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Capítulo 12

Autor: Duda Sá
last update Data de publicação: 2026-06-08 06:59:00

"Ana"

— Você precisa ir, senão vai se atrasar — Elena falou depois de pegar o pote com comida do microondas e colocá-lo sobre a mesa para comer.

Ela pegou a bebê do colo de Diego, que reclamou ao ser tirada do colo do tio.

Quando Diego se virou na minha direção, o sorriso dele se apagou tão rápido quanto um relâmpago. Ele se despediu da irmã e saiu da cozinha, esperando que eu o seguisse, sem dizer uma palavra.

Para meu desgosto, minha sogra estava na sala, sentada no sofá, com um ar de soberba
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  • Laços de Vingança: Domado pelo Desejo   Capítulo 59

    "Ana"O médico movia os lábios, mas o som chegava até mim como se eu estivesse debaixo d'água. As palavras não tinham forma, não tinham peso. Nada mais fazia sentido. Senti braços me envolvendo, um toque distante tentando me segurar no chão, mas o meu corpo não respondia. Eu estava anestesiada, paralisada pelo choque de compreender a minha nova realidade, que agora estava completamente sozinha no mundo.Depois de dias de angústia, batalhando contra a piora repentina de Caleb, o tempo virou um borrão cinzento. E agora o médico me dava o veredito final: apesar de tudo, o coração do meu irmão tinha parado.Não me sobraram lágrimas. Não sobrou ar, não sobrou nada. Fiquei ali, petrificada, digerindo a verdade cruel de que eu nunca mais ouviria a sua voz ou a sua risada, À minha volta, o mundo continuava girando. Ouvi Diego murmurar que cuidaria do velório, mas sua voz parecia vir de outra dimensão. Deixei que me levassem. Fui um corpo sem alma enquanto enterrava o último pedaço da minha v

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    "Elena"O mundo desmoronava para o meu irmão e eu não sabia como ajudar, ainda mais porque ele não queria a minha ajuda.Ana, dentro do hospital, estava alheia ao resto do mundo, enquanto minha mãe preferia — como sempre — fingir que nada acontecia, mergulhada no ódio. Engoli o meu orgulho e contratei uma babá. Se alguma coisa acontecesse, eu precisava ajudar e, sem uma rede de apoio para ficar com Alice em caso de emergência, o melhor era mesmo ter uma babá, eu sentia que precisava estar preparada.Talvez tudo isso tenha prejudicado o meu juízo. Pedro tinha mandado uma mensagem de outro celular depois que eu o bloqueei, pedindo desculpas e querendo tentar mais uma vez reatar a amizade. Eu deveria ser forte, mas respondi. E assim continuei respondendo, mesmo sentindo culpa por esconder a verdade. A cada conversa, me sentia mais confusa. Era assim que eu me sentia: perdida. Até que o amigo de Diego ligou para avisar que tinha uma emergência. Eu já esperava que uma ligação assim foss

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    "Diego"No segundo dia, o quadro de Caleb piorou. Cancelei reuniões, passei por cima de prazos e fiquei ao lado de Ana. O máximo que consegui para tirá-la do lugar foi alugar um quarto de um hotel ao lado para que pelo menos ela tomasse um banho e dormisse por algumas horas.Caleb era só um garoto — um menino inteligente, risonho, com quem tive pouquíssimo tempo de convivência, mas que já havia encontrado um espaço involuntário no meu peito. E Ana… Ana era a mulher que deveria ser apenas uma cláusula contratual na minha vida, mas vê-la daquela forma me destruía por dentro.Me sentia ridiculamente impotente. Dinheiro, poder, influência… nada disso comprava o ar nos pulmões daquele menino. Aquele era um problema que o meu império, pelo qual eu tinha lutado por anos, não conseguia resolver.O ódio que um dia correu pelas minhas veias parecia ter se diluído. Eu não queria vingança. Não queria esmagar Omar com as minhas próprias mãos. Nunca tinha parado para pensar na família dele como ser

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    "Ana"Quando cheguei ao hospital, as palavras de Susanna ainda ecoavam nos meus ouvidos. Você é o veneno. Parada ali na porta do quarto, questionei todas as minhas escolhas. O casamento apressado com Diego em um momento em que me vi sem saída, desesperada para continuar dando o suporte necessário ao Caleb. Nosso relacionamento não deveria ter existido daquela forma, e agora eu tinha que lidar com o peso esmagador da culpa.— Ana? Tudo bem? — Olhei para o lado e o médico de Caleb estava parado ali, me olhando com uma expressão preocupada.— Claro, sem problemas. Vim visitar o meu irmão — minha fala saiu sem nexo, atropelada, eu não conseguia raciocinar direito.— Bem... nós íamos te ligar agora. O seu irmão apresentou uma alteração súbita no quadro, a saturação caiu, ele está com dificuldade acentuada para respirar, febre alta e apatia. Estamos investigando uma possível infecção pulmonar. — Não... Mas ele estava bem! Respondendo aos tratamentos, o novo médico, o medicamento novo...

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    "Ana"Como se minha vida já não estivesse dificil o suficiente, no dia seguinte dei de cara com Susanna e a minha sogra rindo juntas no sofá da sala, sussurrando como duas cúmplices. Nas últimas semanas, Célia mal parava em casa e, quando parava, fazia questão de me ignorar. Era ótimo, na verdade. Um alívio.Mas ver aquela mulher ali, sentada lado a lado com a ex de Diego, fez meu estômago dar um cambalhota. Eu tinha cometido o erro de subestimar o ódio de Célia. Achei que o afastamento dela era resignação, mas ela estava tecendo uma armadilha, a cena ali, atiçou meu instinto, tinha alguma coisa errada. Uma mulher alimentada por tanto rancor jamais aceitaria meu relacionamento com o filho sem lutar.Na noite anterior, a nossa discussão terminou mal resolvida, e mesmo com um monte de coisas não ditas dormimos grudados. Abraçados. As memórias do vestiário ainda queimavam na minha pele, lembrando-me de como ele me dominava com facilidade, de como eu me entregava a ele, cega, sem freios,

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    "Diego"Uma batida seca na porta me arrancou do transe. Onde eu estava? O vestiário sujo, com cheiro de roupa velha e suor. Ana se virou. O cabelo estava emaranhado, a pele úmida brilhava sob a luz fraca, e a respiração dela ainda estava curta, rápida. O cheiro dela — uma mistura inebriante de sexo e adrenalina — me atingiu, já sentia meu corpo responder novamente, uma necessidade animal que ignorava a razão. Mas tínhamos que ir embora.Ela também se assustou com o barulho e saiu dos meus braços para recolher as roupas espalhadas pelo chão de cimento com movimentos rápidos, quase bruscos. Não havia como esconder o que tínhamos acabado de fazer; nossas marcas estavam por toda parte.Eu tinha perdido a cabeça. A Ana me descompensava, me tirava do eixo de uma forma que jamais imaginei. Eu deveria tê-la confrontado, gritado para saber o que ela fazia ali, naquele lugar perigoso. Mas o desejo tinha sido mais rápido, uma força avassaladora que calava qualquer pergunta.— Onde você vai? — A

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