INICIAR SESIÓNMelissa é uma jovem estudante com um futuro promissor, vive em um relacionamento de altos e baixos com o poderoso CEO Marino, que não aceita a sua decisão de ser atriz, porém ela nunca vai desistir daquilo que mais almeja na vida. Foi criada vendo a sua mãe ser submissa ao seu pai obedecendo todas as suas ordens, vendo aos poucos o brilho da sua mãe se perder, que deixou a sua carreira de modelo, para fazer os gostos do marido, por isso não vai deixar que ninguém lhe impeça de viver o que ela tem para si. Será que um acontecimento inesperado pode mudar os planos dos dois? Ela não quer mais saber das suas conversas de que vai mudar, porém agora não estão mais sozinhos.
Ver más— É a oportunidade da nossa vida, Melissa.
Antony segura meus ombros e me sacode. Os olhos dele brilham. — Já imaginou? A gente passa e entra direto numa novela da Globo. Ou numa série. Qualquer coisa. Eu forço um sorriso. Queria estar pulando igual ele. Mas tem o Marino. — Eu sei — digo, ajeitando a alça do vestido. — Só... não fica tão animado, tá? — Por quê? Porque ele pode acabar com tudo antes de começar. Não falo isso. Engulo, afinal, não quero acabar com sonho do meu amigo. O Marino não precisa estar na sala pra pesar. O nome dele já ocupa espaço. — Esquece — respondo. — Vamos passar o texto mais uma vez. Antony bufa e me entrega o roteiro. — Você é teimosa. Esse projeto de Robocop que você chama de namorado não tem poder aqui dentro não, amiga. Pra barrar você na Globo ele ia precisar ser dono do Projac. Eu rio. Uma risada amarga. Se ele soubesse o tamanho dos contatos do Marino... Antony é fé pura. Ele acredita que tudo vai dar certo. A confiança dele me deixa boquiaberta. E com um pouco de vergonha. Porque eu já não acredito tanto assim. A porta do estúdio abre. Uma assistente de produção entra com um tablet na mão e cara de quem não tem tempo. — Prontos? — ela olha pra nós dois. — Hoje quem vai assistir o teste de vocês é o diretor da Malhação. Meu estômago embrulha. — Eu sei que faz um tempo que não passa — ela continua. — Mas quem sabe com um casal jovem ele não se anime pra uma nova temporada. Só não se iludam. Ele também está escalando protagonistas pra outras três novelas. Então aproveitem. O palco é de vocês. Ela sai. Antony me puxa pela mão. — Oração rápida? A gente fecha os olhos. Eu oro. Agradeço. E repreendo. Repreendo o Marino, o ciúme dele, o controle, a chance dele descobrir e me proibir de pisar aqui de novo. Não quero mais viver dependente de ninguém. Muito menos dele. Até hoje me pergunto o que eu vi nele. No começo era proteção. Agora é coleira. Ele decide o que eu assisto. O que eu visto. Ontem brigou porque eu estava vendo uma reportagem sobre desaparecimento de mulheres. — Isso é perigoso, Melissa. Não quero você envolvida. Envolvida em quê? Eu nem tenho acesso a nada. — Ação! — a voz da assistente corta meus pensamentos. Subimos no palco. Luz na cara. Calor. O cheiro de madeira e poeira. E tudo some. O Marino some. O medo some. Só fica eu. E a Érica. — Não acredito que você escondeu esse teste de gravidez de mim! — Antony, como Everton, avança pra cima de mim. — Eu sou o pai, Érica! Merecia no mínimo consideração! Eu recuo. Queixo erguido. A Érica não chora. A Érica morde. — Por quê? — cuspo a palavra. — Se você deixou bem claro que não queria mais nada comigo. Qual era minha obrigação? Dou um passo na direção dele. — A gente não tem nada, Everton. Absolutamente nada. Então não me cobre. Minha voz falha por um segundo. É de propósito. É raiva. — E quer saber? Esse filho é meu. Então não adianta vir cheio de marra. Porque eu não