Share

Acordo

last update Tanggal publikasi: 2025-11-27 18:03:38

Jon sorriu sem intenção, ao mesmo tempo que permanecia parado de costas para ela.

Como ela pode ser tão estúpida!?

Percebendo como estava exposta em um roupão que lhe abraçava perfeitamente, Elara cobriu-se até o queixo.

— Tenho apenas uma condição senhor!— A voz dela saiu mais firme.

Jon notou a mudança. Girou o corpo sobre os calcanhares e a encarando questionou por fim, suas mãos estavam cada qual num bolso interno da calça social.

— Tudo bem, pode falar sua condição!— Os olhos dele pareciam tentar decodificar cada pensamento dela.

Elara apertou ainda mais as cobertas sobre si.

— Tenho uma dívida que precisa ser paga, só preciso que me ajude com isso e farei o que você quiser… só não quero terminar como... — As lágrimas corriam por sua face novamente.

Jon suspirou.

— Quanto a isso não se preocupe! Torne-se minha esposa e tudo será resolvido!— as palavras causaram um efeito contrário.

— O senhor está me pedindo em casamento?— a voz de Elara estava três tons abaixo do normal.

Jon notou o choque. Se aproximou cauteloso.

"Não era bem essa reação que eu esperava."

— Esta é minha condição! Ajudo você quanto as suas dívidas pessoais ou não! Desde que se case comigo e finja para todos estar apaixonada!— As mãos dele já estavam estendidas diante dela.

Elara suspirou nervosa antes de retribuir o gesto.

— Tudo bem, senhor! Farei tudo que me diz para fazer, exceto ter intimidade com o senhor!— As mãos dela estavam frias nas mãos de Jon.

— Não se preocupe! Você não faz o meu tipo! E para que você se sinta ainda mais resguardada em seus termos, firmaremos um contrato!— ele continuava a apertar as mãos dela, que sem perceber fazia o mesmo.

— Porque precisa de um acordo de casamento com uma desconhecida se o senhor pode casar-se com quem quiser?— Elara questionava com certa curiosidade, pois já notara todos os padrões de Jon: herdeiro de um império, a Odero imports, bonito e desejado.

Ele tentou não ser irônico. O que era quase impossível.

— É justamente por isso que preciso de um acordo! Nenhuma mulher em especial me agrada!—Ele retirou as mãos das dela. Cada qual se retraiu a sua maneira.

— Além disso... Minha família espera que eu me case e tenha um herdeiro logo!— comentou frustrado.

Elara o encarou questionando, em seguida:

— Você por acaso não seria...— as palavras dela ficaram no meio do caminho.

Ela tentou não parecer pretensiosa demais, até porque deveria saber o principal.

— Nem pense em dar vazão a sua imaginação! Eu não sou ‘gay’ se é isso que quer saber! Só não tenho desejo de me apegar a ninguém!— sua voz soou firme.

Elara limpou a garganta tentando se recompor.

— Se estiver realmente disposta a me ajudar, ao final de um ano, você estará livre e ainda será muito bem recompensada!— Ele finalizou a encarando.

Elara não expressou nenhuma reação, afinal de contas, ela não sabia o que iria fazer depois que tudo acabasse.

— Farei o meu melhor, senhor Odero!— O coração queria saltar, mas suas palavras foram convictas.

Jon sorriu, satisfeito.

— Mais uma coisa! — disse, aproximando-se dela até restarem apenas alguns centímetros entre eles.

Podiam ouvir a respiração um do outro.

— Vamos ter de ficar no mesmo quarto, mas não se preocupe... não dividiremos cama ou lençóis. Exceto quando necessário. — Os olhos dele a perfuraram com a mesma intensidade que suas palavras.

Elara agarrou os lençóis com força. Os lábios tremeram.

— O que quer dizer com “quando necessário”? — A voz entrecortada fazia parecer que Jon tinha segundas intenções.

Ele se afastou a tempo de evitar mais confusão.

— Minha família gosta de pregar peças — explicou, cruzando os braços. — Então, sugiro que fiquemos no mesmo quarto e, de preferência, não tão distantes. — Uma sobrancelha arqueou-se, provocando-a.

— Tudo bem... se é assim... — Ela não tinha certeza do que estava aceitando, mas concordou mesmo assim.

Jon já estava prestes a sair do cômodo quando Elara o chamou, hesitante:

— Você poderia... deixar eu ficar na sua casa? Quer dizer... eu não tenho para onde ir. — A voz dela tremeu.

Ela não o conhecia em nenhum aspecto, mas, mesmo assim, naquele momento ele era sua única esperança.

