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Capítulo 57

Author: Edielc Angel
last update publish date: 2026-09-15 03:03:22

Ressaca e Consequências

A primeira coisa que Charlotte sente é a dor de cabeça. Uma dor latejante, pesada, que parece martelar atrás dos olhos. A segunda coisa é o cheiro. Não é o cheiro da casa dela. É um cheiro limpo de sabonete caro, roupa de cama de algodão egípcio e um leve toque de colônia masculina que ela conhece bem demais.

Os olhos abrem com dificuldade. O quarto é amplo, com cortinas pesadas semi-abertas deixando entrar uma luz suave demais para a ressaca que ela está sentindo. A cam
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    Marcas que não somem Nate acorda no meio da madrugada com o corpo latejando. Não é uma dor aguda. É uma dor profunda, batendo baixo, lembrando cada movimento que Benny fez dentro dele no dia anterior. Ele se vira na cama e sibila baixinho quando a bunda pressiona o colchão. A mão sobe até o pescoço sentindo a marca que ainda está lá. Escura. Ele fica deitado no escuro do quarto, olhando o teto, o coração apertado de um jeito que odeia. Cada vez que fecha os olhos, sente de novo a boca de Benny no pescoço, os dedos abrindo caminho, a voz rouca dizendo safadezas no ouvido. E o pior: sente falta. Do outro lado da cidade, Benny também não dorme direito. No apartamento dos irmãos, ele fica sentado na varanda com um copo de whisky na mão, o celular virado para baixo em cima da mesa. A imagem de Nate deitado sobre a mesa da sala de aula, as pernas abertas, o rosto contorcido de prazer, não sai da cabeça. Benny bebe um gole longo e passa a mão pelo cabelo. Ele sabia que estava brincando c

  • Irmãos Pecadores   Capítulo 57

    Ressaca e ConsequênciasA primeira coisa que Charlotte sente é a dor de cabeça. Uma dor latejante, pesada, que parece martelar atrás dos olhos. A segunda coisa é o cheiro. Não é o cheiro da casa dela. É um cheiro limpo de sabonete caro, roupa de cama de algodão egípcio e um leve toque de colônia masculina que ela conhece bem demais.Os olhos abrem com dificuldade. O quarto é amplo, com cortinas pesadas semi-abertas deixando entrar uma luz suave demais para a ressaca que ela está sentindo. A cama é enorme. E ela está sozinha nela, vestida apenas com uma camisa social masculina que desce até a metade das coxas.— Merda… — murmura, a voz rouca.A porta do quarto se abre. Mason entra carregando uma bandeja. Está de calça de moletom cinza e camiseta preta, o cabelo ainda úmido do banho, a expressão serena demais para o caos que ela sente por dentro.— Bom dia — cumprimenta ele, colocando a bandeja na mesa de cabeceira. — Água, isotônico, analgésico salada de frutas. Você vai precisar.Char

  • Irmãos Pecadores   Capítulo 56

    Happy Hour e Controle PerdidoCharlotte foca na tela do computador como se a vida dela dependesse daquele código. Os dedos digitam rápido, quase agressivos. Já são quase seis da tarde de sexta-feira e o setor de TI começa a esvaziar. Ela finge que não percebe os olhares e as conversas baixas ao redor, que o episódio na sala de Mason não aconteceu e a intimação disfarçada de conversa profissional não deixou um gosto amargo na boca.Não foi exatamente uma briga. Foi Mason tentando impor uma escolha, tentando acelerar algo que ela ainda não sabia se queria. E o pior de tudo: ele tinha razão em algumas coisas. Eles se envolveram antes do contrato. Ele não era o chefe tarado do passado. Ele a respeitava de um jeito que poucos homens tinham respeitado. Mas isso não apagava o medo. O trauma ainda estava ali. Homem em posição de poder, mulher vulnerável. Padrão que ela jurou nunca mais repetir.Eles não eram namorados. Não eram nada oficial. Então ela não tinha garantias. E Charlotte odiava

  • Irmãos Pecadores   Capítulo 55

    A Sala do ProfessorO dia seguinte amanhece cinzento, como se o céu tivesse decidido acompanhar o peso que Nate carrega no peito. Ele mal dormiu. Cada vez que fechava os olhos, sentia de novo a água quente, o corpo de Benny colado ao seu, a voz rouca no ouvido, o ardor ainda presente entre as nádegas. Acordou duro, frustrado e com a frase de Benny martelando na cabeça:“Eu quero amanhã você e essa bunda gostosa na minha sala. E esteja preparado.”Nate chega cedo demais no campus. Evita o vestiário. Evita a pista. Caminha direto até o bloco de artes, o coração batendo tão forte que parece que vai subir pela garganta. A porta da sala de Benny está entreaberta. O professor está de costas, organizando alguns roteiros sobre a mesa, a camisa social branca com as mangas já dobradas até os cotovelos. O cabelo ainda úmido do banho.Nate bate na porta mesmo assim.Benny se vira devagar. Os olhos verdes percorrem o corpo do atleta de cima a baixo, sem pressa, sem disfarce. Um sorriso lento se e

  • Irmãos Pecadores   Capítulo 54

    Água Quente e PecadoA água continua caindo sobre os dois. O box do chuveiro é pequeno demais para conter o que está acontecendo. Benny mantém Nate prensado contra o azulejo frio, o corpo molhado colado ao dele, o pau duro roçando deliberadamente na coxa do atleta. A respiração de Benny é quente no ouvido de Nate.— Olha só pra você… — murmura ele, a voz baixa e rouca, cheia de safadeza. — Todo duro, tremendo, fingindo que não quer. Mas o seu pau tá te denunciando, Hargrove. Tá me implorando.Nate engole em seco. As mãos ainda estão no peito de Benny, mas não empurram de verdade. O coração dispara tanto que dói. Ele não sabe o que está fazendo. Nunca imaginou estar ali, nu da cintura pra cima por causa da regata encharcada que Benny já começou a puxar para cima, com um homem, com aquele homem, roçando nele daquele jeito. E, ao mesmo tempo, quer tanto que dói.— Benny… a gente não podia…— Cala a boca — ordena Benny, mordendo de leve o lóbulo da orelha dele. — Você passou semanas me pr

  • Irmãos Pecadores   Capítulo 53

    Encurralado no boxOs atletas treinados por Benny conquistam a maioria das provas. O ginásio vibra com gritos, abraços e o tilintar de medalhas batendo umas nas outras. A euforia toma conta do grupo. Alguns já falam em comemoração, outros só querem voltar para casa e dormir. A noite todos retornariam; as finais ainda estavam pela frente, mas aquela etapa classificatória tinha sido um sucesso absoluto.Nate, com a medalha de ouro dos 200 metros ainda pendurada no pescoço, se aproxima de Benny quando o treinador oficial se afasta para falar com os organizadores. O suor ainda brilha na pele do atleta. O peito sobe e desce um pouco mais rápido do que o normal.— Então… — começa ele, a voz baixa o suficiente para só Benny ouvir. — Quando eu ganho a minha recompensa?Os olhos de Nate descem deliberadamente para a boca de Benny. O olhar é claro. Direto. Não deixa espaço para interpretação errada.Benny ergue uma sobrancelha, o canto dos lábios se curvando num meio-sorriso preguiçoso.— Ainda

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