Humilhada pelo meu chefe.

Humilhada pelo meu chefe.

last updateHuling Na-update : 2023-11-05
By:  Lu Carvalho Ongoing
Language: Portuguese
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Grace é uma mulher de 26 anos, casada com Anthony que por acaso é um encostado. Ela então se vê obrigada a ter que trabalhar para pagar as contas. O que ela não esperava era acabar trabalhando como assistente pessoal do charmoso e gostoso Ceo Senhor Thomas, que por sinal está noivo. Em uma entrevista nada convencional ela se senti atraída por ele. Ela até tenta se manter no lugar dela, mas ele a quer também. Não conseguindo se manter afastada dessa louca tentação, ela acaba se entregando a uma louca e quente paixão, mas depois de saciar todos os desejos dele, ele começa com algumas humilhações levando a desistir de seu emprego. E agora? Ela deve processá- lo ou ama- lo? Um bilionário ficaria com uma empregada?

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Kabanata 1

A terceira tentativa

“Naquele dia, eu não estava procurando amor. Não estava procurando vingança. Eu só precisava de um emprego. O problema é que algumas portas, quando se abrem, nunca mais permitem que você volte a ser a mesma pessoa.”

        ———————— * ————————

8h17

Grace olhou para o visor do celular pela décima vez, sentindo o peito apertar.

— Não pode ser...

O ônibus continuava completamente imóvel no meio daquela fileira interminável de carros que entupiam a avenida. Buzinas ecoavam de todos os lados, pedestres ziguezagueavam irritados entre os veículos, e alguém discutia alto ao celular perto da porta de desembarque.

Grace apertou a alça da bolsa contra o corpo.

— Por favor, andem... — sussurrou.

Na tela do celular, o endereço brilhava implacável: Price International.

A entrevista estava marcada para as oito e meia. Era a primeira oportunidade real que aparecia em meses. Vaga para assistente administrativo. Salário três vezes maior que o atual, benefícios reais, plano de carreira e, acima de tudo, a chance de finalmente respirar longe de um ambiente que sugava suas forças.

Mas ela estava atrasada.

Assim que o veículo deu um solavanco e abriu as portas, Grace desceu quase correndo, o salto baixo dos sapatos batendo apressado contra a calçada.

— Oito e vinte e nove...

Ela acelerou o passo.

O prédio surgiu imponente logo à frente, uma fachada colossal de vidros espelhados e portas automáticas por onde entravam e saíam executivos impecáveis. Grace parou por dois segundos na entrada, respirou fundo para conter a respiração ofegante e ajeitou rapidamente o cabelo.

— Você consegue.

Ela, então entrou.

— Bom dia! Tenho uma entrevista com o senhor Price.

A recepcionista nem piscou ao digitar os dados no computador.

— Nome?

— Grace Scotty Butler.

Houve um silêncio de alguns segundos.

A mulher ergueu os olhos, avaliando-a com frieza.

— Senhorita Butler, sua entrevista era às oito e meia.

Grace olhou para o próprio relógio, culpada.

8h42.

— Eu sei, eu sinto muito. É que o trânsito na avenida travou completamente e...

— O senhor Price não tolera atrasos.

Grace engoliu em seco, sentindo o gosto amargo da frustração.

— Sim! Mas será que eu poderia falar com ele mesmo assim? Só cinco minutos.

A recepcionista hesitou, mas o interfone na mesa tocou antes que pudesse responder.

Ela atendeu com a voz polida:

— Sim, senhor... Entendido.

Ela desligou no mesmo instante e encarou Grace sem simpatia.

— Desculpe, senhorita Butler. Mas ele acabou de recusar recebê-la.

O estômago de Grace despencou.

— Por favor, eu realmente preciso...

— Talvez devesse ter pensado nisso antes de se atrasar, não acha?

As palavras bateram com força. Grace abaixou o olhar e virou-se.

Lá fora, o ar frio da rua encheu seus pulmões.

Ela não chorou.

Não ainda.

