LOGINO SACRIFÍCIO DA PRINCESA CRISTAL Helena nasceu para ser uma princesa, mas nunca imaginou que seu sangue carregasse um poder capaz de mudar o destino de dois mundos. Criada no reino das fadas, ela sempre ouviu histórias sobre os perigos das alcateias e sobre os lobos que um dia foram inimigos de seu povo. Porém, quando uma antiga profecia começa a se cumprir, Helena é obrigada a abandonar tudo o que conhece e entrar em um mundo onde não sabe em quem confiar. É lá que seu caminho cruza com o do poderoso Alfa Darley. Ele deveria vê-la apenas como uma ameaça. Ela deveria odiá-lo por tudo o que os lobos representam. Mas uma atração inexplicável nasce entre os dois, tornando impossível ignorar uma ligação que parece existir muito antes de eles se conhecerem. Enquanto Helena tenta compreender seus poderes e descobrir por que seus olhos carregam a marca do cristal, Darley luta contra sentimentos que podem colocar sua alcateia em perigo. Mas eles não terão apenas o destino contra si. Celeste, meia-irmã de Helena, sempre desejou aquilo que pertencia à princesa. Movida pela inveja e pela ambição, ela está disposta a destruir Helena para conquistar o poder que acredita merecer — mesmo que para isso precise transformar amor em ódio e provocar uma guerra. Entre magia, segredos, traições, batalhas e uma paixão impossível de controlar, Helena descobrirá que ser uma princesa não significa obedecer ao destino. Às vezes, para salvar aqueles que ama, é preciso estar disposta a fazer o maior sacrifício de todos. E quando o poder da Princesa Cristal finalmente despertar, ninguém estará preparado para descobrir quem Helena realmente é.
View MoreCapítulo 1 — O Presságio
O som do aço cortando o ar era a única música que Helena precisava naquela manhã. Sob o sol dourado, filtrado pelas copas das árvores milenares da aldeia das fadas, a princesa se movia como uma dança mortal. Seus longos cabelos negros estavam presos em uma trança firme, balançando a cada movimento, enquanto seus olhos azuis acompanhavam atentamente cada ataque. — Mais rápido! — ordenou Helena, com a voz firme. Dois soldados avançaram ao mesmo tempo. Ela recuou um passo, desviou da primeira espada e bloqueou a segunda com sua lâmina de prata. O impacto fez seus braços vibrarem, mas Helena não demonstrou fraqueza. Girou o corpo, passou entre os dois soldados e, em poucos segundos, colocou a ponta da espada contra o peito de um deles. Silêncio. O soldado engoliu em seco. Helena sorriu de canto. — Se isso fosse uma batalha de verdade, você estaria morto. O homem abaixou a espada e respirou fundo. — Está ficando impossível derrotá-la, princesa. Alguns soldados riram. Helena apenas guardou a espada. Ela vestia uma armadura leve, própria para treinamento, que permitia liberdade para seus movimentos. Mesmo sendo uma princesa, nunca gostou de depender de guardas para protegê-la. Desde pequena, aprendera que uma coroa não significava segurança. Muito pelo contrário. A coroa também podia ser uma sentença. Helena passou a mão pela testa, limpando o suor, quando ouviu uma voz conhecida atrás de si. — Você está cada dia mais implacável. Ela se virou. Hiago estava encostado em uma das árvores, observando-a com um sorriso tranquilo. O elfo tinha cabelos castanhos levemente bagunçados e olhos atentos. Havia algo nele que sempre fazia Helena se sentir protegida. Hiago era seu amigo desde a infância e conhecia coisas sobre ela que ninguém mais conhecia. Conhecia suas alegrias. Seus medos. E, principalmente, a dor que carregava desde a morte trágica de seu pai. — Preciso estar preparada — respondeu Helena. Hiago se aproximou. — Preparada para quê? Helena ficou em silêncio por alguns segundos. Olhou para as árvores. Para o céu. Para a aldeia. Tudo parecia normal. Mas não estava. — Não sei explicar — confessou. — É como se alguma