INICIAR SESIÓNContinuação.
De repente, com um movimento rápido e quase imperceptível, ele conseguiu afrouxar uma das cordas que prendia os braços. Meu coração disparou, e eu dei um passo para trás, segurando o alho com mais firmeza. — Ei! — gritei, tentando soar firme, mas minha voz tremia um pouco. — Fica aí, não tente nada! Ele soltou um riso baixo, cheio de sarcasmo, e inclinou-se levemente, mantendo os braços ainda parcialmente presos. — Ah, você realmente acha que um pedaço de alho e algumas cordas podem me deter? — disse, a voz divertida. — Que humana engraçada… — Engraçada? — repliquei, cruzando os braços e dando um passo para frente. — Eu diria… esperta! Ele piscou, os olhos vermelhos brilhando, e soltou outro estalar de dedos. Meu corpo estremeceu, e por um instante pensei que ele iria me atacar. Mas nada aconteceu. Ele apenas sorriu, como se estivesse testando minha coragem. — Estalar os dedos é divertido, sabe — disse, com um tom quase zombeteiro. — Mas ver você se contorcendo de medo é… ainda melhor. Eu revirei os olhos, tentando não demonstrar o quanto minhas pernas tremiam. — Só por enquanto — murmurei, dando outro passo atrás. — Só por enquanto você tem alguma vantagem. Ele finalmente se libertou quase totalmente, mas em vez de avançar imediatamente, ficou parado, me observando com aquele sorriso torto, provocador. — Você é impossível — disse, e a voz dele tinha um misto de divertimento e ameaça. — Mas eu gosto disso. — Gosta, é? — disse, arqueando uma sobrancelha. — Então não vá estragar tudo tentando me atacar agora! Ele soltou um riso rouco, inclinando-se ligeiramente na minha direção, como se estivesse brincando com o perigo. — Humana atrevida… — murmurou. — Vamos ver até onde essa ousadia te leva. Ele se aproximou, os olhos vermelhos brilhando com intensidade, mas ainda mantendo aquele sorriso torto que me deixava alerta. — Você não tem noção do que despertou, humana — disse, a voz baixa e ameaçadora, mas carregada de sarcasmo. — Mas vou deixar você descobrir por si só. Está vendo aquele livro ali? Ele vai te contar exatamente a minha existência. — Uma coisa eu sei — respondi, cruzando os braços e tentando manter a postura firme, mesmo nervosa — que de Deus você não é. Ele riu alto, um som sombrio e divertido ao mesmo tempo. — Hahaha… você realmente tem senso de humor, humana! — disse, os olhos brilhando ainda mais. — Você lançou algum feitiço contra mim e me prendeu a você, sua maldita bruxa! — Como é? — exclamei, indignada e corada de raiva. — Estou mais para uma fada! — levantei o dedo indicador, mostrando meu rosto, tentando parecer inocente. — Me comparar com uma bruxa me ofende! E mais: não sei do que você está falando. Eu nunca ia prender um vampiro a mim… nem morta! Ele arqueou uma sobrancelha, inclinando a cabeça com aquele sorriso torto. — Oh, que fofa… uma fada desafiadora! — murmurou, sarcástico. — Mas não subestime o que você desencadeou, humana atrevida. Eu respirei fundo, mantendo as cordas em mãos e tentando não demonstrar o medo que me consumia por dentro. Apesar da situação, havia algo quase divertido em vê-lo tão irritado e ainda assim tentadoramente arrogante. — Tá, então — disse, apontando para o livro com a mão livre — se ele vai me contar sobre você, espero que seja um pouco mais simpático do que você, seu vampiro arrogante. Ele soltou mais um riso rouco, inclinando-se levemente para frente. — Humana insolente… gostei de você. Mas cuidado, porque você ainda não faz ideia do quanto se meteu. Peguei o livro com cuidado, ainda observando os movimentos dele. Ao abri-lo, meus olhos caíram sobre uma página que parecia brilhar com uma luz própria. E lá estava… o nome dele. Wei Valentae Não consegui conter o riso. — Hahahah… Valentae! — exclamei, quase caindo para trás de tanto rir. — Essa é boa! Ele franziu a testa, os olhos vermelhos fixos em mim, claramente confuso e irritado. — O que há de errado com você? — perguntou, a voz baixa e ameaçadora. — O que há de errado? — repeti, rindo ainda mais. — Você mandou eu ler o livro, mas na primeira parte já aparece Valentae não conseguir me segurar! Hahaha! Ele bufou, tentando parecer sério, mas era impossível ignorar o leve arquejar dos lábios como se quisesse rir também, eu sei como quebrar