LOGINQuando cheguei ao fórum, sentei-me à mesa e comecei a trabalhar. Pouco depois, a porta do gabinete de Dante se abriu e meu coração quase saltou pela boca, considerando que fosse ele. No entanto, era apenas a faxineira terminando a limpeza do escritório, sinal de que ainda não havia chegado.— Meu Deus, eu preciso me controlar — sussurrei.Voltei a me concentrar no trabalho, mas, algum tempo depois, ergui os olhos e percebi que Bianca me observava. Estranhei aquilo, mas tentei ignorar. No entanto, quando nossos olhares se encontraram e ela desviou rapidamente, não resisti.— Aconteceu alguma coisa, Bianca?— Não, nada — respondeu, voltando os olhos para o computador.Retomei o que estava fazendo, mas não demorou muito para perceber que me observava novamente.— Tem certeza? — questionei.Dessa vez, pareceu hesitar. Olhou rapidamente ao redor antes de se levantar e se aproximar da minha mesa.— É verdade que ladrões invadiram a mansão do Dante? — perguntou em um sussurro.Engoli em seco
Eu nunca fui o tipo de pessoa que tentava se passar por melhor do que os outros, muito menos gostava de humilhar alguém. Mas, naquele momento, enquanto observava minha irmã pegar o celular e pesquisar sobre Dante e sua noiva, não pude deixar de sentir um certo prazer ao ver sua expressão desacreditada.Cada foto minha ao lado dele parecia ser um novo choque para ela.Viviane deslizava o dedo pela tela, abria uma notícia, voltava para a pesquisa e entrava em outra. Quanto mais lia, mais seu rosto mudava.— Eu não acredito — disse baixinho, como se estivesse falando consigo mesma.Cruzei os braços.— Agora acredita que existe alguma coisa séria entre nós?Ela não respondeu. Continuou olhando para o celular até parar no vídeo em que ele assume publicamente o nosso noivado.— Isso é verdade?— Está vendo com os próprios olhos.— Você está mesmo noiva dele?Hesitei por uma fração de segundo.— Estou.Só assim ela finalmente levantou os olhos para mim.— E não contou nada para ninguém?— De
Minhas pernas tremeram enquanto várias borboletas começaram a voar pelo meu estômago.— Ontem?— Ontem — respondeu, sorrindo. — Você viu?— Vi, com meus próprios olhos. Fiquei olhando para ela, tentando encontrar em sua expressão algum sinal de que estava apenas inventando aquilo para me machucar.— Está dizendo isso porque está com raiva de mim.— Acredite no que quiser.— Você acabou de descobrir que estamos juntos e agora, convenientemente, aparece com essa história de que transou várias vezes com ele e que o viu ontem com outras mulheres?— Não preciso inventar nada, Fabi. Você mesma sabe a fama que ele tem.Sabia. E talvez fosse justamente por isso que aquelas palavras conseguiram entrar na minha cabeça tão facilmente.— Se aconteceu tudo isso entre vocês, por que nunca me contou?A pergunta pareceu pegá-la desprevenida.— Porque não era da sua conta.— Engraçado. Há alguns minutos estava furiosa porque eu não te contei sobre nós, mas você teria saído várias vezes com ele, tran
Parei no mesmo instante.— Fala baixo! A mamãe e o Vinicius estão dormindo.— Estou pouco me importando!— Pois deveria. Você acabou de vir me cobrar porque eu estava lá fora enquanto os dois dormiam e agora vai acordá-los gritando?A resposta pareceu irritá-la ainda mais.— Não tenta mudar de assunto, Fabi.— Eu não estou mudando assunto nenhum. Só quero que fale baixo.Ela respirou fundo, mas, quando voltou a falar, diminuiu o tom.— Você é uma traíra.— Já falou isso. Agora pode me explicar por quê?Encarou-me como se eu tivesse feito a pergunta mais absurda do mundo.— Eu contei tudo para você.Meu peito se apertou. Sabia exatamente aonde aquela conversa estava indo.— Viviane…— Não. Agora você vai me escutar. Eu contei que gostava dele. Contei o que sentia, falei das coisas que aconteceram entre nós, e você ficou aí, ouvindo tudo, fingindo que não estava acontecendo nada.— Eu nunca fingi nada.— Não? — soltou uma risada sem humor. — Então o que estava fazendo dentro do carro de
Eu não sabia o que era pior naquele momento: Viviane batendo no vidro do carro ou meu coração quase saindo pela boca.Rapidamente me afastei de Dante e me ajeitei no banco do passageiro, enquanto ele endireitou o banco do motorista, deixando-o na posição em que estava antes.— O que eu faço agora? — sussurrei, nervosa.Dante me olhou e, ao perceber minha expressão de pavor, segurou minha mão.— Não se preocupe. Eu dou um jeito nisso.Com a expressão de quem estava completamente tranquilo, ajeitou a camisa e baixou o vidro.— Boa noite, Viviane.Minha irmã não respondeu imediatamente. Primeiro olhou para ele, depois para mim e, por último, novamente para o interior do carro, como se estivesse tentando entender exatamente o que tinha acabado de interromper.— Boa noite — disse por fim, meio sem jeito, provavelmente constrangida com a presença dele.Dante ficou em silêncio, encarando-a como se esperasse que dissesse alguma coisa, mas o olhar dela logo veio para mim. E eu não precisava co
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, até voltar a falar:— Não se arrependa.— Por quê?— Porque não há nada de errado com isso. Apertei uma mão na outra, nervosa. — Eu só não queria que você criasse alguma expectativa e, quando acontecesse, ficasse frustrado por não ser como imaginou.— Frustrado com você? — perguntou, como se aquilo nem sequer fizesse sentido. — Fabi, isso jamais aconteceria.— Você não pode ter tanta certeza.— Posso, sim.— Como?Segurou meu rosto entre as mãos e ficou me olhando por alguns segundos.— Porque quero você. Não estou esperando que saiba fazer isso ou aquilo, muito menos que precise provar alguma coisa para mim.Baixei os olhos, ainda um pouco constrangida, mas ele ergueu meu rosto novamente.— Na verdade, agora quem ficou preocupado fui eu.— Preocupado com o quê?— Acabei de descobrir que tenho uma responsabilidade enorme nas mãos.Franzi a testa.— Que responsabilidade?— A sua primeira vez.Meus olhos se arregalaram.— Dante!— O quê? — so