coisa estivesse prestes a acontecer. Hiago franziu a testa. — Você sentiu alguma coisa? — Não exatamente. É apenas uma sensação. Ela tocou o cabo da espada. — A paz está estranha. Silenciosa demais. Antes que Hiago pudesse responder, Helena percebeu um movimento entre as árvores. Era Celeste. Sua meia-irmã caminhava apressadamente em direção à saída da aldeia. Vestia um elegante vestido claro e carregava uma pequena bolsa. Enquanto caminhava, conferia o próprio reflexo em um pequeno espelho, retocando os lábios. Helena observou em silêncio. Celeste nunca escondia sua ambição. Ela odiava o fato de Helena ser respeitada pelo povo. Odiava quando os soldados a obedeciam. Odiava ainda mais quando alguém dizia que Helena seria uma grande rainha. Para Celeste, Helena sempre havia recebido tudo o que ela desejava. — Onde ela vai com tanta pressa? — perguntou Hiago. Helena estreitou os olhos. — Não sei. Mas, no fundo, sabia. Celeste estava obcecada pelo território dos lobos. Nos últimos meses, falava constantemente sobre Darley, o poderoso Alpha daquela região. Dizia que ele possuía riquezas, força e influência. Dizia que, ao lado dele, poderia finalmente conquistar o poder que acreditava merecer. — Ela ainda está atrás de Darley? — perguntou Hiago. Helena assentiu. — Está. O rosto de Hiago mudou imediatamente. — Helena, você sabe quem ele é. — Sei o que dizem sobre ele. — Não. Você não sabe. Ele se aproximou e abaixou a voz. — Dizem que Darley não tem piedade. Que até os próprios lobos têm medo de contrariá-lo. Helena olhou novamente para Celeste. A irmã já estava desaparecendo entre as árvores. Uma sensação gelada percorreu sua espinha. — Celeste está brincando com algo que não entende. Hiago respirou fundo. — E se ela colocar a aldeia em perigo? Helena não respondeu. Porque aquela era exatamente a pergunta que começava a atormentá-la. E havia mais alguém que a preocupava. José. Seu padrasto nunca demonstrara verdadeiro carinho pelas filhas. Desde que a família perdera prestígio, ele enxergava cada casamento, cada aliança e cada acordo como uma oportunidade de recuperar aquilo que havia perdido. Helena sabia que José seria capaz de fazer qualquer coisa por poder. Até mesmo entregar uma filha. Ela apertou os dedos ao redor do cabo da espada. — Preciso descobrir o que Celeste está planejando. Hiago segurou seu braço. — Não vá atrás dela sozinha. Helena encarou os olhos do amigo. — Prometo ter cuidado. Mas nenhum dos dois sabia que aquela promessa seria impossível de cumprir. Naquela mesma manhã, enquanto Helena recolhia suas armas, uma decisão já havia sido tomada longe dali. Uma fuga. Uma mentira. E um pacto de sangue. O destino da aldeia das fadas começava a se mover como uma sombra silenciosa. E, sem saber, Helena estava caminhando diretamente para o centro daquela tempestade. Para o território dos lobos. Para o encontro que mudaria sua vida. E para os braços do homem que todos chamavam de monstro. O Alpha Darley. 💕 Oi, queridos leitores! O que vocês estão achando do nosso primeiro capítulo? Espero de coração que estejam gostando da história, porque isso é só o começo! Preparem-se, porque muitas reviravoltas, segredos, perigos e sentimentos ainda estão por vir. Helena ainda nem imagina o que o destino está preparando para ela. Será que Celeste realmente sabe onde está se metendo? E quem é, de verdade, o temido Alpha Darley? Espero que vocês continuem acompanhando essa nossa aventura e me apoiem nessa história que estou escrevendo com muito carinho. Um grande abraço para cada um de vocês. ❤️ Agora chega de conversa... Vamos voltar para a história? O próximo capítulo promete!Darley permaneceu em silêncio depois que Kael terminou de falar.Durante toda aquela conversa, ele havia ficado ao lado de Helena, segurando sua mão e tentando demonstrar segurança, mesmo