LOGINEm vários momentos seus olhares se cruzaram.
Ela não pode evitar de se questionar. “O que será que ele tá pensando? Porque está me olhando desse jeito?” Mas rapidamente tratou de tirar esses tipos de pensamentos da sua mente. “Deve ser coisa da minha cabeça.” Clara pode observar mais de perto o quanto ele era bonito, mesmo ele estando com um semblante cansado, ainda assim ele era muito atraente e charmoso. “É, tão lindo, mas sou eu conheço essa fera aí nos piores dias”. -Então, vocês concordam que vai ser necessário mais mão de obra e mais máquinas para agilizar a finalização do projeto? - Alberto falava. -Sim , eu concordo, de todas as formas é um recurso que devemos investir, não adianta só mão de obra, os tratores e escavadeiras também são importantes para agilizar o trabalho. -Um dos acionistas falou. -Então tudo certo. A assistente Clara irá formular e avaliar o contrato e assim que ele estiver pronto, vamos assinar. - Alberto tomou uma xícara de café. - Então agora se vocês me permitem eu finalizo a reunião por enquanto, qualquer dúvida ou sugestão estarei a disposição, se me derem licença tenho outra reunião marcada. Assim que todos já iam saindo , Alberto chamou Fernando. -Venha comigo para a minha sala, preciso falar com você. E saíram os dois da sala indo em direção a presidência. -Esta tudo bem? - Fernando -Não, não está tudo bem não. - Alberto trancou a porta e se virou para encarar Fernando - Isso é um jogo sujo, e essa moça é decente e honesta, ela jamais vai concordar com isso. -Oh então você cogitou a ideia? -Claro que não. - Alberto respondeu -Então porque o receio por Clara? -Fernando estava intrigado -Cala a boca, fala baixo, ela está na sala ao lado e pode ouvir. -E então? .. - Fernando com cautela- Você sabe que não temos muita opções e nem muito tempo. Devemos pensar rápido. Enquanto a Clara , a gente pode contar com ela , ela vai nos ajudar. - Fernando sentía que estava pisando em ovos.- É só você oferecer um bom dinheiro para ela.. -O quê você disse ?- Alberto parecia não acreditar nas palavras de Fernando. -Tenho certeza que vai ser um valor menor que 12 milhões, pode acreditar. Ao ouvir essas palavras, Alberto baixou a bola. A ideia de perder 12 milhões, fez com que uma pequena chama de desespero começasse em seu interior. Ele não queria perder a sua empresa. -É mas ela não vai aceitar? -Ela vai aceitar, e tudo isso depende só de você?- Fernando deu dois tapinhas no ombro de Alberto. -De mim?- Indagou ele confuso. -Éh de você. -Mas será que não seria melhor pedir a ajuda dela, sem precisar de um casamento? Se ela é confiável e pode ajudar, então não precisamos nos relacionarmos.- Alberto na tentativa de escapar desse plano. -É aí que você se engana, meu caro, pense comigo, se você não tiver uma relação com ela , mais precisamente vinculado a ela,futuramente pode ser que você tenha problemas para recuperar o seu dinheiro depois. -Você acha que ela seria capaz?- Alberto indagou curioso. -Hoje eu não acho, mas não sei, vai que Tomaz inventa algum plano e acaba virando o jogo e Clara passa para o lado de lá. -É realmente…- Alberto começava a entender o jogo. -Pois então, você precisa se garantir ou você é quem não se acha capaz de fazer uma pessoa como ela se apaixonar por você?- Fernando foi certeiro. A provocação começou a surtir efeito, pois Alberto inexplicavelmente se sentiu desconfortável. Como assim Clara não se apaixonaria por ele? Qualquer mulher ficaria com ele, se ele estalasse os dedos. O seu Ego fora atingido? -Como não?! Mulheres é que não falta, eu consigo amarrar uma mulher a mim, sem nem precisar assumir ela se eu quiser. -Então, sorte é que não vai te faltar, o resto é com você.- Fernando zombava. -Você me mete nessa e quer sair fora?- Alberto estava indignado e ao mesmo tempo receoso. -Eu não quero entrar no relacionamento amoroso de vocês, um triângulo amoroso tiraria o totalmente o foco do nosso objetivo.