LOGINO treinamento brutal que recebi desde a infância, as surras, as noites sem dormir, a exposição precoce ao sangue... tudo o que meu pai me fez passar me transformou no predador que sou hoje. Rico além de qualquer conta bancária comum, perigoso o suficiente para ser evitado por governos e, agora, pressionado a cumprir a última obrigação. Gerar herdeiros para ensinar sobre o negócio. Criar homens para a máfia e mulheres que seriam as rainhas de outros criminosos.
— Vou perguntar de novo... Desde quando o senhor faz acordos nas minhas costas? — Massimo, ela é uma boa garota — meu pai disse, ignorando minha fúria latente. — Foi treinada para ser obediente, moldada para ser uma verdadeira esposa dentro das regras da nossa sociedade. — Pode desfazer — falei, a voz soando como o bater de uma tampa de caixão. — Não haverá acordo nenhum. — Você sabe que não é assim que as coisas funcionam! — meu pai alterou a voz, batendo com a mão na mesa. — Eu sei muito bem como as coisas funcionam, pai. Eu sou o dono dessa porra toda agora. E estou dizendo que não haverá acordo de casamento com o sul. Agora, se me dão licença, estou indo embora. Boa noite. Levantei-me sem esperar resposta. Meu pai continuou falando atrás de mim, mas eu já estava mentalmente longe daquela sala de jantar sufocante. Ele não entendia. Não haveria acordo com nenhuma princesa da máfia treinada para a obediência. Porque eu já tinha alguém em mente. Chiara Rossi. A primeira vez que a vi, ela foi como um soco no estômago que eu não vi chegar. Linda, com curvas que pareciam ter sido desenhadas para que as minhas mãos as explorassem. Foi em uma das visitas de rotina à sede administrativa da empresa de tecnologia que a Tríade Negra usa como fachada e investimento. Eu, Matteo e Adrian tínhamos decidido participar ativamente das ações daquela empresa, mas as obrigações com o sangue e a pólvora me mantiveram longe de lá nos últimos meses. Faziam exatamente doze semanas que eu não via Chiara. Doze semanas que o rosto dela não saía da minha mente, como um fantasma que eu não conseguia exorcizar. Mas isso iria mudar amanhã. Eu estava fazendo uma viagem especial apenas para vê-la. Desde o primeiro dia em que a vi sentada atrás daquela mesa de secretária, focada em tarefas mundanas que pareciam pequenas demais para ela, senti um desejo estranho me invadir. Não era a luxúria comum que eu satisfazia com mulheres descartáveis em clubes noturnos. Era algo mais intenso. Algo mais sombrio. Naquele momento, eu tive uma certeza absoluta. Uma certeza que não admitia contestação: Ela seria minha. Ela me disse “Boa tarde, senhor” naquele dia. Apenas três palavras. Eu as tinha ouvido de milhares de pessoas em tons de submissão, flerte ou medo. Mas na voz dela... na voz dela, senti um desejo perigoso se desenrolar na base da minha coluna. Possessividade. Eu não estava acostumado com a sensação de querer algo a ponto de ser violento. O sentimento era quase físico, uma pressão no peito que exigia que eu a tomasse ali mesmo, sobre a mesa, e marcasse cada centímetro daquela pele. Desde aquele dia, eu sabia que nada me impediria. Nada me impediria de fazer Chiara Rossi minha. Nada me impediria de fazê-la me desejar com a mesma intensidade doentia que eu a desejava. Ela era como um feitiço que eu não tinha o menor interesse em quebrar. Que Deus a ajudasse, porque eu não teria misericórdia. Chiara ainda não sabia, mas eu a faria minha. E não seria por uma noite ou por um capricho passageiro. Eu a queria no topo do meu império. Eu a queria na minha cama, carregando o meu sobrenome e, em breve, gerando os herdeiros que a minha família tanto exigia. Ela seria a Rainha da Família Capone. E eu seria o seu único dono.POV: CHIARA Massimo cumpriu exatamente cada palavra que me prometeu naquela noite inesquecível. A mesa de jantar foi realmente apenas o começo da nossa maratona. Depois dali, ele me carregou nos braços e me tomou de todas as formas possíveis sobre o sofá de couro da sala de estar, onde as sombras da lareira dançavam na nossa pele. Não satisfeito, fomos parar no balcão da cozinha. Ele parecia insaciável, possessivo e completamente dominado por aquele desejo feroz que sempre o acompanhou. Atrapalhados pela urgência, até na escada nós fodemos, agarrados aos corrimãos de madeira, com a sua voz rouca ditando o ritmo enquanto eu arranhava os seus ombros sem a menor vergonha. Quando o dia já ameaçava despontar no horizonte e os primeiros raios de luz começavam a clarear o céu, finalmente fomos para o nosso quarto. Exaustos, mas ainda em transe, nos deitamos na nossa grande cama de casal. Lembro-me com clareza de Massimo deitado sobre mim, os olhos verdes brilhando com uma intensidade que q
