LOGINISABELLA:— O que está acontecendo aí, Isabella? — Ouço a voz de Luísa pelo celular. Olho pela varanda e vejo os seguranças correndo pelo jardim. Volto para o quarto, fecho a porta balcão de aço e a tranco, e fecho a de vidro também, que era blindada. — Porra, Isabella, você não dá uma folga nessa desgraça toda? O Ares está indo aí, com alguns soldados dele.Assim que me aproximo do celular, já vejo Marco me ligando.— Meninas, vou atender o Marco. — Aviso rapidamente.— Heitor e Jhon estão indo também. — Vitoria avisa. Agradeço e atendo Marco. Meu coração está acelerado. O que está acontecendo?— Marco...— Vai para o quarto de segurança. — Ele logo fala com sua voz mais grossa, calma, porém, quando e
MARCO:Minha cabeça ainda tenta processar tantas informações, tudo o que Daniela passou nas mãos daquele maldito nojento, mas isso não muda o fato de que todos mentiram para nós, inclusive ela, que nos fez crer que o filho era nosso.Mas não tenho como ficar com raiva dela. Talvez apenas estivesse querendo fugir dos abusos do irmão, estando conosco, mas, ainda assim, era uma mentira. Se ela não tivesse sido levada embora, passaria a vida toda mentindo que o menino era o nosso filho.Era uma coisa difícil de engolir. Tantas mentiras, tantos abusos. Esse Davi era o ser humano mais lixo com quem convivi na vida. Saber o que fez com a própria irmã... Nojento, maldito, nojento!— Não quero ver nenhum de vocês nunca mais na minha vida — Micael diz, entre os dentes. — São um bando de doentes mentirosos. Sua filha foi apenas u
MICAEL:Quando chegamos ao restaurante, próximo à delegacia, escolhemos uma mesa mais afastada das outras e nos sentamos.— E aí, o que deu o DNA? — Matheus já fala. Ele parecia nervoso com a situação.— Não vi ainda, vamos ver agora. — Marco fala.— Você não devia ter fugido com seu tio, Matheus. Devia ter conversado conosco. — Moacir, o pai de Daniela, fala.— O que acha que deveria ter feito? Vocês sempre me falaram que fui abandonado por eles, aí meu tio chega falando que eles estavam casados, com a esposa grávida, todos felizes, e eu largado. Como acham que me senti? — Matheus esbraveja.— Mesmo assim, deveria ter nos procurado para conversar. — Deise fala, séria.— Todos mentiram pra você, exceto o seu tio. Estamos mesmo casados, esperando nossos filhos
MARCO:Isabella ria tão aliviada que meu coração parecia até mais leve, mais calmo. Era tão bom vê-la assim.— Acho que vou garantir que Matteo fique aqui por alguns meses — brinco, aproximando-me da maca, perto de Matteo, numa posição em que Isabella conseguia ver a mim e a ele pelo celular.— Não faça isso, Marco, ou vai se ver comigo.— Sabia que eu sou delegado, né? E você está claramente me ameaçando. Posso te prender, minha esposa — brinco, e Isabella ri.— Ok, não ligo. Me prenda em uma cela, bem próxima à sua sala, e, quando Micael e Matteo vierem me visitar, vou transar com os dois e gritar muito para que ouça tudo e fique só na vontade.Isabella me olha. Pronto! Nem posso fazer uso do meu cargo para chantageá-la. Essa danadinha me tem em suas m
MARCO:Chego ao hospital e vou direto para o andar em que Matteo está. Aproximo-me a passos largos da recepção. Estou preocupado com meu irmão. Hemorragia interna é complicado, e não aceito que nada aconteça com ele por causa daquele merda do Fernando.Assim que falo com a recepcionista, ela me informa que o médico está à minha espera. Meu coração chega a gelar de medo.Entro na sala do médico, e ele me indica uma cadeira. Sento-me.— Está tudo bem com meu irmão?— A hemorragia está controlada, por enquanto. Ele está respondendo bem aos medicamentos e está consciente. Isso é muito bom. Estamos confiantes na sua recuperação, mas ele ficará pelo menos uma semana no hospital, tomando os medicamentos e acompanhando o dano em seu estômago, onde se iniciou a hemorragia
ISABELLA:Ao acordar, estou com meus maridos ainda dentro de mim, agarrados comigo, como se eu fosse fugir e eles precisassem impedir isso.Tento me mexer, mas sou puxada por eles, que me mantêm no lugar.— Preciso ir ao banheiro. — Falo, fazendo um carinho no rosto de Marco, que geme e beija minha mão.— Pode fazer no meu pau, não vai sair daqui. — Ele murmura, ainda de olhos fechados.— Para de graça, amor, me soltem.Micael beija meu pescoço na parte de trás, me causando arrepios.— Ahh, não, está uma delícia ficar assim, pestinha.— Me soltem e se levantem, preciso saber do Matteo. Andem logo para vê-lo, já que não vão me deixar ir. Vão. — Falo, e os dois se espreguiçam. Saio dos braços deles, que gemem em protesto.— Oh, amor, estava t&at