- Fernando continuava zombando. -Então se for dessa forma, não vai ser difícil para mim, hoje mesmo eu começo esse desafio. Para Alberto a palavra casamento era um terror. Desde o seu primeiro noivado onde cancelara o seu casamento com Mara por não se sentir preparado para formar uma família e amargar vivendo uma rotina, aturando o ciúme doentio dela ,ele não quis mais saber de comprometimento. Mas sabendo que o que ele mais amava estava em jogo, todo o seu patrimônio, e de entregar de bandeja toda o triunfo para Tomaz , ele começou a considerar a ideia absurda de Fernando. Para ele, o ato de casar-se para salvar a sua empresa era como ter o seu orgulho pisoteado. Alberto e Fernando gostavam de Clara , mas como funcionária , ela tinha um trabalho excelente, era muito competente e habilidosa em tudo o que fazia. Alberto já cogitava dispensar Valéria justamente por ela não ser tão eficiente como Clara. Mas olhar ela como mulher para se relacionar, Alberto nunca quis, ele não queria misturar as coisas e nem perder a excelente funcionária, ele sempre temeu isso, e agora o que ele sempre temeu, aconteceu. Ele intencionalmente não queria ver Clara com outros olhos. Por isso nunca deu em cima dela, apesar dela ser muito bonita e inteligente. Mas agora, as circunstâncias eram outras, ele precisava da ajuda dela e ela teria que colaborar de qualquer maneira. …. DUAS HORAS DEPOIS Depois de finalizar a outra reunião, Alberto chega novamente ao escritório e vai entrando direto na sala de Fernando, e então ele desabafa. -Aceito essa solução, com uma condição. -E qual é?- Fernando, que estava escrevendo, levantou a cabeça e olhou fixamente para Alberto parado ali na sua frente. -Eu não quero me envolver emocionalmente e amorosamente com Clara. -Tudo bem, você quem decide. Fernando imaginava que Alberto diria isso. Um mulherengo com uma moça decente? Por Deus. O que ele não imaginava é que seu amigo iria se arrepender amargamente por isso. ...Dois meses mais tarde, Alex veio ao mundo. O bebê nasceu forte e saudável. -Se parece muito com o papai. - Alberto sussurrou o pegando no colo. - o bebê havia acordado chorando. - Shhh Shhh - balançou levemente, o posicionando em posição vestical em seu peito. Depois da hora de ouro Clara caiu em um sono profundo. Seu parto havia sido normal, mas estava exausta devido a todo esforço que fizera para dar a luz. Estava ninando o bebê quando se virou, seus olhos encontraram os dela. Ela estava os observando. -Como se sente amor? - Se aproximou, com uma das mãos acariciou os cabelos da testa dela. Ela deu um sorriso que se expandiu para uma risada involuntária. -O que foi? - ficou olhando para ela. -Sua pergunta... é engraçada - ela estendeu os braços fazendo menção de que queria pegar o bebê. -O quê tem de engraçado na minha pergunta? - perguntou ele enquanto entregava com cuidado e delicadeza Alex para a mãe. -Me sinto como se tivesse sido surrada, meu corpo dói. - o
Naquela mesma noite, toda a família estava reunida. Comemoravam a cura de dona Bárbara com muita alegria e entusiasmo. A barriga de Clara era tão grande e pesada que ela tinha até dificuldades para andar. Estava no seu nono mês de gestação e mal podia esperar para que Alex nascesse. Sim esse era o nome que daria para o seu menino. -Me alegra profundamente ver você feliz, aguardando a chegada do Alex.-Samanta acariciava a barriga. - Essa gostosura já é da dinda aqui. - as duas caem na risada. -É verdade eu mal posso esperar para carregar o meu baby nos meus braços. E pelo visto ele muito em breve terá um companheirinho para brincar. - Lançou uma piscada cúmplice. Samanta levantou lançando uma expressão interrogativa e confusa. -Você já quer outro bebê? -Sim, o seu bebê. Virá quando? - Clara estava brincando, mas Samanta levou a sério. -Não diga isso nem de brincadeira. -Porque? Você e Fernando estão juntos, dá para ver que vocês se amam. E ele falou com o Alberto que