— Massimo! Aqui na mesa de jantar? — ela perguntou, arfando, com os olhos brilhando de pura adrenalina. — Eu disse que seria na mansão inteira, minha bella — apoiei minhas duas mãos espalmadas na mesa, uma de cada lado do seu corpo, me inclinando sobre ela com o olhar escuro e dominador. — Começando exatamente por aqui. Com dedos rápidos e ágeis, puxei o zíper nas costas do seu vestido, abrindo o tecido até a sua cintura. Chiara me ajudou a deslizar o vestido para baixo, deixando o seu peito exposto, protegido apenas por um sutiã de renda preta que não durou mais do que dois segundos nas minhas mãos. Desfiz o fecho e joguei a peça no chão sem qualquer cerimônia. Seus seios fartos e lindos ficaram expostos diante dos meus olhos. Abaixei a cabeça imediatamente, abocanhando um dos seus bicos eretos com vontade, sugando e lambendo com força enquanto a minha mão direita apertava o outro seio. Chiara jogou a cabeça para trás na mesa de madeira, cravando as unhas nos meus ombros através d
POV: MASSIMO O silêncio finalmente reinava sobre a nossa mansão. A festa de casamento do meu sogro e de Bellina havia terminado há quase duas horas, e o ambiente antes preenchido por gargalhadas, taças tilintando e música suave agora dava lugar apenas ao estalhar calmo do fogo na lareira e à brisa fria da noite italiana que batia suavemente contra as grandes janelas de vidro. Minha mãe já havia levado os meninos para passar a noite em sua casa — Gabriele e Valentino protestando um pouco, como era de se esperar do temperamento difícil de ambos, e o pequeno Alessio já dormindo feito um anjo no colo dela. A casa estava completamente vazia. Seguranças e soldados haviam recebido ordens diretas e expressas minhas para abandonarem o perímetro interno da propriedade e manterem a vigilância estritamente nos portões e nos limites da propriedade. Hoje à noite, a mansão Capone pertencia apenas a nós dois. Caminhei a passos lentos até o bar da sala principal, e servi uma dose generosa de uísque
— Massimo! Então é isso que você quer? Mais um filho? — pergunto, rindo e balançando a cabeça diante da sua obsessão desmedida. — Não é só isso, minha bella — ele murmura perto dos meus lábios, com o olhar escurecido pelo desejo sem limites. — Eu quero comer o cuzinho e a boceta gostosa da minha mulher, mas quero muito ter mais um ou dois filhos correndo por aqui. Quando eu ia responder à altura daquela provocação deliciosa, fomos prontamente interrompidos pelo som de passos apressados no gramado e vozes infantis se aproximando rapidamente. — Mamãe! Mamãe! — gritavam em coro. Olhei para o lado e vi Gabriele e Valentino vindo correndo na nossa direção, ambos vestindo pequenos ternos alinhados, embora com as gravatas levemente tortas de tanto brincarem. Hoje os nossos gêmeos já estão com 6 anos de idade, esbanjando energia e aquela esperteza que às vezes até nos assustava. Enquanto isso, o nosso pequeno Alessio, agora com 3 anos, estava mais atrás, sentado confortavelmente no tapete
POV: CHIARA O som suave de uma música clássica ecoava suavemente pelo nosso jardim, misturando-se ao murmurinho alegre dos convidados, ao tilintar das taças de cristal e às risadas sinceras que preenchiam o ar. O dia estava absolutamente lindo, com o sol da tarde caindo suavemente sobre as árvores bem cuidadas e a brisa fresca da Itália trazendo o perfume agradável das flores montadas nos arranjos. Hoje era um dia de celebração pura e de uma felicidade que parecia transbordar do meu peito. Hoje foi o casamento do meu pai com a Bellina. Olhar para o meu pai no topo daquele altar improvisado no gramado, vestindo um terno impecável e com os olhos brilhando ao segurar a mão de Bellina, trouxe-me uma emoção difícil de descrever. Desde que a minha mãe morreu e ele me criou sozinho, enfrentando todas as dores e responsabilidades do mundo sem jamais reclamar, eu nunca o vi com outras mulheres. Para ele, o amor parecia ter se tornado algo do passado, uma lembrança bonita mantida em silêncio
POV: Massimo O inverno havia chegado com força total à Itália, cobrindo as paisagens com uma névoa fria, mas dentro dos muros da nossa mansão, o clima não poderia ser mais quente e acolhedor. Era noite de Natal. As luzes da grande árvore instalada no centro do salão principal piscavam em tons dourados, refletindo nas taças de cristal e na prataria disposta sobre a longa mesa de jantar. Para esta noite, decidimos deixar de lado as grandes festas formais da organização; queríamos apenas a presença daqueles que realmente importavam. Estávamos reunidos para comemorar o Natal em um ambiente íntimo, onde apenas a nossa família e os amigos mais próximos vieram celebrar conosco, compartilhando risadas, boa comida e uma paz que, em outros tempos, eu julgaria impossível de existir no meu mundo. No entanto, por mais bonito que o salão estivesse decorado, nada chamava mais a minha atenção do que a mulher que se movia graciosamente entre os convidados. Chiara estava absolutamente linda, vestin







