LOGINO som da porta de vidro da sauna fechando-se às costas de Thomas Price foi o único sinal de que ela tinha permissão para respirar.
Grace continuava estática no meio daquele hall faraônico, sentindo o papel pesado do envelope manilha queimar em suas mãos como se estivesse em brasa. Na primeira linha do documento, visível através da aba entreaberta, termos jurídicos e financeiros complexos saltavam aos olhos com a força de um soco no estômago. Aquilo não era apenas um relatório administrativo. Parecia ser uma bomba-relógio corporativa. — Quarenta e oito horas... — ela murmurou para si mesma, a voz soando trêmula no silêncio claustrofóbico da cobertura. O relógio em seu pulso marcava exatamente 9h14. O cronograma implacável havia começado a correr antes mesmo que ela conseguisse processar a audácia de ter respondido à altura ao homem mais temido da Califórnia. De repente, a ficha caiu com toda a força. Ela estava ali, sem saber exatamente o que faria a seguir, vestida com um terno simples, e segurando uma missão impossível dada por um bilionário seminu. E, pior de tudo: se falhasse, estaria de volta ao inferno particular que dividia com Anthony, com o despejo batendo à porta. — Não. Eu não vou voltar — sussurrou, sacudindo a cabeça para espalhar o pânico e substituí-lo por uma determinação feroz. Ela precisava sair dali imediatamente e montar uma estratégia. Mas, antes de descer do arranha-céu, deu uma última olhada ao redor. O loft de luxo exibia uma elegância fria, com móveis de design minimalista, obras de arte abstratas e uma vista panorâmica impressionante da cidade através de paredes de vidro fumê. Grace deu meia-volta, caminhou até o elevador particular e apertou o botão do térreo. Cada segundo dentro daquela cabine silenciosa parecia esticar o tempo. Quando as portas se abriram no saguão principal da Price International, o contraste com a atmosfera sufocante da cobertura foi brutal. Executivos apressados passavam de um lado para o outro, telefones tocavam e o burburinho da cidade parecia convidá-la de volta à realidade. Mas Grace já não era a mesma mulher que havia entrado ali pela primeira vez semanas atrás. O medo dera lugar a uma urgência febril. Assim que pisou na calçada, pegou o celular e digitou freneticamente: GRACE: _ Emma, preciso da sua ajuda de novo. Pior, preciso do seu sofá e de uma mesa por quarenta e oito horas. Consegui a chance de ser assistente pessoal do senhor Price, mas o teste inicial dele é insano. A resposta da amiga veio em menos de trinta segundos, com a energia de sempre: EMMA: _ O QUÊ?! Você tá louca, garota?! O próprio CEO?! Passa aqui em casa agora mesmo! Traga o tal envelope e o seu cérebro inteiro, porque nós vamos virar essa noite se for preciso! Um sorriso aliviado, misturado com gratidão, cruzou os lábios de Grace. Ela precisava de um refúgio neutro — um lugar onde Anthony não estivesse esperando no sofá para exigir janta ou reclamar da própria inutilidade. Mesmo que a luz tivesse sido religada graças à ajuda de Emma, voltar para aquele apartamento significava encarar a cobrança do aluguel atrasado, a ameaça de despejo e a presença sufocante dele, o que sugaria a pouca sanidade que lhe restava. — Primeiro passo: fugir do caos doméstico — concluiu, chamando um transporte por aplicativo com os últimos recursos que lhe restavam. Quinze minutos depois, Grace abria a porta do apartamento compacto de Emma, que já a esperava com uma xícara fumegante de café forte na mão e os olhos arregalados de pura ansiedade e curiosidade. — Vem, senta aqui, agora! — ordenou Emma, puxando Grace pelo braço até a pequena mesa da cozinha, onde cadernos, canetas e um notebook já estavam apostos como em uma verdadeira central de guerra. — Nem acredito que você teve culhão para ir até lá de novo e conseguir essa vaga! Bem, mas agora você vai me contar tudo, detalhe por detalhe, porque aquela sua mensagem que você me enviou pelo caminho foi muito vaga. ... O que diabos aconteceu lá em cima com o temido Thomas Price? Grace deu um meio-sorriso, sentindo a tensão dos ombros relaxar levemente pela primeira vez no dia. Ela aceitou a xícara de café, sentou-se na cadeira de madeira e colocou o envelope sobre a mesa. — Você não tem noção de como ele é