a marra desse vampiro arrogante. — Humana insolente… — murmurou, os olhos brilhando. — Você realmente acha engraçado me desafiar assim? — Acho sim! — respondi, cruzando os braços e sorrindo atrevida. — E olha só… se você não conseguir me segurar, quem vai ter problemas é você, Valentae! Ele soltou um riso baixo, misto de diversão e frustração, e eu percebi que, apesar de todo o perigo que ele representava, agora havia espaço para aquela pequena batalha de provocações que, de algum jeito, nos aproximava ainda mais. Segurei o livro com mais firmeza, folheando rapidamente as páginas iluminadas pela luz fraca da mansão. Cada linha parecia carregar um peso sobrenatural, e meu coração disparava a cada descoberta. Enquanto lia, fiquei sem fôlego ao perceber a verdade horrível: ele não era apenas um vampiro ou um ser poderoso… ele era o próprio Diabo reencarnado. Meu corpo tremeu, e eu recuei um passo, incapaz de acreditar no que via. — Jesus, Maria e José… — murmurei, quase em choque. — O que eu fiz pra mim mesma? Tentei fechar o livro, mas algo me puxou para a próxima página. E então… meus olhos se arregalaram ainda mais. A história contava que, em um século passado, ele mantinha um harém com mais de 50 mulheres. — Que… que cara cafajeste! — murmurei, mais para mim mesma do que para ele, incapaz de segurar o riso nervoso. — Essa cara dele não nega- Digo olhando para ele. Ele levantou a cabeça de repente, os olhos vermelhos fixos em mim, agora misturando choque, raiva e diversão. — Você me chamou de… o quê? — rugiu, a voz baixa e ameaçadora, mas ainda carregada de sarcasmo. — Cafajeste! — repeti, cruzando os braços e tentando manter a postura firme. — Não me olhe assim! É a verdade, Valentae. Esse livro acabou de confirmar tudo! Ele soltou um riso rouco, inclinando a cabeça para trás, claramente divertido com a audácia da minha reação. — Hahaha… humana atrevida. Então você realmente não se intimida com minha história? Impressionante… — murmurou, ainda tentando esconder o sorriso. — Mas cuidado, porque ainda há muito mais que você não deveria saber. Meu coração continuava acelerado, mas agora misturado a uma adrenalina estranha e quase divertida. Ele era aterrorizante… mas, ao mesmo tempo, um verdadeiro personagem de história que eu não podia acreditar que existia na minha frente.Lua Narrando. Eu sempre achei que a morte fosse o fim. Hoje eu sei que a morte foi apenas a porta do meu recomeço. Depois que acordei naquele caixão—com Wei respirando contra minha boca, com nossas lembranças queimando dentro de nós como brasas vivas—achei que nada poderia superar aquele choque. Mas a vida, ou o destino, ou talvez os céus arrependidos… ainda tinham mais para nos entregar. Os dias que se seguiram foram estranhamente calmos. Parecia que o universo segurava a respiração, esperando o que faríamos com essa segunda chance. E nós aproveitamos cada momento. Foi Wei quem pediu primeiro. — Lua… vamos reescrever tudo do jeito certo desta vez. Aquele homem que já fora frio como gelo, que já me matara e morrera comigo, agora me olhava como se eu fosse o eixo da nova eternidade dele. Então, simplesmente respondi: — Sim. Nos casamos de forma simples para padrões humanos, mas absurda para padrões celestes. As velas se acenderam sozinhas. As sombras dançaram. Selen
Lua Narrando. O multiverso era silêncio. Não céu. Não inferno. Não tempo. Apenas Wei… e meu corpo, inerte nos braços dele. Eu flutuava ali, como se minha alma estivesse suspensa entre dois mundos. Não conseguia tocar, não conseguia chamar, não conseguia voltar. Era como assistir ao fim de tudo através de um vidro trincado. Wei estava parado no centro do nada — literalmente o nada. Um espaço branco, infinito, sem chão e sem horizonte. Ele já havia destruído tudo: Scarlett virou pó. Os anciãos foram rasgados pela sua fúria. As portas do Submundo não existiam mais. O Céu tinha sido aberto ao meio. E agora… não restava nada além dele. E de mim. Eu via o rosto dele — o velho Wei, o frio, o devastador — mas havia algo novo ali: uma dor que parecia partir o universo com ele. As mãos dele tremiam ao segurar meu corpo. A aura negra que envolvia seu corpo se expandia e retraía como um coração apodrecido pulsando violência. Ele esperou. Esperou segundos.