tenho medo de você. Abaixo o tom. Puro veneno. — Começa abaixando a voz comigo. Silêncio. — Corta! — o diretor grita lá do fundo. A gente para. Ofegante. Meu coração está na garganta. O diretor levanta. Homem de uns 50 anos, boné, barba. Ele caminha até a beira do palco. Me encara. Encara o Antony. E sorri. — Se vocês não tivessem se apresentado como amigos — ele diz, devagar — eu ia jurar que são um casal. Antony aperta minha mão por trás. — Que química, meus caros. — o diretor b**e palma uma vez. — Nunca vi alguém se entregar tanto numa cena. E você, Melissa... parece até que convive com gente dessa personalidade. O sangue gela. Conviver? — Parabéns. Vocês foram incríveis. Eu engulo seco e sorrio ainda pensando na sua observação. — Obrigada — digo. A voz sai mais fina do que eu queria. — Desde pequena eu sonho com isso. Quando o Antony me chamou pra fazer o teste, eu fiquei... muito feliz. Ter alguém que te apoia faz toda diferença nesse meio. O diretor assente. Olha pro roteiro. Olha pra nós. — Eu nunca vi nada igual — ele repete. — E eu tenho uma proposta pra fazer pra vocês. O mundo para. — Basta saber se vocês querem — ele completa. Antony está segurando minha mão com tanta força que dói. No desespero que estou, topo qualquer coisa. Qualquer migalha. — Vão se trocar — o diretor ordena. — Na volta a gente conversa sobre os papéis que eu pensei pra cada um. Ele faz uma pausa. Dramática. De propósito. — Já adianto que é uma novela nova. Pra estreia de vocês... Vai ser maravilhoso. Uma novela. Será que é protagonista? Ou dublê? Ou 3 falas no capítulo 4? Não posso me animar. Não posso. No camarim Antony fica andando de um lado pro outro. — Você tá nervosa, né? — ele pergunta sem parar. — Para. Ele gostou da gente, mona. Nossa atuação foi perfeita. A gente ensaiou isso 40 vezes. Ele para na minha frente. — E sabe o que é melhor? — ele abaixa a voz. — É sua chance. De sair. Daquela casa. Daquele traste que você chama de namorado. Antony me conhece desde os 15. Ele viu os sinais do Marino antes de mim. — Você tem noção que estamos a um passo de trabalhar na Globo? — ele me sacode de novo. — Sorri, mulher. Vem. Vamos ver qual proposta é essa. Voltamos pro estúdio. Pernas bambas. Coração na mão. O diretor está sentado. Na mesa dele tem duas pastas azuis. Ele levanta quando nos vê. — Então... — ele abre os braços. — Meus futuros protagonistas. O chão some. Protagonistas? — Espera — Antony fala primeiro, porque eu não consigo. — Você... tá brincando com a gente? Protagonistas? O diretor ri. — Sim. Vocês têm uma química absurda. Nada melhor do que manter o casal que vocês acabaram de fazer. Aquele olho no olho... é difícil de achar, até em ator com 20 anos de carreira. Ele pega as pastas. — Então me digam: aceitam? Porque eu vou mandar buscar uma cópia do roteiro agora. Anestesiada. É assim que eu me sinto. Antony responde por nós dois. — A gente aceita! Eu concordo com a cabeça. Em choque. Sem ar. Sem palavra. É a nossa chance. A minha chance de... Somos interrompidos por palmas. Altas. Fortes. Vindo da porta dos fundos do estúdio. Três homens. Ternos. Óculos escuros. E no meio deles. Marino. — Posso saber qual o motivo de tanta comemoração?Terminamos de gravar naquela tarde, porém nada saiu da cabeça o buquê de flores, junto com o cartão que o Marino me deu. Porque sendo bem sincera não acreditei em absolutamente nada, para mim não passou de uma encenação barata, mas confesso que por pouco não acreditava. Quem não conhecesse o Marino, ia acreditar que ele é um bom homem e que está perdidamente louco e apaixonado por mim. Mas eu que convivi, sei