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CAPÍTULO 6

Penulis: Barbara Garrett
last update Tanggal publikasi: 2025-08-29 21:29:37

Na verdade isso até que é divertido. Claro que este é meu pensamento depois da primeira taça de champanhe que começa a me deixar um pouco mais leve.

E por falar em champanhe, quando me sento e coloco a taça sobre a mesa, Juan passa e a enche sem dizer nada. Quando olho para ele, apenas pisca para mim e fala silenciosamente uma palavra em inglês: Enjoy (Aproveite).

Tá bom, Juan. Eu vou aproveitar.

O jantar é servido e está delicioso. A entrada é lagosta e camarão no vapor com molho de limão. Eu quase perco a linha!

— É a primeira vez que como lagosta. Está uma delícia!

Comento meio que para mim, meio para as pessoas que estão ao redor. Park se volta na minha direção com um olhar divertido.

— Que bom que está gostoso. Aqui no meu navio eu prezo pela qualidade. Toda a sua experiência aqui será de primeira, eu posso garantir.

Assim espero, penso.

O senhor que está à minha frente ergue a taça para mim.

— Tudo o que o capitão Park Ji-Hoon disser é verdade, senhorita! Pode confiar de olhos fechados. Eu por exemplo, confio minha vida ao capitão Park sem titubear.

Observo o crachá do senhor que se chama Giovanni e é italiano. Ele é o Imediato da embarcação. Seu nariz está vermelho e parece que ele já bebeu bastante.

— Tenho certeza que sim. — Respondo.

Contemplo Park de lado e noto que ele está um pouco desconfortável com o comentário do colega. Olho para ele e o cutuco de leve com o cotovelo.

— Você parece muito amado por sua tripulação.

Ele baixa a guarda por um instante.

— Sim. E eu os amo também. Devo muito a todos eles.

Sinto um leve tremor em sua voz ao se referir à tripulação. Sim, é bom ter amigos por perto. E por falar em amigos, resolvo enviar uma mensagem para Bete e Marta, que criaram um grupo para a gente se falar. Mas é melhor não mexer no celular aqui na mesa, é falta de educação. Vou ao banheiro fazer isso.

Faço menção de me levantar e Park imediatamente fica de pé e puxa a cadeira para mim. Eu não sei se consigo me acostumar com tanta gentileza e cuidado. Meu coração dispara com o gesto dele. O que é isso, minha gente? Que homem é esse?

— Está tudo bem? — Ele procura meus olhos como se quisesse ler o que vai em minha alma.

Eu, bobona, lógico e já com duas taças de champanhe nas ideias, abro um sorriso descomunal.

— Sim, tá tudo bem. Eu só vou ao banheiro. — Olho ao redor. — Por falar nisso, tem banheiro aqui no restaurante?

Ele aponta para a direção da banda que agora toca um sambinha das antigas.

— Fica ali, logo atrás do palco. Quer que a acompanhe?

Lá vou eu ficar vermelha de novo.

— Não precisa, tá tudo bem.

Ele continua de pé por alguns instantes me acompanhando com os olhos. O que será que está acontecendo entre a gente? Nada, né? Ele está só sendo gentil.

Mais uma vez vejo alguns olhares sobre mim. É bom ir ao banheiro mesmo, assim retoco o batom e vejo se estou com uma cara decente. Esse povo me olhando por causa do capitão Park é bem desconfortável. Como ele é lindo, maravilhoso e perfeito, tenho que estar minimamente à altura dele.

Enquanto eu ando em direção ao banheiro com esses pensamentos intrusivos, rio e sacudo a cabeça para os lados falando comigo mesma. Espero não parecer maluca.

Estar à altura dele, pois sim. Como se fosse rolar alguma coisa entre a gente. Ah, mas me deixa sonhar um pouquinho, né?

Entro no banheiro e há algumas mulheres lá dentro. Retoco meu batom vermelho e limpo o lápis de olho que está escorrendo um pouquinho em um canto.

As mulheres saem do banheiro e eu estou sozinha. Pego meu celular e mando mensagem para as meninas.

Márcia: “E aí, meninas? Como está o jantar?”

Bete: “Finalmente você deu sinal de vida! Já pegou o capitão?”

Marta: “Eu vi de longe você saindo com ele pela porta. Safadinha. Depois conta tudo pra gente.”

Márcia: “Não é nada disso, linguarudas! KKKK. Na verdade ele me socorreu. Depois eu conto os detalhes.”

Ainda sorrindo com as duas guardo o celular na bolsa e me deparo com a oriental que me levou à mesa do capitão. Ela está de braços cruzados me desmembrando com os olhos.

— Está se escondendo de alguém?

Ela pergunta de um jeito que eu não gosto. Sabe quando a pessoa tem um ar venenoso? É ela. Nosso santo não b**e.

— Não preciso me esconder de ninguém não. Só procurando minhas companheiras de bordo.

Ela acena com a cabeça devagar e vem se esgueirando como uma serpente, a passos lentos em minha direção. Para ao meu lado e abre a pia para lavar as mãos. Seus gestos são lentos e cautelosos. Posso dizer que são minimamente calculados.

— Eu sou assistente pessoal do capitão Park Ji-Hoon e estou atenta a quem se senta ao lado dele. Não quero que nada de ruim o atinja, entende? É como se eu fosse a segurança pessoal do homem mais importante do navio. Mas muito pessoal, consegue compreender?

Eu hein, que mulher doida.

— Eu não tenho nada para entender não. Quem tem que se entender são vocês dois.

Digo e saio do banheiro pisando duro. Abusada. Quem ela pensa que é? Só porque é alta e linda? Só porque é assistente dele? Será que eles têm alguma coisa? Acho que não. Mas ela bem que pode ser apaixonada por ele. Ih, coitada. Será?

Ao longe eu vejo a minha mesa e o capitão Park está conversando com Juan que está de pé ao seu lado. Park fala com Juan e ao mesmo tempo olha na direção do banheiro. Será que ele está me procurando? Ao me ver, ele parece aliviado e sorri. Meu coração quase para. Meu Deus! Ele está me acompanhando com os olhos. É bom demais para ser verdade. Não, não. Estou viajando na maionese. Não pode ser.

— Tudo bem senhorita?

Ele puxa novamente a cadeira para mim. Meu coração vai sair pela boca.

— Sim, está tudo bem, obrigada.

— Juan, pode trazer.

Ele fala com o garçom e imediatamente brota à minha frente o prato principal, salmão salteado com legumes e uma nova taça de champanhe.

— Aqui está, senhorita.

Juan se curvou ao meu lado para me servir.

— Quer escolher a sobremesa?

Palavra mágica!

— O que tem de sobremesa? Eu amo doces!

Juan pisca para o capitão Park e fala todo orgulhoso.

— Crème Brûlée, Tiramisu e Pavlova.

— Eita, que delícia! Eu vou de Crème Brûlée! Esse eu nunca experimentei.

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