เข้าสู่ระบบEle se sentou ao seu lado, Lua respirou profundamente antes de entregar-lhe o celular.— Noah, o filho da Iara, não é do Ariel.Eros franziu a testa, ela sentiu uma lágrima escorrer.— O filho da Iara é... — Precisou interromper a frase para recuperar a voz. — É do Lucas.O silêncio que se seguiu pareceu preencher toda a biblioteca.Eros permaneceu observando-a durante alguns segundos, depois voltou os olhos para a mensagem aberta na tela. Lua acompanhou as pequenas alterações de sua expressão enquanto ele lia.A mandíbula se contraiu, os músculos do pescoço ficaram tensos.Entretanto, quando finalmente pousou o celular sobre a mesa, sua primeira pergunta não foi sobre a mentira que Iara contou sobre a paternidade do menino.— Há quanto tempo você sabe?Lua abaixou os olhos.— Há anos. Eu conheci o Noah quando fiquei na casa dela.Eros inspirou profundamente.A resposta o atingiu, e Lua percebeu que ele precisava de alguns instantes para assimilar tudo o que acabou de descobrir.— Meu
Ela sentiu o estômago contrair e engoliu em seco, temia que aquele momento chegasse.— Eros...— Não estou exigindo explicações, meu amor.A tranquilidade da resposta a surpreendeu, embora não devesse.— Eu sei que você guarda alguma coisa sobre Iara há muito tempo. Também sei que esse segredo não pertence apenas a você, e foi justamente por isso que nunca tentei descobri-lo por conta própria, embora tivesse meios suficientes para fazer isso.Lua abaixou os olhos para os dedos entrelaçados aos dele.— Você nunca me perguntou diretamente e eu sou muito grata por isso...— Porque confio em você. — Eros acariciou sua mão com o polegar. — Mas existe uma diferença entre respeitar o silêncio de alguém e ignorar que esse silêncio pode estar se transformando num problema perigoso.Ela respirou profundamente.— Eu prometi a ela que não contaria a ninguém.— E não vou obrigá-la a quebrar essa promessa. Só quero saber se você deseja conversar comigo sobre o que está carregando sozinha, porque es
A mansão Bitencourt estava mergulhada no silêncio quando Lua voltou a verificar o celular pela quarta vez naquela noite, incapaz de afastar a inquietação que a acompanhava havia semanas e que, nos últimos dias, se transformou numa preocupação tão persistente que até mesmo os momentos mais tranquilos ao lado da família haviam começado a perder parte de sua habitual serenidade.Do lado de fora, uma chuva fina escorria pelos vidros da biblioteca, distorcendo as luzes dos jardins cuidadosamente iluminados. Sobre a mesa de madeira escura, alguns documentos relacionados à próxima reunião da Atikos permaneciam esquecidos ao lado de uma xícara de chá que esfriou sem que Lua conseguisse beber mais do que dois goles.Havia quase vinte minutos, relia uma mensagem antiga de Iara.Não continha informações particularmente reveladoras, apenas algumas palavras tranquilizadoras, a garantia de que estava bem e um pedido para que Lua não se preocupasse tanto. Entretanto, conhecia a amiga suficientemente
Quando finalmente chegou o momento indicado, Lua levantou-se e aproximou-se da bancada.Duas linhas.Nítidas.Inconfundíveis.Por alguns segundos, ficou olhando para o pequeno objeto sem conseguir organizar os próprios pensamentos.Então levou uma das mãos ao ventre lentamente.— Meu Deus... eu estou...grávida... de novo...A voz saiu tão baixa que quase não conseguiu ouvi-la. Havia um bebê, talvez ainda tão pequeno que mal pudesse ser distinguido num exame, mas já suficientemente presente para modificar completamente o futuro que ela e Eros imaginavam.Lua sentiu as lágrimas começarem a descer, a porta recebeu duas batidas discretas.— Moranguinho?- Ela tentou responder, mas a emoção apertou sua garganta. — Lua, está tudo bem?A preocupação na voz dele a fez caminhar até a porta, quando a abriu, encontrou Eros parado diante dela, com a expressão severa e os olhos azuis examinando imediatamente seu rosto molhado de lágrimas.— Meu amor, o que aconteceu? Está se sentindo mal?Lua ergue
Lua gargalhou, envolvendo o pescoço dele com os braços.— Coitadinho do meu marido gostoso, abandonado e negligenciado por causa de um doce.Eros a ergueu da cadeira com uma facilidade que ainda a surpreendia, acomodando-a sobre suas pernas quando voltou a se sentar.— Finalmente alguma compreensão.Ela sorriu e ofereceu um pedaço da barra, mas percebeu que o olhar dele havia adquirido uma expressão diferente.Não exatamente preocupada, mas pensativa.— O que foi agora? — perguntou, aproximando o chocolate da boca.Eros observou o movimento e arqueou uma sobrancelha.— Estava me lembrando de uma coisa interessante.— Do quê?— Da última vez em que você demonstrou uma obsessão tão intensa por doces, principalmente chocolate.Lua mastigou lentamente, tentando compreender a direção daquela conversa.— Eu sempre gostei de chocolate, você sabe. Sempre me compra com eles, quando apronta alguma coisa com o Máximos.— Eu sei, moranguinho. Mas existe uma diferença considerável entre gostar de
O arquipélago de Palau parecia ter sido criado para convencer as pessoas de que o paraíso realmente existia em algum lugar do mundo, escondido entre águas de um azul quase inacreditável, pequenas ilhas cobertas por uma vegetação exuberante e formações rochosas que emergiam do oceano como esculturas cuidadosamente moldadas pela natureza.Lua estava começando a acreditar nisso.Da varanda privativa da luxuosa villa construída sobre a água, conseguia observar os cardumes atravessando a transparência do mar, enquanto o sol da tarde espalhava reflexos dourados sobre a superfície tranquila da lagoa.A brisa tropical movimentava suavemente as cortinas de linho branco, trazendo consigo o perfume salgado do oceano e o aroma das flores que ornamentavam o caminho até o pequeno deque particular.Era o quinto dia da lua de mel que Eros prometeu proporcionar a ela desde o casamento, mas que acabou sendo sucessivamente adiada por compromissos profissionais, viagens internacionais, pela conclusão de







