar besteira. Um pouco de sol não faria nada com você… — ele pausou. — Você não precisa me rejeitar. Só pede desculpa pra Beth quando voltar.

— Você pertence à família Lightwood. Você é minha companheira de sangue por tradição! Então volte logo, antes que eu mande meus rastreadores te buscar à força.

Caspian se inclinou para o telefone.

A voz dele saiu baixa… letal.

— Ela não vai voltar, Pequeno Lorde. E se você mandar seus cães para o meu território… eu mando eles de volta pra você em potes.

Ele deu um leve sorriso.

— A Sonya está ocupada tendo uma experiência muito melhor do que qualquer coisa que você já foi capaz de oferecer.
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