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Meu Marido Força Filho a Ajoelhar na Véspera
Meu Marido Força Filho a Ajoelhar na Véspera
Auteur: Roberto Correia

Capítulo 1

Auteur: Roberto Correia
A pessoa na cama permaneceu imóvel, mas Mateus já estava acostumado.

Ele colocou o biscoito cuidadosamente ao lado do meu travesseiro antes de devorar sua própria metade.

Ele tocou a barriga, ainda sentindo muita fome.

Mateus olhou instintivamente para o biscoito que ninguém comeu, depois foi com destreza até a cozinha e encheu um copo grande com água fria para beber.

Minha alma flutuava no ar, e a cena fez meu coração doer.

Este ainda era o meu Mateus, que choramingava de fome se o jantar atrasasse um pouco?

Como ele pôde mudar tanto em apenas três dias desde que parti?

O celular acendeu de repente, revelando o papel de parede com uma foto da nossa família.

No quarto aconchegante, Guilherme me abraçava, ainda sonolenta, junto com Mateus, enquanto todos sorríamos para a câmera.

Seus rostos, oitenta por cento semelhantes, exibiam a mesma alegria.

Naquele dia, eu ainda estava dormindo quando Guilherme entrou com Mateus na ponta dos pés, sussurrando:

— Mateus, a mamãe dormiu demais de novo. Vamos acordá-la juntos, que tal?

Mateus assentiu, sorrindo como um gatinho travesso:

— Sim, papai.

Guilherme ergueu as sobrancelhas e tirou de trás das costas uma delicada pena, colocando-a suavemente na ponta do meu nariz.

Uma vez, duas vezes, até que eu não aguentei, espirrei e me sentei irritada, pegando o travesseiro para ameaçá-lo.

— Guilherme!

O homem puxou Mateus para sua frente, como se pedisse ajuda.

— Mateus, rápido, ajude o papai a parar a mamãe.

Uma confusão divertida se seguiu.

A imagem calorosa despertou as memórias de Mateus, e ele olhou surpreso para a pena no vídeo, seus olhos brilhando:

— Era assim que o papai acordava a mamãe preguiçosa?

Ele largou o celular e correu para a beira da cama.

— Mamãe, eu sei como te acordar. Vou voltar para nossa antiga casa e trazer a pena.

Observando Mateus sair com tanta determinação, fiquei paralisada e, por instinto, tentei pegar os sapatos no chão para calçá-lo.

Mas minha mão atravessou o ar sem encontrar resistência.

Era verdade, eu havia esquecido.

Eu estava morta e não podia mais cuidar do meu Mateus.

Ao sair de casa, segui Mateus até a antiga mansão.

Hoje era Véspera de Natal, e as ruas estavam impregnadas com o cheiro de fogos de artifício e o som de rojões.

Misturava-se com as risadas alegres de famílias reunidas, um barulho festivo que chegava a assustar.

Em frente à mansão suntuosa, um homem alto e bonito brincava de guerra de bolas de neve no jardim com uma menina de apenas seis anos.

De vez em quando, ouvia-se a voz gentil do homem.

— Cuidado, não vá cair.

Natália observava ao lado, com um sorriso de pura satisfação nos olhos.

Que cena de uma família feliz e harmoniosa.

Mateus viu tudo através da grade, piscou os olhos, sentindo uma pontada de tristeza.

Antigamente, Guilherme também costumava brincar de guerra de bolas de neve com ele nas noites de Véspera de Natal.

Ele enxugou uma lágrima e, na ponta dos pés, tocou a campainha.

Logo alguém veio abrir a porta, mas não foi Guilherme, foi Natália.

— O que você está fazendo aqui?

Ao ver Mateus, o sorriso no rosto da mulher congelou, substituído por uma profunda desconfiança.
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