intimidador, Emma... — começou Grace, corando levemente ao se lembrar da cena. — Pessoalmente, Thomas Price parece esculpido em gelo e arrogância. Quando eu abri a porta da cobertura e entrei, ele estava lá, vestindo absolutamente nada além de uma toalha branca na cintura. Juro pra você que meu cérebro simplesmente travou. Emma arregalou os olhos, engasgando com a própria saliva antes de começar a rir histericamente, precisando se apoiar na borda da pia para não perder o equilíbrio. — Mentira! O famoso bilionário intocável te recebeu na cobertura dele e só de toalha?! Amiga, se fosse eu, teria desmaiado ali mesmo nos sapatos dele! — brincou Emma, abanando o rosto com as mãos e soltando uma gargalhada genuína. — Mas espera... ele fez isso de propósito para te intimidar, né? Um teste psicológico bem cafajeste para ver se você perdia a compostura?! Grace suspirou, cruzando os braços enquanto o calor voltava às suas bochechas. — É óbvio que foi proposital. Ele queria testar se eu recuaria ou se abaixaria a cabeça. Mas o pior não foi nem a toalha, Emma... Foi o jeito como ele me olhou. Parecia que ele estava me desossando com os olhos, analisando cada fraqueza minha. Ele até jogou na minha cara todos os meus tropeços: o atraso do ônibus, a roupa simples do RH, o fato de eu estar desesperada para conseguir o emprego. O sorriso de Emma sumiu aos poucos, substituído por um olhar de profundo carinho e indignação defensiva. — O meu Deus... E você não chorou? Não deu vontade de mandar ele para aquele lugar? Porque se fosse comigo, eu já teria voado no pescoço dele. Grace deu um sorriso fraco, balançando a cabeça negativamente. — Eu não tenho o luxo de me orgulhar, amiga. Lembra? Se eu perder essa chance, volto direto para a estaca zero, para o inferno de ter que aturar o Anthony e o despejo batendo na porta. ... Quando ele me confrontou, eu só lembrei de tudo o que estou engolindo nos últimos meses. Isso me deu uma raiva fria. Eu olhei bem nos olhos dele e disse que não sou frágil. Emma abriu um sorriso orgulhoso, dando dois tapinhas firmes no ombro de Grace. — É isso aí! Essa é a minha garota! Pisou na cabeça do CEO arrogante! Ninguém mexe com a minha melhor amiga e sai ileso. ... Bem, mas diz aí... ele é tão gato quanto nas revistas de negócios? Porque, assim, se for para passar sufoco, que seja perto de um homem gostoso, né? Grace revirou os olhos, embora não tenha conseguido segurar o riso diante da irreverência da amiga. — Foco, Emma! O homem é um perigo ambulante, isso sim. E o pior é que ele não me deu um contrato de trabalho ainda... ele me deu isso. Grace apontou com o queixo para o envelope manilha que ainda repousava intocado sobre a mesa. — Ah, é verdade... o tal envelope maldito! — Emma sacudiu a cabeça, puxando a cadeira para mais perto com um misto de empolgação e apreensão. — Então.. tá! Chega de enrolação. Vamos ver o tamanho do monstro que ele colocou nas suas costas. Vai! Abre logo essa coisa, antes que eu morra de curiosidade! Com os dedos ligeiramente trêmulos, Grace rasgou o lacre do envelope e retirou algumas folhas impressas, além de um pen-drive corporativo criptografado. Ela espalhou os papéis sobre a mesa e começou a ler em voz alta, enquanto Emma acompanhava cada linha por cima do seu ombro. — "Contrato de Aquisição e Reestruturação Logística da Stark & Moore"... — Grace leu o cabeçalho, franzindo o cenho imediatamente. — Espere. Isso aqui não é apenas papelada de assistente. É um dossiê de auditoria de aquisição. — Tá, e o que diz aí? — perguntou Emma, ajustando os óculos. — A Price International está em processo de compra de uma subsidiária de tecnologia em San Diego que faliu há duas semanas. O problema é que há um rombo de quatro milhões de dólares em ativos congelados em contas internacionais, ramificações de contratos duvidosos com fornecedores terceirizados e... — Grace parou de ler, sentindo o ar faltar nos pulmões. — E o conselho fiscal da Stark & Moore está bloqueando a assinatura do contrato final porque alegam que há uma fraude contábil ocultada em algum lugar desse ecossistema. ... Thomas Price me deu quarenta e oito horas para descobrir onde está essa brecha e apresentar uma solução viável para destravar a compra, caso contrário, o negócio