Continuação. Enquanto lutávamos, senti meus poderes se esgotarem como água escapando por entre meus dedos. Era minha última chance de matá-la ali. Meu corpo tremia, minha magia vacilava, mas quando avancei — certa de que Scarlett estava bem diante de mim — foi Wei quem surgiu. Ele atravessou meu peito com a espada. O ar fugiu dos meus pulmões. Arregalei os olhos quando a lâmina me cortou não apenas a carne, mas algo mais fundo. Algo que ardia, corroía, como se o próprio submundo tivesse cravado as garras dentro de mim. Atrás dele, Scarlett ria — aquela risada cortante, satisfeita — enquanto a aura sombria continuava prendendo Wei como uma marionete. Mas… era minha última chance. A última exatamente como no começo de tudo. Eu precisava trazê-lo de volta. Segurei o rosto dele, mesmo sentindo a espada afundar mais em meu peito, e o beijei. Meu sangue escorria pelo canto da minha boca enquanto lancei meus últimos feitiços. Uma onda gelada se ergueu ao nosso redor, envolvendo
continuação... Eu tentava ao menos mover uma mão, mas era impossível. O feitiço que me prendia me esmagava por dentro, e tudo o que consegui fazer foi observar o brilho de uma flecha vindo direto na minha direção. Nunca imaginei que existisse alguém capaz de me conter assim. Fechei os olhos esperando a morte… mas nada aconteceu. Abri um olho lentamente. Depois o outro. Wei estava ali — segurando a flecha com apenas uma mão. Ela já estava a poucos centímetros do meu peito quando ele simplesmente a jogou para longe. Mas não era só uma. Várias outras flechas vieram em sequência, rápidas, letais. E ele… me segurava com uma mão enquanto a outra desviava, quebrava ou arremessava as flechas para longe. Nós dois parecíamos dançar entre elas. Os outros continuavam congelados no feitiço. Foi então que Wei murmurou algo em uma língua antiga, ergueu a mão e liberou uma onda de energia que estilhaçou o encantamento. Todos voltaram ao normal ao mesmo tempo, respirando como se tivess
Lua narrando Entrei no quarto tomada de raiva. Tirei os arranjos do cabelo, os colares e as pulseiras e joguei tudo no chão. Bastou um estalar de dedos — e as chamas engoliram cada pedaço. — Você viu aquilo? — falei entre os dentes. — Aquela mulher é uma cobra venenosa. Selene veio atrás de mim, cautelosa, como quem pisa em vidro. — Quer que eu dê um jeito nela? — Não. — Cruzei os braços. — Com ela eu me resolvo. Mas tem algo estranho ali. Não estou tendo um bom pressentimento. Selene arqueou uma sobrancelha. — O Wei do passado nunca seria assim por mulher nenhuma. Até mesmo com você foi difícil conquistá-lo, lembra? — provocou, rindo. Revirei os olhos. — Para com isso! Eu era tímida, e ele era um mal-amado. — Respirei fundo. — Mas agora... parece que algo aprisiona o Wei de antes. Ele pode ter renascido, mas com o poder que tem, já era pra ter lembrado de tudo. — Então ele está sendo manipulado desde que renasceu — Selene disse, pensativa. — Exato. E aquela cobra
Scarlett narrandoNão acredito que ele trouxe ela para cá.Ela é só um título, uma farsa, não tem nada de especial.Depois de tudo que fiz por ele... não, Wei não vai me deixar de lado. Ele é meu.— Precisamos conversar, Scarlett. — Wei disse, sentando-se no trono com a voz fria. — Estou sem paciência para esse tipo de coisa.Finjo um sorriso, abaixando a cabeça.— Eu sei... — murmuro. — Deixei o ciúme tomar conta de mim, mas é que... eu não aguentei, meu senhor. Você nunca mais me visitou, me deixou de lado... por causa dela. Da Imaculada.(Meu feitiço está se enfraquecendo.)Por culpa daquela mulher insolente.Se os Anciãos descobrirem que a missão está ruindo, eu estou perdida.Mas se o feitiço se quebrou... então chegou a hora do plano dois.E quando ele for posto em prática, o próprio Wei se livrará dela.(risada baixa) — Hahahaha...— Não interessa! — ele gritou.O som da voz dele ecoou pelas paredes do salão, tão forte que todos ao redor se curvaram, até mesmo eu.Nunca… nunca







