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13 - FERA – SUMIR PRA NÃO QUEBRAR

Autor: Crisfer
last update Data de publicação: 2026-09-30 22:14:32

Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida.

Sumir.

Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso
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  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    14 - URSO – UMA DA MANHÃ

    Quando passei em frente à casinha da Ceci e vi as luzes acesas, não pensei duas vezes. Parei a moto, desliguei o motor e tirei o capacete. Ela, pelo jeito, ouviu o barulho, porque abriu a porta imediatamente. Ela estava linda. Meu olhar desceu rápido pelo corpo perfeito dela — camiseta larga que escondia pouco, shortinho mega curto que mal dava pra diferenciar de uma calcinha, as pernas grossas e macias, os pés descalços no chão frio. O rostinho cansado, mas ainda assim ela era gostosa pra caralho. — Eu vi as luzes acesas… posso entrar? Ela deu passagem sem hesitar. Eu entrei, fechei a porta atrás de mim e me sentei no sofá como se já fosse de casa. A casa era de conceito aberto, então eu conseguia ver ela direitinho na cozinha. Tava trabalhando num bolo, as mãos sujas de creme, o cheiro doce dominando o ambiente. — Tá fazendo bolo essa hora? — perguntei baixo. Não queria que o moleque acordasse e estragasse tudo. — Encomenda de última hora. Uma vizinha. A netinha dela queria pr

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    13 - FERA – SUMIR PRA NÃO QUEBRAR

    Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida. Sumir. Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso. Naquela noite eu já tinha feito as malas. Pouca coisa. O essencial. Estava quase descendo as escadas com a mala na mão quando dei de cara com o Steve. Ele parou no meio do corredor, ainda de camiseta preta e short, o cabelo molhado do banho. — Ué, fez as malas? Pra onde vai? — Vou precisar dar um tempo fora novamente. Ele franziu a testa, claramente incomodado. — Mas você acabou de chegar. Não ficou nem uma semana. Não vai ficar pro baile? O baile. Sempre o baile. Steve amava aqueles ev

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    12 - CECÍLIA – A ENCOMENDA

    Já tinha colocado o Arthur na cama quando alguém bateu na porta. O menino dormia de lado, o carrinho vermelho ainda apertado contra o peito, a respiração tranquila depois de mais um dia cansativo. Eu estava no sofá, de cabelo preso de qualquer jeito e camiseta larga, prestes a ligar o filme que tinha colocado na lista há dias e nunca conseguia assistir. Aquele era o meu momentinho. O único pedaço da noite que eu reservava só pra mim. Suspirei, levantei e fui até a porta, já com a expressão de quem não queria ser incomodada. Quando abri, dei de cara com a Dona Maria, a vizinha que mora bem no início do beco. Mulher de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso num coque baixo, sempre com um avental. — Boa noite, minha filha. Desculpa a hora — ela começou, já com aquele jeito educado de quem sabe que está atrapalhando. — Deixa eu te perguntar… você faria um bolo pra amanhã de manhã? Forcei um sorriso educado. — Boa noite, Dona Maria. Imagina. Eu só faço bolos de pote… Ela me interro

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    11 - FERA – CECÍLIA

    O celular vibrou em cima da mesa. Abri a mensagem de Donato. 📲 Donato: Aqui estão os vídeos de movimentação. Mais de cinquenta arquivos. Eu soltei o ar pelo nariz e sentei na poltrona do escritório, a tela do notebook aberta na minha frente. Comecei a assistir um por um, com a paciência de quem já aprendeu que pressa é inimiga do controle. Os primeiros vídeos não tinham nada demais. Vapo entrando, vapo saindo. A empregada carregando sacolas. A cozinheira fumando no fundo do quintal. Movimento normal de uma casa que precisa parecer comum. Eu avançava rápido, pulando os trechos sem interesse. Até que os vídeos do fim da tarde começaram. Foi quando ela surgiu. No portão. Sozinha. Eu travei o dedo no mouse. A imagem congelou por um segundo e depois eu apertei play de novo. Ela estava ali. Cabelos cacheados lindos, vestido vermelho simples, o corpo delicado contrastando com a segurança armada que abria o portão pra ela. Os vapo a liberaram sem questionar. Ela entrou como se soubess

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    10 - CECÍLIA – NEM PARECIA O MESMO

    O clima entre a gente estava quente demais. Os corpos já nus, colados um no outro em cima da cama estreita do meu quarto. Os beijos eram molhados, urgentes. As mãos dele apertavam minha bunda, subiam pelas costas, desciam de novo. Eu retribuía com a mesma fome, as unhas fazendo leves arranhões nas costas largas dele. — Tu é muito, muito gostosa… — ele murmurou contra minha boca, beijando mais uma vez. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo de leve, e chegou nos seios. Chupou um mamilo com vontade, a língua quente girando, enquanto a mão apertava o outro. Eu arqueei as costas, soltando um gemido baixo. Dessa vez eu podia olhar. Dessa vez eu via o rosto dele, a barba cerrada, os olhos escuros cheios de tesão. Era bom. Era diferente de ontem… e ao mesmo tempo me fazia lembrar. Ele se sentou de repente, pegou a roupa do chão e tirou uma camisinha do bolso. Eu estranhei. Na noite anterior a gente não tinha lembrado disso. Nem pensado. Tinha sido tão intenso, tão sem freio… e agora

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    9 - FERA – QUEM ERA ELA?

    Dois toques na porta e eu me levantei da cama. Meu pau ficou duro na mesma hora. Só de imaginar aquela garota eu já ficava louco. A pele, os cachos, os gemidos inocentes, o jeito que o corpo dela se entregava… eu nunca tinha repetido uma mulher. Nunca. Mas aquela eu queria de novo. Queria ver os olhos dela enquanto metia. Queria gravar o rosto na memória. Ainda assim, preferi manter o protocolo. Segurança em primeiro lugar. Peguei a venda preta de seda, abri a porta devagar e, antes que ela pudesse me ver, já estava atrás dela. O corredor estava escuro. Enrolei a venda nos olhos dela com firmeza, amarrando atrás da cabeça. Meus dedos tocaram os cabelos enquanto eu finalizava o nó… e parei. Não era a mesma. Os fios eram diferentes. Mais lisos. Mais finos. O cheiro também. Eu soltei um suspiro de decepção nítida. — Não foi você que veio aqui ontem. Ela fez menção de tirar a venda. A mão subiu rápido. — Não tira — ordenei, a voz baixa e fria. Ela congelou. Ficou parada no meio do

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