cai e a empresa dele perde vinte milhões em multas contratuais. O silêncio despencou sobre a cozinha. Emma arregalou os olhos, boquiaberta. — Quatro milhões em ativos congelados? Fraude contábil? Em quarenta e oito horas?! Ele só pode estar testando a sua sanidade mental, Grace! Isso é trabalho para uma equipe inteira de auditores seniores da Ernst & Young, não para uma única assistente novata! — É.. eu sei! E é exatamente por isso que ele fez isso — disse Grace, com uma realização sombria crescendo em seu peito. — Ele não quer alguém que apenas tire xerox ou organize a agenda dele. Ele quer alguém que saiba cavar no meio do lixo corporativo, para encontrar uma saída quando tudo parecer perdido. ... Se eu conseguir resolver isso, Emma, eu provo que sou indispensável para ele. Mas se eu falhar... eu nem existirei mais no radar dele. — Ah, sim, entendi. ... Bem, mas por onde a gente vai começar? — perguntou Emma, já abrindo o notebook e conectando o pen-drive criptografado. — Grace, nós vamos ter que hackear a mente da contabilidade inteira daquela empresa fantasma. ... Tem planilhas aqui? — Tem. ... No pen-drive também deve conter todos os relatórios financeiros dos últimos anos da Stark & Moore — respondeu Grace, debruçando-se sobre os papéis, com os olhos fixos nas letras miúdas. — Nós também vamos precisar cruzar os dados dos extratos bancários internacionais com os registros de auditoria interna. Se houver uma fraude ou um desvio de ativos, ele precisa estar registrado em alguma nota fiscal cruzada ou em algum contrato de fornecimento fantasma. — Ok, entendi! Então vamos ao trabalho — determinou Emma, pegando um bloco de notas e entregando uma caneta para a amiga. — Você fica com os contratos de fornecedores de hardware e logística. Eu vou garimpar as contas offshore e os relatórios de fluxo de caixa. ... O café tá forte, a internet está voando e nós temos exatamente quarenta e sete horas e quarenta minutos restantes ao contar de agora. Então, não ouse piscar, Grace! Enquanto isso, a quilômetros dali, na imponente torre da Price International, Thomas Price encontrava-se diante da enorme parede de vidro da cobertura, contemplando as luzes da metrópole que começavam a se acender com o cair da tarde. Um copo de whisky envelhecido repousava entre seus dedos longos, mas ele nem sequer havia levado a bebida à boca. Sua mente estava inteiramente focada em uma única coisa: a garota de olhos firmes e roupas simples que havia invadido sua privacidade pela terceira vez. A porta do escritório privativo abriu-se de relance, e seu braço direito, um homem alto de terno impecável chamado Marcus, entrou em passos firmes, mantendo a postura rígida de quem estava acostumado a relatar más notícias. — Senhor Price. Fizemos o levantamento preliminar sobre a candidata, como o senhor pediu — começou Marcus, posicionando um tablet sobre a mesa de mogno. — O histórico dela é... peculiar. Trabalhou por dois anos como assistente administrativa júnior em uma distribuidora local de médio porte, mas pediu demissão após um conflito de gestão. Atualmente, ela faz bicos aqui e ali, está morando em um bairro de classe média-baixa, dividindo o aluguel com um sujeito desempregado chamado Anthony, que tem acumulado histórico de dependência financeira dela. As contas dela estão no limite absoluto. Despejo iminente, dívidas de energia recente e histórico zero de conexões com grandes corporações. Thomas deu um gole lento em sua bebida, sentindo o líquido queimar a garganta, enquanto um meio-sorriso cínico formava-se no canto de seus lábios. — Então quer dizer que uma mulher afogada em dívidas, sustentando um parasita inútil, e que foi rejeitada duas vezes pelas portas da minha empresa — pontuou Thomas com voz grave, sem tirar os olhos da cidade. — Teve a audácia de erguer o queixo para mim na minha própria casa e dizer que não tem o privilégio de desistir?! — Com todo o respeito, senhor — ponderou Marcus, franzindo o cenho em sinal de cautela —, mas o dossiê que o senhor colocou dentro daquele envelope é o caso Stark & Moore. É um problema complexo que nossa equipe sênior de contabilidade levou semanas para mapear parcialmente. Eu acho que entregar isso a uma novata sem experiência executiva de alto