que tudo isso não passa de palavras jogadas ao vento, se eu acreditar, amanhã ele vai dizer que não disse nada disso e que eu estou imaginando coisas. — Você gravou todas as cenas, mas está com a cabeça no mundo da lua, inclusive acabei de te perguntar algo e tenho certeza que você não sabe nem o que falei. Peço desculpas ao Antony, mas a minha cabeça está a mil, com a chegada inesperada desse bebê que está a caminho, o Marino tentando pagar de bom moço é muita coisa para a minha cabeça. — Desculpas! É que estou sem acreditar no que o Marino fez, confesso que ele me pegou d
Pedi para a minha secretária escolher o maior buquê que ela achasse na loja, inclusive escrevi um cartão parabenizando a Melissa pelo início das gravações. Sei que será uma atitude que vai balançar o seu coração, afinal, ela sabe que o antigo Marino teria chegado lá arrastando ela pelos cabelos.Isso também vai me ajudar com o amiguinho, ele mesmo vai se encarregar de falar bem de mim para ela e fazer com que sua amiga volte para mim. Uma coisa que o meu pai sempre falava e que agora na minha cabeça faz todo sentido, tenha sempre seus inimigos por perto, se não conseguir deter os mesmos, então se junte a eles. É isso que estou fazendo neste exato momento aqui nesse maldito Studio, mas por enquanto deixa a Melissa se divertir, achar que me venceu. — Vai amiga pegar as flores, está todo mundo olhando. — A mel vem ao meu encontro, falando apenas um simples obrigado, enquanto tira o cartão das flores para ler. Observo suas expressões mudarem, porém ela não vai dar o braço a torcer tã
Mesmo nervosa para seguir para gravação com o Antony, logo após deixar nossas coisas no seu apartamento. Porém não quero ficar muito tempo na sua casa, acredito que a minha gravidez mesmo inesperada, veio para me dar forças para continuar. Porque em hipótese alguma pretendo contar dessa gravidez ao Marino, melhor deixar ele continuar brincando de CEO dedicado, neste momento é o melhor a se fazer. Principalmente para a minha segurança e deste bebê. — Você já vai falar com o diretor sobre a sua gravidez hoje? Tenho que falar, não posso adiar, até porque como sempre disse minha avó, a barriga vai crescer para frente, não para trás, então não adianta esconder. Até porque sou bem magra, então logo todos vão perceber a diferença no meu corpo.— Sim! Mesmo morrendo de medo de perder este papel que a gente tanto almejou. Não posso simplesmente enganar o diretor ou a produção, tenho que ser honesta e aí vai depender deles, se me querem dentro do elenco ou não. — Meus protagonistas pref
Quando cheguei no hospital, a minha digníssima esposa, já está pronta para ir embora. Claro! Não podia ser com outra pessoa, o Antony, está sempre solicito para o que ela precisar. Se esse cara soubesse o quanto ele me irrita, jamais chegaria perto dela. Dou bom dia pela educação, mas a minha vontade é dar um belo soco, na cara desse imbecil. Talvez assim ele aprenda que mulher dos outros, não se coloca o olho, muito menos toca com desculpa que é homossexual. — Te falei que vinha buscar você, para voltarmos pra nossa casa, posso saber porque não ia me esperar. Os dois olham um para o outro, como se a resposta dependesse dele. — Você sabe que já está tudo acabado, Marino, não sei porque está dando uma de louco, isso não vai nos ajudar em nada, o nosso relacionamento acabou. Minha vontade é rir, porque o único que decide as coisas aqui sou eu. Quem determina se acabou ou não sou eu, ninguém mais. — Apenas brigamos, como sempre, Melissa, nada de mais, estamos acostum












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.