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Capítulo 46

Author: Edielc Angel
last update publish date: 2026-08-25 12:10:10

Liam acorda com o corpo já quente e o pau duro como pedra. O cheiro de Margot o envolve, pele, perfume suave e o residual do sexo da noite anterior. Ele se vira na cama e procura, quase por instinto, os seios fartos dela. Está viciado. Completamente. Como uma criança faminta que não consegue se afastar do que mais deseja.

Margot ainda dorme de lado, a camisola de seda fina escorregando no ombro. Liam puxa a alça com cuidado e expõe os seios pesados e macios. O ar fresco do quarto faz os mam
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    " O primo "O portão da casa dos Hargrove se abre no meio da tarde. Um carro esportivo preto, alto demais para o bairro calmo, estaciona na frente da garagem. Miguel Hargrove desce como se o mundo pudesse esperar. Mesma altura de Nate, ombros largos, sorriso fácil e um olhar que já chega avaliando tudo. Usa uma camisa aberta demais e um relógio que brilha propositalmente.Nate está na varanda quando o primo aparece. Faz semanas que não se veem. Ele soube que o primo ficaria com eles ate o final do semestre, onde eles iam se formar.— Olha só quem cresceu — diz Miguel, abrindo os braços. — O orgulho da família. O atleta. O filho perfeito do juiz.Nate desce os degraus sem pressa. O abraço que trocam é firme, mas curto.— Você podia ter avisado que vinha.— E estragar a surpresa? Qualé. Passei o semestre inteiro em Miami. Precisei de ar puro. E de comida decente. Sua empregada ainda faz aquele arroz que salva vidas?— Faz sim, vamos lá!Miguel joga a bolsa no chão da entrada e olha a ca

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    " O que sobra"Três dias se passam.Liam tenta de tudo.Na primeira manhã, manda flores. Um arranjo grande, elegante, sem exagero. O cartão traz apenas uma frase: "Eu errei. Me deixa consertar." O porteiro sobe com o vaso. Margot agradece com educação, fecha a porta e deixa as flores em cima do aparador. Não manda mensagem. Não liga.No segundo dia, Liam aparece no prédio. O porteiro, já orientado, não o deixa subir. Liam insiste, a voz baixa e tensa:— Só quero falar com ela cinco minutos.— A senhora pediu para não autorizar visitas, senhor.Liam fica parado no saguão por quase vinte minutos, as mãos nos bolsos do casaco, o maxilar travado. Depois sai sem dizer mais nada.As mensagens se acumulam no celular de Margot:"Liam:" Pelo menos me diga se você está bem. "Liam:" Eu sei que estraguei tudo. Só me dá a chance de pedir desculpas pessoalmente. "Liam:" Margot. Por favor.Nenhuma resposta.No terceiro dia, a contenção de Liam começa a rachar. Ele liga seis vezes em menos de uma h

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    "A porta fechada"Margot gira a chave na fechadura com as mãos ainda trêmulas. O consultório ficou para trás, mas a vergonha não. A imagem de Liam agarrando o colarinho do Dr. Ricardo, os seguranças entrando, os olhares da recepcionista… tudo ainda queima atrás dos olhos. Ela entra no apartamento, tira os saltos ainda no corredor e só então percebe que não está sozinha.Liam está de pé no meio da sala, como se tivesse estado ali o tempo todo. A expressão dele é uma mistura de alívio e tensão contida.— Você demorou — diz ele, a voz baixa. — Eu liguei. Você não atendeu.Margot deixa a bolsa sobre o aparador com um gesto preciso demais para quem está se desmanchando por dentro.— Eu estava no médico, Liam. Depois do que você fez, achei melhor não atender.Ele dá um passo à frente.— Por favor, me desculpe. Eu perdi a cabeça. Mas aquele homem ia te tocar e eu…— Não. — A voz dela corta o ar, fria e limpa. — Você não vai transformar isso em uma justificativa. Você me humilhou em público.

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    "O peso de um talvez" Liam acorda com o coração disparado e o corpo coberto por um suor fino. A respiração ainda está descompassada. O sonho se desfaz aos poucos, mas deixa um gosto estranho na boca. Ele era pai. Havia um bebê nos braços dele. Margot sorria de um jeito cansado e luminoso. Em outro momento do mesmo sonho, tudo desabava, gritos, portas batendo, o rosto do pai dele surgindo com desprezo. Não sabia dizer se tinha sido um sonho ou um pesadelo. Só sabia que acordara agitado, com o peito apertado. Ao lado dele, Margot ainda dorme. O lençol está descido até a cintura, e os seios, pesados e sensíveis, mostram pequenas manchas úmidas no tecido da camisola. Liam observa em silêncio por longos segundos. A imagem do banheiro do evento volta com força: o leite escorrendo, o gosto na boca, o instinto animal que tomara conta dele. Margot se mexe, pisando devagar. Quando abre os olhos e o encontra acordado, percebe imediatamente que algo está errado. — Você dormiu mal? — pergunta,

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    " O que escorre em silêncio"Liam dá mais um passo dentro do banheiro. A porta está trancada atrás dele. O espaço é grande, iluminado demais, e o ar parece ter ficado pesado de repente. Margot está encostada na pia, o vestido de veludo preto ainda puxado para baixo, os seios expostos, brilhosos, úmidos. Uma nova gota esbranquiçada se forma no mamilo direito e escorre devagar pela curva pesada do peito.Leite.Liam sente o corpo reagir antes mesmo da mente processar. Algo primitivo, visceral, sobe pela espinha como fogo. A respiração fica mais pesada. Os olhos escurecem. O sangue desce rápido demais. O smoking bem cortado de repente parece apertado demais no peito e na virilha. Ele não consegue desviar o olhar. A gota desce. Outra começa a se formar.Margot soluça, tentando cobrir os seios com as mãos trêmulas.— Para de olhar… por favor… eu não sei o que está acontecendo comigo…Mas Liam não para. Ele se aproxima, grande demais para aquele espaço, e segura os pulsos dela com uma mão s

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