nível... não é um teste de competência. É uma sentença de fracasso garantida. Com toda certeza ela vai desistir nas primeiras quatro horas. Thomas virou-se lentamente, os olhos escuros faiscando com uma intensidade magnética e fria. — Fracassar? É exatamente isso que as pessoas comuns fazem quando encontram o primeiro muro alto, Marcus — respondeu Thomas, com a voz baixa e cortante. — Eu não preciso de mais um peão obediente que acate ordens com medo de errar. Eu quero ver o que acontece quando alguém que não tem mais nada a perder se depara com o fogo cruzado. Se ela tiver apenas desespero, vai queimar em menos de um dia. Mas se tiver instinto... ela vai encontrar a brecha que os meus melhores analistas deixaram passar por excesso de cautela. Marcus ergueu uma sobrancelha, intrigado. — E se ela conseguir? Um brilho perigoso cruzou os olhos escuros de Thomas, acompanhado por um sorriso que misturava ceticismo e uma curiosidade magnética inédita. — Se ela conseguir resolver o caso Stark & Moore em quarenta e oito horas, ela não será apenas a minha assistente pessoal. Ela terá provado que vale cem vezes mais do que qualquer pessoa que já passou por esta torre. ... Deixe-a trabalhar, Marcus. Vamos ver de que material Grace Scotty Butler realmente é feita.Ele as coloca no meio de minhas pernas, perto do tornozelo, e já em seguida, ele me puxa pelos pés quase que para perto da beirada da cama. Depois disso, ele me vira rapidamente de barriga para baixo.Eu, é claro que não questiono o motivo dele fazer isso, pois estou muito curiosa para saber o que ele irá fazer comigo.- Agora eu vou ensina - lá como é que uma SUB deve se comportar e falar com o seu DOM. - diz num tom firme já pegando uma das cintas com o cadarço.Não levando- o tão a serio no que diz, eu olho sobre o ombro para trás e começo a rir.- Ok, meu senhor, vamos lá. - digo num tom provocante - Me ensine então. - dou um riso travesso.Com isso e sem hesitar, ele passa a outra ponta do cadarço por dentro da fivela e o puxa, colocando- a no meu tornozelo como uma tornozeleira. Em seguida, ele amarra o cadarço no pé da cama. Fazendo a mesma coisa com uma outra cinta, no meu outro tornozelo.- Quase lá, docinho.Ele pega mais duas cintas e faz o mesmo nos meus pulsos. Só que des
Mesmo com essas dúvidas, eu coloco meus braços em volta de seu pescoço e acaricio seus cabelos macios e sedosos.— Quer saber de uma coisa, Thomas? — olho- o fixamente — A partir de agora, que se dane tudo e todos, pois a vida é um sopro. E infelizmente eu não tenho ideia nenhuma do que pode acontecer comigo amanhã. — sorrio — Então, hoje, eu fazendo certo ou errado, pecando ou não, me arrependendo ou não, eu vou me esbaldar com você.Isso é o suficiente para ele me pegar em seus braços, me levar até a minha pequena área de serviço e me colocar sentada em cima da máquina de lavar.— Na área de serviço?! — indago curiosa —Sério, Thomas? Shhh.. — Pera, docinho. Você já vai saber o porquê da área de serviço ser a minha escolha.Ele se afasta, vai até a sala e liga o som, mas em uma altura razoável. Colocando para tocar a música ( Unstoppable - Sia ). Em seguida, vai até a geladeira e pega uma lata de milkmaid já aberta. Retornando para mim, com um olhar malicioso e um sorriso travesso
— Não, eu não armei nada para você, Grace. — tenta se explicar — Eu só a livrei de fazer uma burrada enorme lá no bar.— Burrada? — indago afastando- me dele — De que burrada você está falando?— Depois que você bebeu acima do seu limite, você subiu em cima da mesa e começou a dançar como uma stripper de boate. — diz num tom sério — Dizendo até que iria tirar a roupa. Algo inaceitável para mim.Ao ouvir isso, fico cabisbaixa e completamente envergonhada.— Te pedi algumas vezes para você parar com tal loucura, mas você fingia não me escutar. Ignorando - me por completo.— Desculpe! — digo num tom baixo — É que fazia tempo que eu não saia para beber e me divertir um pouco. Acho que foi por isso que exagerei na dose.— É, foi o que eu pensei. Pois nem o Dominic, com aquele jeitinho calmo dele, conseguiu te convencer a descer da mesa. Levando até uma bela de uma bofetada sua.Ao ouvir isso, olho com os olhos arregalados e boquiaberta.— O que? — indago incrédula — Eu bati na cara do Nic?
