LOGINKnoxTiro o dedo da boca. Está todo molhado e brilhante com o líquido dela. Os olhos de Emma estão arregalados, meio vidrados, e seus lábios estão entreabertos como se ela estivesse tentando recuperar o fôlego. Ela está me observando. Parece indefesa enquanto levo meu dedo à boca e o chupo lentamente. Estou saboreando cada pedacinho dela. É doce. Suas bochechas ficam mais vermelhas e escuras. Suas coxas tremem contra as minhas como se ela fosse cair se eu a soltasse.Eu não desisto.Em vez disso, eu me inclino. Beijo-a uma última vez. Não é um beijo suave ou doce. Beijo-a como se estivesse marcando território. Meus dentes roçam seu lábio e minha língua reivindica o que já é meu. Ela emite um pequeno som entrecortado e seus dedos se agarram à minha camisa como se fosse a única coisa que a mantém de pé.Quando finalmente a solto, ela está toda desarrumada. Seu cabelo está despenteado por causa do meu aperto, sua saia está levantada. Há um novo
Emma.Dois dias depoisEstou parada no banheiro, encarando meu reflexo. A água ainda pinga do meu cabelo molhado nos meus ombros. A toalha branca e macia gruda no meu corpo. Meu coração bate um pouco rápido demais, mesmo sabendo que hoje deveria ser um dia emocionante. O lançamento do produto finalmente chegou. Todo mundo na empresa está comentando sobre isso há semanas. Eu deveria estar sorrindo. Em vez disso, meu estômago se revira de nervosismo.Não se trata nem do evento em si. Knox cuida dos discursos e dos holofotes. Eu fico nos bastidores, como sempre, checando os detalhes, garantindo que nada dê errado. Essa parte eu consigo cuidar.O que me perturba é a Monica. A ex-esposa dele. O jeito que ela me olhou da última vez que nos vimos. Como se ela soubesse de todos os segredos que tento esconder. Como se ela enxergasse através das mentiras cuidadosamente planejadas que Knox e eu contamos ao mundo.Eu deveria ter contado a ele so
KnoxNo instante em que os lábios da minha esposa tocam os meus, sinto-me muito mal por dentro. Não é o tipo de sentimento que eu tinha quando nos casamos e mal podia esperar para estar com ela.Agora, sinto como se alguém estivesse apertando meu peito. Preciso continuar respirando. A boca dela é quente e familiar. Parece errado. Tudo em que consigo pensar é em como os lábios de Emma eram macios vinte minutos atrás, como tremeram quando a beijei mais profundamente, como ela tinha gosto de culpa e desejo naquele momento.Eu retribuo o beijo da minha esposa porque preciso. Se eu parar, ela vai perceber que algo está errado e a última coisa que eu preciso é que ela me faça perguntas.As mãos dela deslizam por baixo da minha camisa, as unhas arranhando levemente minhas costas do jeito que ela sabe que eu gosto. Deixo que ela puxe minha camisa por cima da minha cabeça.Meu corpo está se movendo sozinho. Minha camisa sumiu, meu cinto está
KnoxA buzina do carro está tocando lá fora, muito alto. Meu coração está batendo tão forte que parece que vai saltar do peito.Minha esposa voltou, isso não é bom. Não preciso disso agora.Levanto-me da cama rapidamente. Olho para Emma; ela está agarrada ao lençol com força e parece assustada."Você precisa sair daqui antes que minha mãe suba", ela sussurra, com a voz trêmula.Assinto com a cabeça; não há tempo para conversar. Visto minha cueca. Minha camisa, nem me dou ao trabalho de abotoá-la. Corro até a porta e a abro. Saio.Dou de cara com minha esposa, Gina.Estou com muito medo, meu estômago está embrulhado. Preciso me acalmar.Forço um sorriso ao fechar a porta do quarto de Emma atrás de mim. Ela faz um clique."Meu amor", digo, com a voz suave e doce. Estou surpresa com o som da minha voz. "Quando você voltou?"Gina não responde, apenas me olha. Seus olhos são duros, como se esti
EmmaSaio do banheiro com uma toalha enrolada no corpo molhado.Gotas de água do meu cabelo escorrem pelo meu pescoço, pela minha clavícula e entre os meus seios.O quarto está escuro, com apenas a luz do abajur projetando um pequeno círculo dourado e aconchegante no chão.Depois de um banho longo e quente, tudo o que eu quero é paz e ficar sozinha.Em vez disso, eu congelo no lugar.Knox está sentado aos pés da minha cama, pernas cruzadas, o paletó já pendurado na poltrona encostada na parede oposta. As mangas estão arregaçadas até os cotovelos, os antebraços musculosos e bronzeados.Ele parece completamente relaxado, como se este não fosse apenas o seu quarto, mas o seu espaço. Um sorriso preguiçoso e cúmplice curva seus lábios no instante em que nossos olhares se cruzam.Meu coração dispara contra as costelas. A raiva explode em chamas."O que você está fazendo no meu quarto?" Minha voz sai mais
KnoxSento-me atrás da minha mesa pela manhã e estou olhando para o Sr. Carter, que está do lado oposto da mesa.A luz do sol, em feixes que atravessam as persianas abertas, ilumina o piso de azulejos.Sempre me sinto como se meu escritório fosse uma fortaleza, mas agora parece que estou presa em uma gaiola. Me inclino para a frente, apoiando-me nos cotovelos sobre o mogno brilhante, e me esforço para falar baixo.“Sr. Carter, por favor, me escute”, eu digo. “Posso repor os vinte e cinco milhões que Monica investiu. Imediatamente. Se possível, por transferência bancária hoje mesmo. Basta voltar ao conselho. Diga a eles que eu cuido disso. Diga a eles que esta ainda é a minha empresa.”Ele nem sequer pestaneja. Apenas balança a cabeça lentamente, como se já tivesse tomado uma decisão. "Knox, a decisão está tomada. Documentos assinados e votos contados. O conselho a quer como sócia. Não há nada que eu possa fazer."Meus n







