เข้าสู่ระบบTodos os olhares próximos se voltaram para Máximos, que começou a se agitar nos braços de Iara, movimentando as perninhas e franzindo o pequeno rosto como se estivesse profundamente insatisfeito por ter sido excluído de uma ocasião tão importante.Lucas se inclinou imediatamente.— Ele está sentindo alguma coisa? Por que está querendo chorar? – perguntou alarmado.— Ele provavelmente está com fome, gênio. — Iara sussurrou ironicamente.— Mas agora?— Ele é um bebê, não está nem aí para o que está acontecendo a sua volta, o apetite de um recém-nascido é seu maior instinto.— Fala como se fosse uma expert em bebês.Iara engoliu as próximas palavras e desviou o olhar, percebendo que estava dando bandeira.Lua começou a rir, cobrindo a boca com a mão. Eros observou o filho com uma expressão tão profundamente enternecida que, por um instante, toda a imponência do presidente da Atikos pareceu ceder lugar ao homem que passava noites inteiras contemplando um pequeno berço.O celebrante sorriu
Eros inclinou-se instintivamente, mas o celebrante ergueu uma das mãos, arrancando novas risadas dos convidados.— Ainda precisamos das alianças, senhor Bitencourt.— Naturalmente — respondeu ele, embora sua expressão deixasse bastante claro que considerava aquela formalidade uma interrupção desnecessária.Lucas aproximou-se discretamente, carregando a pequena caixa de veludo que guardava as alianças, enquanto Iara permaneceu alguns passos atrás, acomodando Máximos contra o ombro.Lua observou as duas joias de ouro cuidadosamente trabalhadas, cuja superfície interna trazia uma inscrição escolhida por Eros e revelada a ela somente naquela manhã.“Onde você estiver, será sempre meu lar”Ao ler novamente aquelas palavras, sentiu uma onda de emoção percorrer seu corpo.O celebrante abençoou as alianças e convidou Eros a colocar a primeira no dedo de Lua.Ele segurou sua mão com uma delicadeza extraordinária para um homem gigantesco, e mantendo os olhos fixos nos dela, repetiu as palavras
Lua percebeu que ele estava procurando as palavras, e aquilo a comoveu de maneira quase insuportável, porque Eros Bitencourt jamais encontrou dificuldades para se expressar. Era um homem acostumado a conduzir reuniões decisivas, negociar contratos milionários e impor sua autoridade diante de pessoas que não ousavam interrompê-lo.Entretanto, naquele momento, seus olhos azuis estavam presos aos dela com uma intensidade que não tinha absolutamente nada a ver com poder.— Lua, eu passei muitos anos acreditando que uma vida bem-sucedida era aquela na qual não havia espaço para imprevistos, fraquezas ou sentimentos capazes de comprometer minhas decisões. Construí tudo o que possuo seguindo essa convicção, e durante muito tempo tive certeza de que não precisava de nada além do que já havia conquistado.Ele fez uma pequena pausa, acariciando os dedos dela.— Então você entrou na minha vida e, sem perceber, começou a modificar tudo aquilo que eu considerava definitivo. Descobri que podia pass
O celebrante precisou pigarrear discretamente, provocando algumas risadas entre os convidados mais próximos, enquanto Eros, absolutamente indiferente à pequena interrupção, continuava contemplando Lua com uma intensidade que parecia tornar irrelevante a presença de centenas de pessoas ao redor deles.— Senhor Bitencourt, se me permitir, acredito que todos estamos ansiosos para começar a cerimônia — comentou o religioso, com um sorriso bem-humorado.Eros ergueu lentamente os olhos, recuperando a expressão austera que fazia parte de sua personalidade, embora o brilho divertido em seu olhar denunciasse o quanto estava satisfeito.— Naturalmente. Prossiga, padre.Lua precisou baixar o rosto para esconder o sorriso, sentindo as bochechas aquecerem quando o marido, que ainda não era oficialmente seu marido, apertou delicadamente sua mão, como se aquela pequena demonstração de cumplicidade fosse mais importante do que todas as formalidades cuidadosamente planejadas para aquele dia.O celebra
A primeira coisa que percebeu ao caminhar lentamente em direção a nave da igreja, foi a quantidade de flores.Milhares de rosas brancas, hortênsias e orquídeas se espalhavam entre os bancos, formando composições exuberantes que acompanhavam o corredor central até um altar iluminado por centenas de velas protegidas em grandes cilindros de cristal. Acima, os vitrais centenários filtravam a claridade da tarde, projetando reflexos dourados e azulados sobre o mármore.Então os convidados se levantaram.Lua sentiu o coração acelerar quando centenas de rostos se voltaram em sua direção.Durante uma fração de segundo, o medo antigo tentou encontrá-la e coagi-la diante de todos aqueles olhares.Era uma sensação profundamente enraizada, construída por anos de comentários cruéis, olhares depreciativos e humilhações que a haviam convencido de que ser observada significava necessariamente ser julgada.Mas os primeiros murmúrios que alcançaram seus ouvidos não tinham nada de cruéis.— Meu Deus, ela
Lua permaneceu diante do espelho por vários minutos, tentando reconhecer naquela mulher vestida de noiva a mesma que, não muito tempo antes, atravessava os corredores da Atikos com um uniforme de faxineira largo demais para seu corpo, os cabelos escondidos e os olhos permanentemente baixos atrás dos óculos gastos remendados com fita adesiva.A lembrança provocou um aperto em seu peito, mas não havia tristeza suficiente para vencer a emoção que a dominava naquela manhã.O vestido foi confeccionado exclusivamente para ela por uma das mais prestigiadas casas de alta-costura europeias, depois de Eros ter mobilizado uma equipe inteira para garantir que cada detalhe correspondesse ao que Lua desejava.A estrutura de cetim de seda marfim abraçava delicadamente sua cintura e acompanhava as curvas generosas de seu corpo, enquanto o decote em formato de coração valorizava o colo sem comprometer a elegância.Pequenas aplicações de renda francesa, bordadas manualmente com cristais transparentes e