Apenas pegou o celular, encarou novamente o anúncio da vaga e rolou a tela até o final, onde havia outra segunda opção esquecida: Assistente pessoal do CEO.

— Mas uma porta fechada — murmurou para si mesma, guardando o aparelho. — Mas...

Grace só não imaginava que aquela teria sido a parte mais fácil da sua semana.

Quatro dias depois, Grace encarava o próprio reflexo no espelho com um aperto no estômago. O problema era a roupa, e ela sabia disso. O vestido azul-marinho era limpo e recatado, mas não tinha o brilho exigido pelas mulheres que circulavam na Price International.

— Será que está bom mesmo? — perguntou, incerta.

Emma, escorada na porta, cruzou os braços com um sorriso encorajador.

— Está ótimo, Grace! Você está linda e elegante.

— Mas parece simples demais.

— Miga, você vai para uma entrevista de emprego, não para desfilar em Milão. Relaxa.

Grace suspirou.

— É a segunda chance com o mesmo homem. Na primeira, já cheguei atrasada. E agora...

— E agora você está vinte minutos adiantada e perfeita. Para com isso.

— É, você tem razão... — Grace forçou um sorriso. — É que eu preciso muito desse emprego, Emma. O Anthony está...

Ela travou de repente.

Emma franziu o cenho.

— O quê?

Grace desviou o olhar.

— Ah, nada. Esquece. Eu só preciso conseguir essa vaga.

Emma segurou suas mãos com firmeza.

— E você vai, acredite.

Mas ela não conseguiu.

Dessa vez, chegou no horário exato. Sentou-se diante de uma recrutadora de RH cuja expressão parecia esculpida em mármore.

A conversa fluía bem, até que a mulher parou de folhear o currículo dela.

Seu olhar desceu pelo vestido de Grace, avaliou os sapatos modestos e voltou para o rosto dela com um desdém sutil.

— Você costuma se vestir assim para reuniões corporativas, senhorita Butler?

Grace piscou, confusa.

— Assim como?

— Com essa simplicidade toda. Quero dizer... nada condizente com o padrão da nossa seleta equipe.

O sangue de Grace subiu à cabeça.

— Eu achei que estivesse adequada para exercer uma função técnica.

— Para empresas menores, talvez. Mas aqui esperamos uma apresentação impecável.

A paciência de Grace estalou.

— Penso que minhas roupas não irão interferir na minha capacidade de entregar resultados.

A recrutadora ergueu uma sobrancelha, chocada com a ousadia.

Percebendo o erro tarde demais, Grace calou-se.

Dez minutos depois, recebeu a eliminação formal.

*Não selecionada.*

Ao sair do prédio, cabisbaixa, sentou-se em um banco de praça, com as mãos trêmulas. O celular vibrou no bolso já em seguida.

ANTHONY:

_ Vai demorar?

Grace digitou de volta, os olhos ardendo:

_ Acabei de sair.

A resposta veio em segundos:

_ Compra alguma coisa para o jantar no caminho.

Ela fechou os olhos com força, respirando fundo para não desabar. Nem uma pergunta se deu certo ou não, nem uma palavra de apoio.

Ele estava apenas pensando em seu próprio conforto como sempre.

E a realidade em casa conseguiu ser ainda pior.

Ao chegar, encontrou o aviso de que o fornecimento de energia havia sido cortado por falta de pagamento. Enquanto Anthony, reclamava deitado no escuro porque a bateria do seu celular e o videogame tinham parado.

Grace entrou em pânico: sem luz, ela não conseguiria carregar o próprio celular — sua única ferramenta para receber respostas de empregos.

Desesperada, ela teve que engolir o orgulho mais uma vez e pedir ajuda a Emma.

A amiga não apenas lhe emprestou o dinheiro necessário para quitar o débito e religar a eletricidade no mesmo dia, como ainda a acolheu por horas para que ela pudesse respirar e carregar o aparelho.

Mas aquele alívio durou pouco.

A notificação de despejo pelos aluguéis atrasados continuava na mesa, e quando Grace confrontou Anthony sobre a urgência de ele também arrumar qualquer bico, ele foi totalmente cínico.