quando cada nova informação parecia abrir uma ferida diferente em sua certeza.Mas agora que Kael havia terminado de falar, Darley percebeu que estava com dificuldade para organizar os próprios pensamentos.Ele sempre havia sido o mais poderoso.Desde que assumira a posição de Alfa, aprendera a conviver com a responsabilidade de proteger sua matilha. Não existia criatura dentro de seu território que ele acreditasse ser capaz de enfrentá-lo e sair vitoriosa. Seu poder era conhecido, respeitado e temido.Durante muito tempo, Darley acreditou que isso era suficiente.Ele sabia que havia criaturas antigas no mundo. Sabia que existiam magias que nem mesmo os lobos compreendiam completamente. Mas nunca imaginou que pudesse haver seres capazes de fazer seu próprio poder parecer pequeno.Agora sabia.Quatro
Helena permaneceu diante da janela, olhando para a escuridão que cobria a floresta. As palavras de Kael ainda pesavam sobre seus pensamentos.Seis seres.Seis reis e rainhas que haviam vivido em uma época tão antiga que seus reinos já não existiam. Seis criaturas que, assim como Kael, haviam conhecido o poder, a glória e a queda.Ela voltou lentamente o rosto para ele.— Você falou que essa poderia ser a diferença entre nós.Kael a observou por alguns segundos antes de responder.— É.Ele caminhou até ela, mantendo uma distância respeitosa.— Essa é a diferença entre mim e você, Helena. Eu nunca me apaixonei. Nunca tive um vínculo de alma com alguém.Helena sentiu o coração apertar.Kael continuou:— Eu acreditava que não precisava de ninguém. Achava que o poder era suficiente para preencher qualquer vazio. Quanto mais eu conquistava, mais queria. Quanto mais poderoso eu ficava, menos precisava das pessoas ao meu redor. Até que, um dia, eu já não tinha ninguém.Ele abaixou os olhos.—
Helena permaneceu em silêncio depois que Kael terminou de falar. As palavras dele continuavam ecoando dentro de sua cabeça, como se cada uma tivesse encontrado um lugar para permanecer. Ele havia sido um rei. Não apenas um rei qualquer, mas um rei poderoso, temido por outros reinos e por criaturas que hoje sequer existiam mais. Durante séculos, Kael havia governado terras, comandado exércitos e acumulado um poder que parecia impossível de imaginar. E, ainda assim, ele estava ali. Diante dela. Depois de tudo aquilo. Helena olhou para Kael com uma mistura de desconfiança, medo e curiosidade. Até aquele momento, ela o enxergava apenas como uma criatura antiga que havia esperado pelo despertar de seu poder. Agora, porém, começava a perceber que havia muito mais escondido por trás daquele olhar. — Você realmente foi um rei? — perguntou ela, quase em um sussurro. Kael assentiu. — Fui. Helena respirou profundamente. Era estranho pensar nele daquela maneira. Um rei. Alguém que u
Depois de tudo o que havia acontecido, a fortaleza da matilha já não parecia a mesma.A descoberta da traição de Celeste havia mudado o ambiente entre todos. Não havia mais cochichos sobre o que ela tinha feito, porque agora todos sabiam que ela havia passado informações sobre o sangue de Helena. O que ninguém conseguia ignorar era o tamanho da consequência.Darley havia sido o primeiro a tomar uma decisão.Celeste fora levada para o calabouço da matilha, onde permaneceria até que ele decidisse o que seria feito com ela. Porém, mais do que a prisão, o que realmente havia destruído Celeste era a maneira como Darley passou a tratá-la.Ele não gritava com ela. Não a insultava. Não demonstrava raiva.Era pior.Ele simplesmente havia perdido todo o carinho, toda a confiança e todo o respeito que um dia sentira pela própria irmã.Para Darley, Celeste havia ultrapassado uma fronteira que não poderia ser apagada com um pedido de desculpas.Helena também havia chegado à mesma conclusão.Durant






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