MasukO jantar de ontem foi um momento verdadeiramente maravilhoso. Ter a presença do meu pai aqui foi algo totalmente inesperado, porém trouxe a sensação de paz e segurança que tanto me faltava. Não que isso já não acontecesse nos braços protetores do Lorenzo, mas a minha relação com o meu pai sempre foi de muito cumplicidade. Quando o vi dando razão aos argumentos do Andrew e da Selena no passado, senti uma ferida profunda e uma dor insuportável no peito. Agora tenho meu pai de volta, radiante com a chegada dos netos, restando apenas saber como ficará a relação com a minha mãe. Sinto falta dela, mas não aceitarei a presença da Selena na minha vida em hipótese alguma. Nunca mais. — Olá, meu amor. Ordenei ao piloto do helicóptero que levasse o seu pai até Turim e voltei correndo para saber como você está. Lorenzo surge na porta do closet, seu olhar denso e carregado de desejo fixando-se em mim enquanto procuro uma peça de roupa. — Ele partiu tão feliz! — comento, sorrindo ao me reco
Andrew De Luca O desconforto de estar jogado nesta cela úmida e fria não chega nem perto da culpa que corrói minha alma por dentro. Deixei-me influenciar cegamente pelas armações sórdidas da Selena e, como consequência da minha própria tolice, perdi tudo o que tinha. E o que existia de mais valioso e sagrado na minha vida era a minha Diana. A minha doce Dy. Receber a visita do Cesare e do Leo neste lugar miserável só fez aumentar o lamento agoniante do meu peito destruído. Enfrentar a dor insuportável de saber que magoei as únicas pessoas que sempre estiveram ao meu lado e que eram minha verdadeira família. Passei a vida inteira sem conhecer minha família biológica, sem saber por onde andavam, crescendo sozinho e desamparado em um orfanato. Conheci os Cross quando cursava a faculdade, e eles me acolheram com amor e generosidade, tratando-me como a um filho legítimo. E eu fui abjeto, fraco e absurdamente leviano com cada um deles, mas principalmente com a mulher maravilhosa que
Enzo Bianchi As coisas finalmente parecem voltar ao normal. Depois da coletiva de imprensa que eu e o Lorenzo realizamos para esclarecer os fatos sobre as investigações em andamento, o clima na empresa estabilizou. Nossos clientes ficaram tranquilos quanto à nossa credibilidade e, com a orientação firme do meu irmão, consegui conquistar a confiança de todos eles. — Oi, papai. Como foi o seu dia? — pergunto ao chegar ao meu apartamento, encontrando-o sentado com o tablet em mãos, atualizando-se sobre o mundo dos negócios. — Por aqui foi tudo bem tranquilo — ele responde, observando-me por cima dos óculos de grau antes de pousar o aparelho sobre a mesa. — E o seu, meu filho? Como foi? Você me parece exausto — indaga ele, notando o cansaço visível em meu rosto. — E estou mesmo, papai. Toda essa situação com a exposição das investigações nos exigiu um trabalho pesado nas relações públicas para amenizar o impacto no mercado. — Pelo que estou vendo, você tomou gosto pela função na p
Lorenzo Bianchi Finalmente conseguiram pegar todos os envolvidos no sequestro da Diana. Havia acabado de chegar à delegacia quando o delegado Vinci avisou que estavam de saída para a operação que cercaria o cativeiro. Eu não poderia ficar de fora desse momento e segui os policiais em meu carro, acompanhado de Leonardo. Assistimos a tudo de longe para não atrapalhar o cerco tático e voltamos para a delegacia, onde agora encaro a mulher que achou que me enganaria sem consequências. — Como pode fazer isso com a mulher que está carregando um filho seu, Lorenzo?! Eu estou grávida, esqueceu?! — Antonella tenta um último apelo antes de ser levada. — Por favor, Lorenzo! Não deixem fazer isso com a minha filha... — Vittória suplica em desespero ao ver a filha ser arrastada para uma cela. — Eu sinto muito, Vittória, mas sei perfeitamente que esse filho não é meu — respondo com a voz gélida, o peito queimando em raiva e satisfação. — Essa criança é do comparsa que a ajudou nos planos de
Lorenzo Bianchi Ver o carinho genuíno entre pai e filha me comoveu profundamente. Sei muito bem o quanto a ausência de uma figura paterna pode causar danos irreparáveis em nossas vidas. Ainda mais no caso da Diana, que sempre teve o pai ao seu lado e precisou se afastar para se proteger emocionalmente. Saber que ele se arrependeu e está disposto a apoiá-la me deixa mais aliviado, pois na gestação dela, quanto mais tranquilidade, melhor. — Obrigado mais uma vez por cuidar da minha filha, senhor Bianchi — o senhor Cross me diz com uma sinceridade tocante. — Não precisa agradecer, pois faço isso por amor — afirmo, aproximando-me da Diana para abraçá-la com ternura. — A partir de agora, a Diana terá a vida que merece e os cuidados necessários para que a nossa gravidez seja a mais tranquila possível — declaro com um olhar firme. — Eu gostaria muito de estar por perto para acompanhar tudo, mas enfrento sérios problemas na minha rede de lojas e não posso me ausentar agora — meu sogro
Diana Cross A mágoa e o ressentimento que guardei por meses pareceram se dissolver no ar diante do sofrimento sincero daquele homem que sempre fora meu herói na infância. Sem me importar com a barriga que já limitava meus movimentos, me curvei para a frente e deslizei do sofá, ajoelhando-me também no chão. Envolvi os ombros do meu pai em um abraço desesperado e amoroso, sentindo minhas lágrimas inundarem meu rosto. — Papai! Não faz assim, por favor... Levanta! — pedi entre soluços compulsivos, escondendo o rosto no pescoço dele. Senti os braços fortes do meu pai me envolverem com todo o amor e a proteção que haviam sido negados por tanto tempo. — Me perdoa, Dy... Me perdoa por ter duvidado do seu caráter, por ter acreditado naquelas cobras e por ter deixado você enfrentar esse inferno sozinha! — ele suplicava. Meu pai beijava meus cabelos negros repetidamente, acariciando minhas costas com desespero e um profundo arrependimento. — Eu te amo tanto, minha filha... Se você me ace







