MasukNa sala, Lisa percebeu que os dois estavam demorando. — Onde estão Beth e Igor? Daniel apontou para a cozinha. — Juntos. Lizzy sorriu. — Eles estão cada vez mais próximos. Max levantou os olhos do computador. — Todos nós estamos. Daniel sorriu. — Parece que o contrato foi completamente inútil. Max respondeu: — Talvez tenha servido apenas para colocar as pessoas certas no mesmo lugar. Na cozinha, Beth encostou-se à bancada. Igor permaneceu diante dela. — Posso perguntar uma coisa? — Pode. — Você se arrepende? Ela franziu a testa. — De quê? — De ter me conhecido. Beth respondeu imediatamente: — Não. — Nem um pouco? — Nem por um segundo. Ele sorriu. — Então estamos bem. — Ainda temos uma crise. — Eu sei. — Uma ameaça. — Eu sei. — E talvez alguém tentando destruir nossas vidas. — Também sei. Beth respirou fundo. — Mas não me arrependo de você. Igor segurou suavemente seu rosto. — Eu também não me arrependo de você. O
A ameaça publicada naquela manhã continuava pairando sobre os seis. Se vocês querem saber a verdade sobre os seis, esperem até amanhã. Ninguém sabia exatamente o que aquilo significava. Mas todos sabiam que não era uma brincadeira. Max havia passado boa parte da manhã tentando descobrir a origem da conta. Daniel estava verificando imagens de câmeras e movimentações suspeitas. Lizzy conversava com os advogados da empresa. Lisa tentava impedir que a crise afetasse os negócios. E Beth permanecia estranhamente quieta. Igor percebeu. Ele sempre percebia. — Você está pensando demais — disse ele. Beth estava sentada diante de uma xícara de café que já havia esfriado. — Estou tentando entender como alguém conseguiu ter acesso ao contrato. — Vamos descobrir. — E se for alguém próximo? Igor sentou-se diante dela. — Então vamos descobrir também. — Você fala como se tudo fosse simples. — Não é. Ele segurou a mão dela sobre a mesa. — Mas você não precisa
Igor finalmente chegou. Beth ficou tensa ao vê-lo. Ele aproximou-se. — Você está bem? Ela não respondeu. Apenas o abraçou. Igor ficou surpreso. Depois envolveu-a nos braços. — Eu estou aqui. Beth sussurrou: — Eu não sei o que fazer. — Então não faça nada agora. — Minha empresa. — Vamos resolver. — E se eu perder tudo? Ele afastou-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Você não vai perder quem é. — Isso não paga funcionários. — Não. Ele segurou o rosto dela. — Mas dinheiro pode ser recuperado. Reputação pode ser reconstruída. Empresas podem ser reerguidas. Fez uma pausa. — Eu não quero que você se perca tentando salvar tudo. Beth chorou. Igor enxugou suas lágrimas. — Chora. — Eu não gosto. — Eu sei. — Parece fraqueza. — Não. Ele sorriu. — É só humanidade. Max entrou na conversa. — Descobrimos uma coisa. Todos se viraram. — A primeira postagem foi publicada de uma conta falsa. Lizzy perguntou: — Conseguiram rastrear? — Parcialmente. Da
A felicidade daquela manhã durou pouco. Muito pouco. Beth percebeu isso assim que entrou no escritório. Havia algo errado. O silêncio dos funcionários era diferente. As conversas diminuíam quando ela passava. Algumas pessoas evitavam seus olhos. Outras olhavam para os celulares e rapidamente os guardavam. Beth parou diante da recepção. — O que aconteceu? A recepcionista hesitou. — Nada, senhora Beth. — Não minta para mim. A jovem baixou os olhos. — Está circulando uma notícia nas redes sociais. Beth sentiu o estômago apertar. — Que notícia? A recepcionista entregou o celular. Beth leu. E ficou imóvel. Uma fotografia. Ela e Igor. Saindo juntos do mesmo quarto. A legenda dizia: Empresária milionária contrata marido de aluguel e transforma contrato em romance secreto. Havia milhares de comentários. Alguns eram cruéis. Outros insinuavam que Beth havia usado dinheiro para comprar companhia. Alguns questionavam sua capacidade profissional. Outros atacavam sua v
Beth puxou os joelhos para perto do corpo. — Eu ainda tenho medo. — Eu sei. — Não do que pode acontecer esta noite. Igor entendeu. — Do futuro. Ela assentiu. — Do momento em que todos disserem que isso acabou. — Não vai acabar. — Você não sabe. — Não sei o futuro. Ele se aproximou um pouco. — Mas sei o que posso escolher hoje. — E o que você escolhe? — Você. Beth ficou em silêncio. Os olhos começaram a marejar. — Você fala como se fosse simples. — Não é. — Então por que parece? — Porque, quando encontrei você, tudo ficou complicado. Ele sorriu. — Mas escolher você ficou fácil. Beth enxugou uma lágrima. — Você sabe que está acabando com todas as minhas defesas, não sabe? — Talvez. — Isso é perigoso. — Muito. Ela riu. — Você não tem medo? — Tenho. — De quê? — De um dia você perceber que merece alguém melhor. Beth balançou a cabeça. — Não diga isso. — Por quê? — Porque eu não quero alguém melhor. Ela levantou os
A tempestade havia passado durante a madrugada. Mas a manhã seguinte trouxe uma consequência inesperada. Uma consequência que Beth definitivamente não havia planejado. O hotel estava funcionando normalmente, mas algumas áreas da cidade ainda enfrentavam problemas por causa das fortes chuvas. Estradas estavam parcialmente interditadas, alguns bairros estavam sem energia e a previsão indicava que novas pancadas poderiam acontecer durante a noite. Beth tinha uma reunião importante naquela tarde e precisava permanecer no hotel. Igor, por sua vez, insistiu em ficar por perto. Não porque ela não pudesse se cuidar. Mas porque, depois das ameaças, os seis haviam decidido que seria melhor não ficarem sozinhos por enquanto. — Você pode ficar em um dos quartos de hóspedes — disse Beth, enquanto caminhavam pelo corredor. — Posso. — Ótimo. — Mas você vai ficar no seu quarto? — Evidentemente. Igor sorriu. — Então está resolvido. Beth estreitou os olhos. — O que e







