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07 – INSTINTO SELVAGEM

last update Fecha de publicación: 2026-03-06 22:15:15

POV: AYLA

Ouvia os batimentos acelerados do seu coração pulsar nítidos, fortes, tão próximos que faziam cócegas deliciosas em minha pele arrepiada.

— Eu te sinto… tão… nossa… — sussurrei, umedecendo os lábios, com os olhos semicerrados, o corpo tremendo em uma mistura de febre, fome e algo mais perigoso. — Intenso.

Mordi o lábio inferior com força, enquanto fechava os olhos por um segundo. Apertei a borda da pia com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Seu aroma me invadia de novo, mais forte, mais vivido: terroso, picante, quente, como se o próprio ar tivesse virado droga.

Girei devagar nos calcanhares, até meu corpo roçar ao dele. Abrir os olhos devagar, encontrando os dele: Pupilas enormes dilatadas, terrosas, com um vermelho vibrante ao redor das íris como brasas. Perigosos. Famintos. Errado.

— Seu cheiro… — ofeguei, subindo na ponta dos pés para encostar o nariz na base do pescoço dele.

Inalei fundo, devagar, deixando o aroma descer até o fundo dos pulmões. Rocei os lábios abertos na pele quente dele, sentindo os pelos finos se arrepiarem sob minha boca. A língua escapou sem permissão, lambendo uma linha lenta e molhada logo abaixo da orelha.

— Que delícia… eu preciso de mais… muito mais… — murmurei contra a pele, a voz rouca, manhosa, quase um gemido. — Quero lamber você inteiro… quero morder… quero sentir seu sangue quente na minha língua…

O corpo dele ficou rígido, um rosnado longo e profundo subiu de seu peito, vibrando direto no meu.

— Não faça isso. — advertiu com um rosnado bruto, a voz grossa, perigosa. — Controle seu cheiro, humana…

Não o deixei terminar. Na ponta dos pés, agarrei o rosto dele com as duas mãos trêmulas e mordi seu queixo com força, os dentes cravando na pele quente e áspera.

Subi devagar com a língua, lambendo a linha da mandíbula até alcançar os lábios brutos em uma linha. Capturei a boca dele em um beijo urgente, faminto, desesperado, língua invadindo sem pedir permissão, chupando a dele com avidez, gemendo alto contra seus lábios.

— Porra… — praguejou ele rouco contra minha boca, o som vibrando direto nos meus lábios.

Suas mãos grandes desceram até meus quadris, apertando com brutalidade possessiva, os dedos se cravando na carne macia por cima da camisola molhada, colando nossos corpos.

— Pequena… seu cheiro está me enlouquecendo — rosnou baixo, os dentes roçando meu lábio inferior mordendo devagar. — Meu lobo está na superfície.

Meu corpo inteiro tremia de desejo cru.

— Me beije… — pedi manhosa, mordendo o lábio inferior dele com força, chupando a carne macia até sentir o gosto metálico de sangue. — Por favor… me beije mais fundo… seu gosto é viciante, porra… tão bom…

— Cacete! — rugiu ele, a voz grave e rouca explodindo no ar.

Com um movimento bruto, me ergueu do chão colocando sobre a pia. A camisola subiu de uma vez, suas mãos grandes agarraram minhas coxas com força possessiva, os dedos cravando na carne macia. Ele se encaixou entre minhas pernas, pressionando.

— Porque tinha que ser tão saborosa… tão doce…— rosnou perto da minha boca, provocando com as presas, antes de morder com força controlada. — Tão difícil de resistir…

— Estou tão quente… — gemi alto, a voz tremendo de desejo.

Deslizei as mãos pelos ombros largos dele, apertando os músculos duros com as unhas, sentindo cada contorno se contrair sob meus dedos. Me inclinei para frente, beijando seu pescoço, mordendo.

— Tão gostoso… — murmurei dengosa em seu ouvido. — Me faça sua!

Um rosnado alto e feroz explodiu de seu peito, vibrando contra meu corpo. A respiração dele saiu pesada, quente no meu pescoço.

Apertei mais as coxas contra a mão grande que segurava minha perna, roçando sem pudor, desesperada por atrito, por qualquer alívio na tensão latejante entre minhas pernas.

— Você não faz ideia do que está me pedindo, humana… — disse rouco, possessivo, em advertência clara.

Apertando mais minha coxa com força, seus dedos cravaram na carne macia, me mantendo aberta para ele.

— Seus sentidos estão à flor da pele por causa da transformação… — continuou, a voz baixa e perigosa. — Não vai querer se entregar a mim agora. Não assim. Não quando eu posso te quebrar de verdade.

Antes que ele continuasse, envolvi minhas pernas em sua cintura o puxando para mais perto, colando nossos corpos, lambi seu lábio inferior o sugando, apertando mais seu quadril.

— Você fez isso, Lycan — murmurei contra sua boca, o rosto corado de desejo, os olhos cheios de malícia. — Você despertou isto em mim...

Seu corpo ficou rígido, maxilar travado, tremendo de contenção.

— Se eu encostar mais um dedo em você… — rosnou rouco, subindo a mão devagar apertando a coxa com força. — Vou te deixar marcada… sem conseguir andar direito amanhã… com meu cheiro grudado entre suas pernas!

Sorri entre o calor que me consumia, ofegante, o corpo inteiro tremendo de desejo cru e instintivo. Era mais forte que eu, como se algo primitivo dentro de mim me arrastasse para ele, me fazendo querer mais, sempre mais.

— Este é meu pedido de aniversário, Lycan. — murmurei, rouca e manhosa, mantendo nossos olhares alinhados.

Suas pupilas estavam dilatadas, mergulhadas em luxúria pura, devorando cada centímetro do meu corpo e rosto.

— Você de presente… por uma noite inteira!

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