Culpou-a por ser "incapaz de segurar um bom emprego" e disse que a obrigação de dar um jeito naquilo tudo era dela.

Naquele segundo, algo dentro de Grace estalou de vez. O respeito e o afeto evaporaram, dando lugar a uma raiva fria. A humilhação no RH e o parasitismo de Anthony pesaram muito sobre ela, e o desespero falou mais alto.

Ela não tinha mais o luxo de se importar com o orgulho ou com o julgamento alheio. Estava no fundo do poço.

Três semanas depois, a lufada de coragem que faltava havia se transformado em pura sobrevivência.

Enquanto rolava o celular, ela esbarrou novamente no anúncio da Price International. A vaga administrativa já era página virada, mas a de assistente pessoal do CEO continuava lá, implacável:

Exigia disponibilidade de 24 horas por dia, residência obrigatória na mansão da cobertura, nervos de aço e sigilo absoluto. Em troca? Moradia de luxo sem custos, plano de saúde internacional e um salário três vezes maior do que qualquer coisa que ela já sonhou ganhar.

Para quem precisava fugir de Anthony, salvar-se do despejo iminente e limpar o nome em poucos dias, aquele contrato não era um emprego comum. Era uma corda de salvamento.

Se Thomas Price exigia perfeição, ela provaria que resistiria ao fogo.

E foi assim que, naquela manhã, Grace respirou fundo diante da recepcionista, empurrando a porta para a sua terceira tentativa.

— Senhorita Butler?

Grace levantou a cabeça bruscamente, com os olhos firmes. Estava diante da mesma recepcionista de antes.

— Sim!

— O senhor Price vai recebê-la agora. Pode subir para a cobertura, por favor.

Grace sentiu o ar faltar.

— Ele aceitou?

— Sim.

— Ah, obrigada!

O elevador subiu em silêncio absoluto até o topo do arranha-céu, onde ficava a luxuosa e privativa residência pessoal do CEO — a imensa mansão construída na cobertura da torre principal. Quando as portas se abriram direto no hall particular, o cenário mudou drasticamente: o ambiente parecia um loft de luxo integrado a um spa privativo, com paredes de vidro, vapor leve no ar e uma área de descanso suntuosa.

Mesmo nervosa, Grace bateu duas vezes na porta de madeira escura.

— Entre. — A voz grave ecoou de dentro.

Grace girou a maçaneta e entrou, parando de imediato. O ar sumiu de seus pulmões.

Thomas Price estava ali, bem diante dela, vestindo absolutamente nada além de uma toalha branca amarrada frouxamente na cintura. O peito largo, os ombros marcados por músculos definidos e os cabelos levemente úmidos evidenciavam que ele acabara de sair de um banho ou da sauna.

O cérebro de Grace travou por um segundo inteiro. O calor do ambiente pareceu invadir seu rosto de uma só vez, fazendo suas bochechas queimarem intensamente. Ela desviou o olhar para o chão por puro instinto, sentindo as pernas fraquejarem diante de tanta presença física e imponência.

Thomas percebeu o impacto que causou. Um canto da boca dele se ergueu em um sorriso sutil e perigoso. Ele cruzou os braços, fazendo os músculos dos braços se tensionarem.

— Perdeu a voz, senhorita Butler? Ou esqueceu como se fala ao ver talvez seu futuro patrão vestindo apenas uma toalha?

A provocação na voz dele fez Grace recuperar o fôlego à força. Ela forçou seus olhos a subirem e encararem os olhos escuros e penetrantes dele, sustentando o contato visual, mesmo com o coração disparado a ponto de parecer que saltaria pela boca.

— Eu apenas... não esperava esse tipo de recepção para uma entrevista de emprego, senhor Price — respondeu ela, com a voz firme, embora o tremor nas mãos entregasse seu nervosismo.

Thomas deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles de forma intimidadora. O perfume amadeirado e marcante dele invadiu o espaço ao redor de Grace.