Alberto ficou internado por quinze dias e depois que recebeu alta foi para casa, onde ficou se recuperando. Clara já estava com dois meses e meio de gestação. E a filha de Mara, Olívia, foi adotada pela avó paterna Tânia. Alberto se responsabilizou em pagar uma pensão para que Olivia pudesse viver confortável. Afinal, ela era a sua sobrinha. E deu-lhe o sobrenome que o seu pai tanto almejou. Aranttes. Na cabeça de Alberto aquilo era só um sobrenome, mas vendo até onde Tomaz foi capaz de chegar pelo simples fato de não ter tido o sobrenome do pai, ele resolveu que Olívia teria. E assim o fez Não queria ver uma criança crescer sofrendo sendo órfã, sem sobrenome e sem família. Sua esposa o apoiou incondicionalmente. -Não quero que ela passe pelo que o pai dela passou, ela é só uma criança. -Você está certo, meu amor , e eu te apoio em tudo. -Acho que agora eu estou bem recuperado, já posso voltar para a empresa. -Clara lançou um olhar reprovativo para ele. -É brincadeira me
-Eu estou bem, só um pouco transtornada ainda, hoje foi muita informação. -Ou você está bem ou você está transtornada. - Ele achava engraçado a forma que ela falava. -Você quer que eu vá para aí, você está sozinha? -Não, não, meu pai está aqui comigo. Chegamos em casa agora. Não se preocupe. Eu estou vendo aqui no noticiário e parece que Mara é o monstro do Tomaz não tiveram um bom final. -Como? - ele estava tão ocupado com o estado de saúde do amigo que se esqueceu completamente do desfecho final dos criminosos envolvidos. -Depois você pesquisa, está em todos os sites de notícias e até na televisão. Tomaz e Mara não estão mais vivos. Fernando ficou desnorteado. -Eu não sabia disso. -Óbvio que não, você provavelmente estava mais preocupado em salvar a vida de Alberto que não iria olhar isso. Bem, eu detesto desejar o mal para alguém, mas o final dos dois foi merecido. Pois no fim das contas eles queriam matar não só o Alberto mas sim a minha amiga e se bestar até eu tamb
Enquanto a polícia fazia as buscas, só o que se viam era Diego e Cleiton sairem algemados da casa logo em seguida. -Canalhas , tomara que apodreçam atrás das grades. - Samanta os avistou de longe e era perceptível a sua revolta. Clara se levantou quando ouviu que haviam retirado um homem inconsciente de lá de dentro, e correu empurrando os socorristas da frente, e para o seu desespero, realmente se tratava de Alberto. Ficou tão desolada que acabou desmaiando. Ela não aguentou ver o seu marido ali em estado gravíssimo a caminho do hospital. Mas ela e Samanta foram amparadas por uma equipe de psicólogos e médicos contratada de emergência por Fernando, ele sabia que seria necessário. -Aguenta amigo … - Fernando foi junto, pois o seu tipo sanguíneo era o mesmo de Alberto, caso fosse necessário uma transfusão de sangue. … Enquanto todos se viravam para salvar a vida de Alberto. Tomaz e Mara escaparam. Tentavam fugir do país. Mas havia um problema. Mara não iria deixar a tra
-Transfira todo o dinheiro da sua offshore para mim, e só depois disso você sai daqui. -Fique com o dinheiro mas deixe todos nós irmos embora, deixa o meu marido vivo, por favor. - ela hesitava abrir o notebook. -Adoraria. - Tomaz ria diabólicamente.- Mas não, a minha proposta é essa e acabou, e ande rápido com isso antes que eu perca a minha paciência e decida que ninguém saira daqui. -Faça o que ele manda Clara. - Alberto insistiu para que ela cedesse e fizesse o que Tomaz estava mandando. -Alberto , não, por favor. - Clara estava desesperada. Um tiro foi disparado para o alto. -Anda de pressa. -Clara faça o que ele esta pedindo.-Alberto mandou. Ela ficou tão atordoada e assustada que começou a fazer. Tomaz não tinha intenção de matar Clara, muito pelo contrário, a intenção dele era que o filho que eles esperavam nascesse, porém que nascesse sem o pai presente. Também planejava roubar todo o dinheiro da Companhia Aranttes e Sotto e fugiria para outro lugar. Essa s