"Oh, por favor..."

Os pensamentos fervilhavam dentro dela, tomados de ansiedade. Jon, por outro lado, manteve-se em silêncio. A mão já estava na maçaneta. Um leve sorriso se desenhou em seus lábios. Era o momento que ele esperava.

"Essa é a chance perfeita. Talvez seja isso, não existe acaso... mas propósito."

Ele virou-se lentamente para ela, deixando claro que realmente aquela situação também lhe era favorável.

— Está me dizendo que não tem onde ficar? Por acaso esteve em lugar nenhum durante todo esse tempo? — perguntou, a voz grave.

O tom dele fez Elara vacilar, mas também a envolveu por completo.

A tristeza tomou conta do semblante dela.

— É isso mesmo... Tenho uma história que o senhor provavelmente não acreditaria nem por um segundo. — A voz falhou.

Por mais rude que fosse, Jon sentiu o estômago pesar. Um nó se formou em sua garganta.

"M****."

— Não precisa me contar nada agora. O importante é cuidar de si mesma. — Ele a encarou, firme, mas com certa suavidade.

— Precisamos que você ganhe peso, aprenda a se vestir e a se comportar como uma verdadeira esposa de um diretor executivo. — Retirou o celular do bolso e o levou ao ouvido.

— Peça para a médica vir aqui amanhã cedo — disse ao telefone. — E providencie roupas femininas e sapatos.

Olhou de relance para Elara, como se medisse cada detalhe dela.

— Sim... tamanho trinta e oito, sapatos trinta e seis. Mande também que Suzane venha. Certo. Até mais tarde. — Desligou e guardou o aparelho no bolso interno do paletó.

Elara ergueu a mão timidamente.

— Fale. — A voz dele não soou rude dessa vez.

— Como sabe o tamanho que eu visto... ou o número que calço? — perguntou, desconfortável.

Jon esboçou um leve sorriso.

— Bom, eu a trouxe até aqui, não foi? Já deve imaginar como sei. — Apertando uma mão contra a outra, despediu-se.

— Agora eu preciso descer. Vista qualquer coisa que lhe parecer confortável. Por enquanto, não tenho roupas femininas... então, bom proveito. — Foi novamente até a maçaneta.

— Obrigada, senhor. — A voz dela saiu rouca, talvez pela emoção ou porque aquele dia fora realmente muito intenso.

— Não demore a descer. Odeio esperar. — A porta se fechou atrás dele.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Sob segurança

    Antes que desistisse de protegê-la e decidisse ficar, Jon fechou os olhos com força para, em seguida, retirar-se dali. Porém, seus planos foram por água abaixo quando ela o abraçou pela cintura.Seu mundo inteiro se desfez sob o toque e o choro silencioso. Aos poucos, sentiu suas costas umedecerem."Como vou dizer a ela que é para protegê-la que estou fazendo isso?"As mãos dela apertaram ainda mais em volta da cintura dele.— Por favor, Jon. — A voz embargada o quebrou ainda mais. — Não vá, não me deixe sozinha.Jon apertou as suas mãos sobre as dela."Como posso dizer a ela o motivo de deixá-la aqui?"Fechou os olhos e reuniu toda a coragem que não tinha até aquele instante.— Elara, você é a única mulher que amo de verdade. Esteja ciente disso, mas é por este mesmo motivo que tenho que deixar você por uns dias.As mãos dela permaneceram no mesmo lugar. O choro ainda era audível.— Está a me punir, não está?Jon virou-se por completo para encará-la. O belo rosto de sua amada estava

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Medo e mistério

    ​A viagem seguiu silenciosa até a mansão de Roberta. Assim que ele parou diante da propriedade, ela encarou as costas dele sem nenhuma expressão.​Ele devolveu o olhar através do espelho.​— Sei que você gostaria que o Jon soubesse a sua verdadeira identidade — ela pausou por um instante. — Mas sabe, Botelho, tudo isso pode desencadear inúmeros problemas para nós.​Ela não parecia estar mentindo, porém ele sabia que era mais uma vez uma espécie de peça no imenso tabuleiro que ela havia criado há muito tempo.​Ele sorriu levemente enquanto encarava o lado oposto da mansão.​— Não se preocupe com a sua mancha do passado, eu mesmo cuido disso.​Roberta o encarou, atônita.​— O que quer dizer com isso? Você... — ela apontou para ele, nervosa.​Ele virou-se para encará-la nos olhos.​— Sempre pensei que você faria uma escolha entre mim e o Antony, mesmo depois daquele fiasco que foi a sua festa de casamento.​Ambos encaravam-se numa disputa sem ganhadores ou troféus. Ele deixou que o olhar