Tomo coragem e resolvo dizer a ele o motivo de querer muito ver as filmagens da noite passada.— Então senhor, é que ontem à noite eu..— Ah, que bom.. aí está você amiga. — diz num tom alto vindo em minha direção.— Emma?! — olho surpresa — O que você faz aqui?— Como, o que eu faço aqui, Grace?! — diz num tom meio sarcástico — Eu vim até aqui te buscar. Afinal você me enviou uma mensagem a duas horas atrás me pedindo para vir até aqui te pegar, pois você acabou deixando o seu carro no estacionamento do bar ontem a noite. — Eu mandei? — indago pegando o celular dentro da bolsa para ver se eu realmente enviei alguma coisa a ela, pois eu não me lembro de ter feito isso — Tem certeza?— Claro, olha aqui. — pega seu celular e mostra- me a mensagem enquanto eu olho no meu ao mesmo tempo...( Emma, primeiramente bom dia!Amiga, ontem à noite lá no bar, eu acabei conhecendo um cara muito bacana e muito legal. E por ver nossa grande afinidade e muitas coisas em comum, ele me convidou para v
Estou eu mesmo fazendo o pedido do meu almoço no meu restaurante favorito, quando ouço batidas na porta do meu escritório da minha mais nova conquista.— Entre!. — digo num tom brando.— Com licença e desculpa incomoda- lá novamente, senhorita Butler. — abre uma pequena brecha na porta e diz num tom meio reprimido — Mas é que tem alguém aqui fora, insistindo muito para falar com a senhorita. Eu até disse que estamos fechado para o almoço, mas ela..— Tudo bem, Ashley. — sorrio simpaticamente — Deixe- a entrar. — autorizo mesmo sem saber quem é.— Ok, senhorita Butler! — suspira aliviada — Eu vou fazer isso agora mesmo, com licença.Aceno positivamente, ela sai e eu aproveito para finalizar o pedido antes da pessoa entrar em meu escritório.— Quem será e o que quer tanto falar comigo que não pode esperar a hora do almoço passar para eu reabrir a minha galeria de artes? Eu mal termino de indagar a mim mesma e a porta se abre outra vez.— E aí sumida, bora almoçar comida japonesa?! — en
— Grace, você sabe que mesmo agora estando com o senhor Price, você sempre poderá contar comigo, não sabe?Me afasto de seus braços e o olho fixamente enquanto limpo meus olhos discretamente.— Nic, eu e o senhor Price, nos estamos juntos.— Mas ele te chamou de amor. — relembra- me.— Sim, mas foi só para te irritar, para se vingar de você. — Então você está..— Solteira? — completo — Sim! E assim pretendo ficar por um longo tempo agora.— Nossa, só porque eu ia lhe convidar para jantar comigo essa noite.Rio divertidamente.— Nic, por incrível que pareça, esse é o segundo convite que recebo para sair para jantar em menos de meia hora. — Sério? — olha- me surpreso — Será que eu o conheço?! — indaga com um sorriso de canto de boca.— Ahm.. até bem de mais. — Ah, então acho que ele não vai se importar de sairmos para jantar a três. Afinal nós já fizemos isso lá no Quênia, lembra? Pelo modo como ele diz, noto que ele sabe de quem eu estou falando.— Sim, como eu me esqueceria. Aquel