— Você queria a vaga de assistente pessoal para morar e gerenciar a minha residência particular na cobertura, não queria? Pois bem. Aqui é a minha casa. E na minha casa, as regras são ditadas por mim.

Grace engoliu em seco, sentindo a intensidade daquele olhar fixo no seu.

— Eu entendi perfeitamente.

— Entendeu mesmo? — Thomas a analisou de cima a baixo, sem nenhum pudor, avaliando cada detalhe da postura dela. — Bem, deixe-me recapitular o seu histórico ridículo até aqui. ... Na primeira tentativa, você se atrasou por incompetência com o trânsito. Na segunda, bateu de frente com o RH porque achou que seu vestuário simplório era aceitável. E agora, na terceira, você invade a minha cobertura particular vestindo essa pose de corajosa. Por que diabos eu deveria dar uma chance a alguém tão despreparada para o meu ritmo?

As palavras pesadas voaram como lâminas, mas a urgência da vida real de Grace — o aluguel vencendo, as contas acumuladas, a pressão invisível de sua rotina — deu a ela uma lufada de audácia que ela nem sabia que possuía.

— Porque eu não sou frágil, senhor Price — retrucou Grace, sem recuar um centímetro. — Os meus atrasos e as minhas roupas dizem respeito apenas ao meu passado recente, mas a minha competência e a minha capacidade de aguentar pressão são a única coisa que importam agora. ... Eu preciso mesmo dessa vaga mais do que qualquer outra pessoa neste estado.

Thomas silenciou. O sorriso irônico sumiu de seu rosto, substituído por uma curiosidade genuína e afiada. Ele a estudou por longos segundos, o silêncio entre eles carregado de uma eletricidade quase palpável.

— Você tem ousadia, Grace. Poucos ousam falar comigo assim sem tremer as pernas... embora eu perceba que as suas estão trêmulas agora — comentou ele, com um tom de voz grave que fez um arrepio descer pela espinha dela.

Thomas deu mais um passo, ficando perigosamente próximo, antes de se virar de costas e caminhar até uma escrivaninha de mogno, pegando um envelope lacrado.

Ele o estendeu para ela, sem se importar com a toalha ou com a vulnerabilidade calculada daquela posição.

— Quarenta e oito horas — disse ele, voltando a encá-la. — Esse é o seu teste final. Se conseguir resolver o que está dentro deste envelope até o prazo limite, o cargo de assistente pessoal é seu, com alojamento aqui na cobertura e o salário triplicado que você tanto precisa.

Grace estendeu a mão trêmula e pegou o envelope. Quando abriu a aba e bateu os olhos na primeira linha do documento, o sangue sumiu completamente de seu rosto.

— Mas... isso é humanamente impossível de solucionar em dois dias, senhor! — exclamou ela, horrorizada.

Thomas abriu um sorriso lento, predador e magnético.

— Eu não contrato pessoas comuns que desistem diante do primeiro obstáculo, senhorita Butler. Eu contrato quem resolve o impossível.

Ele deu as costas, caminhando calmamente de volta para a área da sauna.

— O seu tempo já começou a correr, Grace.

Grace olhou para o envelope, depois para as costas largas dele, e percebeu que acabara de entrar na maior e mais perigosa aposta de sua vida.

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MIRANDARP
MIRANDARP
Esse livro não tem fim em nenhma plataforma. Nao perco tempo
2026-07-18 07:42:12
0
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Dina
Dina
Estou fora já nem começo falta de respeito pelo leitor
2025-02-01 21:24:09
0
0
Anna Beatriz & Milly
Anna Beatriz & Milly
Ainda vai ter a conclusão desse livro estou ansiosa pra ler ele pois parece ótimo mas tenho medo de começar a ler e não ter final ............️
2024-11-18 01:12:23
0
1
Fatima Felix
Fatima Felix
Pq deixam livros sem final na plataforma?
2024-10-13 18:43:12
1
0
Palmira Seixas
Palmira Seixas
História boa, mas sem continuidade há muito. NÃO PERDER TEMPO COM ESTA AUTORA!
2024-07-09 21:29:18
2
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