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Primeiro Round

    ​Jon abriu a porta de uma vez só. Deitou Elara na cama e tomou posição ao seu lado, abraçando-a contra o peito, de modo que ela se assemelhasse a um bebê no útero da mãe.​— Desculpe! Eu... sinto muito! — A voz dela saiu embargada. As lágrimas corriam vertiginosamente por sua bela face.​Seus olhos estavam inchados e vermelhos. Jon acariciava gentilmente o rosto dela, beijando devagar a trilha por onde as lágrimas passavam. Ele segurou a face de Elara nas mãos, obrigando-a a encará-lo.​— Não se preocupe com nada, estou aqui com você. Não me importa o seu passado, Elara, já resolvemos tudo isso!​Ela podia sentir o quanto ele estava sendo gentil e a quantidade de confiança que esperava que ela também depositasse nele. Sentiu um calor agradável tomar conta de seu coração.​"Então é assim que é ser amada e protegida?"​Ela ergueu-se até alcançar os lábios dele. Podia ouvir sua respiração, enquanto os olhos dele permaneciam fixos na boca dela.​— Obrigada, Jon. Você é muito melhor do que

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Prenúncio do fim

    Elara sentiu o mundo cair a seus pés.​"Será que o sol nasceu ao contrário?"​Ela engoliu em seco. Surgiu-lhe de repente um frio na barriga.​"Será que ele vai me rejeitar?"​Jon permaneceu ali com um anel de diamante estendido a ela. Era uma versão ainda maior que a anterior. Muito mais delicada.​— Eu sei que não fui nada santo com você, Elara, mas... — antes que ele terminasse de falar, ela o abraçou pelos ombros e sorriu com o rosto colado ao seu colo.​— Aceito. Só não seja mentira, por favor, Jon Galdruno! — as palavras doces e gentis saíram vacilantes.​Jon abraçou sua cintura firmemente para então ergual-a junto dele. Seus olhos se encontraram por um instante.​— Eu não sou mentira, minha doce Elara! — sem aviso, ele a tomou num beijo lento que tornou-se viciante.​Jon sorriu contra os lábios dela; os dois estavam sem ar. Ela foi a primeira a afastar-se para encará-lo. Ele a deixou deslizar devagar de seus braços para o chão, mas sem soltá-la por completo.​— Quero marcar a da

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Senhora

    Enquanto isso, Bianca e Tânia dividiam a mesma cela. Vince estava em um lado separado delas. — MALDITOS! — Bianca chutava as grades da cela com toda a força. Tânia estava sentada na cama beliche, ao lado de alguns poucos pertences e de uma mesinha com cadeira ali próxima. Ela suspirou ao ver o comportamento da sobrinha. Terminou fechando o livro que estava lendo, ao mesmo tempo em que dizia algo em voz alta: — Pare com esse chilique! Acha que alguém se importa com você? — Tânia se ergueu da beliche como quem está diante de uma passarela e caminhou em direção contrária à outra. — Sabia, Bianca, você é muito impulsiva. É por este motivo que Jon não está com você! Bianca girou o corpo de uma vez só, dando de cara com Tânia. Ambas estavam agora encarando uma à outra. — O que quer dizer, tia? Fale claramente! — perguntou, encarando a outra. Tânia aproximou-se da parede e a riscou com um pedaço de lápis roído que havia encontrado por ali. Bianca encarou os rabiscos como se ho

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Senhora Galdruno

    As palavras dela lhe caíram como uma bofetada dolorosa. Ele segurou firme os braços dela, impedindo-a de afastar-se dele.— Repita o que você disse agora! — A voz dele saiu grave.Elara sentiu o frio percorrer sua espinha."Ele vai surtar, mas, se eu não fizer assim, pode ser que jamais me livre de seu domínio. Afinal de contas... ele me julga como sua propriedade, isso jamais será amor."Os olhos dele estavam nela sem pestanejar. Havia ali uma mistura de obsessão e loucura que ela não sabia explicar.— Jon. Eu não posso cumprir este acordo. Ainda nos restam onze meses e nós já estamos envolvidos de uma forma bem errada. — A voz dela foi ganhando uma outra dimensão na cabeça dele.— Do que diabos está falando? — Ele a sacudiu. — Você enlouqueceu por acaso? Estou aqui me declarando para você e me lembra desse maldito contrato? — Estava exaltado.Sentiu as mãos dele apertarem ainda mais.— Estou disposto a esquecer seja lá o que teve em seu passado. Não vou mais buscar quem você realme

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status