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Cap.168

last update publish date: 2026-09-07 21:07:12

Cap.168

O pátio monumental do palácio da capital Lua de Prata nunca pareceu tão vasto, milhares de lobos se aglomeravam.

Havia um luto coletivo, um peso invisível que curvava os ombros dos guerreiros . Contudo, entre a multidão, havia também um burburinho elétrico, uma ansiedade palpável que Lirah, isolada na casa dos pais nos últimos dias, não conseguia compreender. Ela não fazia ideia de que seu nome havia se tornado uma lenda sussurrada em cada esquina da capital.

Para Lirah, estar ali era c
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    Cap.169O coro de vozes se ergueu, reverenciando a mulher que havia sangrado nas sombras para que eles pudessem viver na luz. Lirah olhou para a imensidão de lobos ajoelhados, e a dor de todos os anos de isolamento começou a se dissolver, sendo lavada pela aceitação verdadeira de seu povo.Kaelom virou-se para ela, ignorando a multidão. Ele ajoelhou-se novamente, desta vez usando ambos os joelhos, segurando as mãos de Lirah contra o próprio peito.— Me perdoe — implorou Kaelom, as lágrimas finalmente escapando de seus olhos imponentes. — Me perdoe por ter sido um tolo covarde. Por ter tentado enfrentar o destino sozinho. Por antes não ter te marcado, por não ter te reconhecido perante o mundo, por ter deixado você acreditar que não era amada. Você sempre foi a minha alma, Lirah. Desde a nossa vida passada, até o fim dos tempos.Antes que Lirah pudesse encontrar a própria voz, um movimento no estrado chamou a atenção de todos. Roselie desceu as escadas lentamente e parou a poucos metro

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    Cap.168O pátio monumental do palácio da capital Lua de Prata nunca pareceu tão vasto, milhares de lobos se aglomeravam.Havia um luto coletivo, um peso invisível que curvava os ombros dos guerreiros . Contudo, entre a multidão, havia também um burburinho elétrico, uma ansiedade palpável que Lirah, isolada na casa dos pais nos últimos dias, não conseguia compreender. Ela não fazia ideia de que seu nome havia se tornado uma lenda sussurrada em cada esquina da capital.Para Lirah, estar ali era como reviver um pesadelo cíclico.Ela estava espremida no meio da multidão, escondida pelos ombros largos de seu pai, Aron, e segurando a mão trêmula de sua mãe, Elarah.O vento frio açoitava seus cabelos prateados, mas o frio maior vinha de seu próprio peito.Ao erguer os olhos para o grande estrado de mármore negro, seu coração afundou. Lá estava Kaelom.O Alfa Supremo vestia trajes cerimoniais escuros, a postura ereta e impecável, mascarando as ataduras que ainda envolviam seu tronco sob o tec

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    Cap.167O silêncio no grande salão da Universidade tornou-se denso e cortante quando as fileiras de guardas se ajoelharam.Do meio da multidão chocada, duas figuras abriram caminho até a frente do estrado. Eram Marcos e Melissa, os líderes responsáveis pela divisão de medicina da alcatéia, melhores amigos de Lirah.O jaleco de Marcos ainda carregava manchas de sangue das cirurgias recentes, e os olhos de Melissa estavam vermelhos de exaustão, mas a postura de ambos era de pura determinação.Eles pararam diante de Lucien e da Rainha Mãe, recusando-se a abaixar a cabeça para o híbrido.— Lirah sempre foi da nossa alcatéia — declarou Marcos, a voz tremendo levemente, mas ganhando força ao ecoar pelo auditório. — Nós sentimos a falta dela em cada dia em que esteve ausente. E nós, o povo de Lua de Prata, reconhecemos o sacrifício que ela fez por todos nós hoje.Melissa deu um passo à frente, as mãos unidas em um apelo desesperado.— Devolvam a nossa verdadeira Luna, por favor. Não queremos

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    Cap.166O cheiro de mirra e madeira queimada pairava pesado sobre a capital Lua de Prata. As piras funerárias ardiam nos pátios externos do palácio desde o amanhecer, erguendo colunas de fumaça branca que manchavam o céu cinzento.A cidade inteira estava mergulhada em um luto denso e doloroso; centenas de soldados haviam tombado de forma covarde, rasgados pelas garras da guarda de elite do Norte antes mesmo de terem a chance de sacar suas armas. Viúvas choravam nas calçadas, e veteranos de guerra carregavam os corpos de seus irmãos de armas em macas improvisadas.Contudo, por baixo do véu do luto, um murmúrio elétrico corria pelas ruas e pelos corredores superlotados do hospital da universidade.O nome de Lirah estava na boca de cada sobrevivente.A garota que desaparecera meses antes, dada como morta por muitos e tratada como um mero segredo de estado pelos nobres, havia retornado, alguns boatos ate diziam que ela tinha sido renegada e banida de alcateia mesmo depois de ter feito a c

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    Cap.165O aroma penetrante de antisséptico e essência de lírio impregnava o pavilhão médico da Universidade Imperial da Capital. O local, antes transformado em laboratório de extração e tormento, agora rugia em um alvoroço de emergência. Médicos e enfermeiros correavam pelos corredores de pedra lavada, limpando as marcas de sangue e fuligem das paredes enquanto atendiam centenas de soldados e civis feridos no confronto.Lirah caminhou devagar pelo corredor amplo, o tecido de sua túnica ainda sujo de poeira e fuligem.Ao encostar-se na mureta do pátio interno, sentiu a presença calma de Lucien aproximar-se.O híbrido trazia duas xícaras de chá medicinal, entregando uma a ela sem dizer nada.— Como estão as crianças? — perguntou Lucien após um momento de silêncio, encarando o horizonte onde o Sol começava a se pôr sobre a capital recuperada. — A anciã enviou alguma mensagem pelos receptores da matilha?— Estão bem — respondeu Lirah, um sorriso tênue e fugaz cortando sua exaustão. — Segu

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    Cap.164A atmosfera no Salão de Reuniões tornou-se quase irrespirável. A pressão psíquica que acompanhava a voz de comando não era uma mera demonstração de força, era o peso esmagador de uma soberania secular.Das sombras do corredor principal, onde a fumaça das explosões ainda flutuava, emergiu a Rainha Mãe dos Vampiros.Ela caminhava com uma elegância assustadora.Não havia mais vestígios do estado debilitado ou da fragilidade que a marcara no passado; sua pele pálida reluzia como mármore esculpido, e seus olhos, um escarlate vívido e pulsante, pareciam reter o próprio fogo ancestral da linhagem pura.Trajada em vestes negras tecidas com fios de prata, cada passo que dava fazia o ar ao redor vibrar.A visão da Rainha em seu ápice congelou os Anciões. A guarda de elite do Norte, que momentos antes mantinha os lobos e Lucien sob ameaça de morte, caiu de joelhos em um movimento mecânico e involuntário. O som das armaduras colidindo contra o chão de mármore ecoou pelo salão.— V-Vossa M

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