FAZER LOGINMeu nome é Ricardo, mas sou "conhecido" mesmo pelo meu vulgo. Pra quem importa, eu sou o Fera. Tô no auge dos meus 49 anos, e eu construí um império que manda no morro inteiro sem que a maioria das pessoas saiba que eu existo. Vivo nas sombras. É mais seguro assim. Ninguém além do meu filho, o Steve, sabe quem eu realmente sou. O resto acha que eu sou só um homem de fora do morro e discreto, pai do Urso. Melhor assim. Sentimento é fraqueza. E fraqueza mata.
Não moro no morro. Tenho casas espalhadas, lugares que ninguém consegue rastrear. Venho vez ou outra, resolvo o que precisa ser resolvido, coloco ordem na casa e volto pro meu buraco. Hoje não é diferente. Cheguei agora à noite. Vim resolver um problema pequeno que o Urso não conseguiu resolver sozinho. Nada que eu não conserte com uma tortura. Tô na sala grande da casa quando escuto a porta da frente. Urso entra, ainda com aquela cara de quem acabou de sair de algum rolo. Ele me vê e abre um sorriso. — E aí, coroa? — diz, vindo na minha direção. Eu me levanto e a gente se cumprimenta com um abraço forte, daqueles de homem. Bato nas costas dele duas vezes. — Tudo bem, filho? — Tranquilo. Resolvi agora pouco aquela parada que te falei. Os caras já estão alinhados. Conversamos um pouco na sala. Ele me contou os detalhes do dia, as movimentações no morro, quem tá pisando na bola e quem tá rendendo. Eu escuto tudo calmo, analisando. Urso é impulsivo, quente, mas tá aprendendo. Um dia ele vai ter que assumir tudo isso. Por enquanto, ainda preciso estar por trás, puxando os fios. — Vai dormir, filho. Amanhã tem mais. Ele concorda, boceja e sobe pro quarto dele. Fico sozinho na sala, olhando a noite pela janela blindada. O morro lá embaixo parece pequeno visto daqui de cima. Mas eu sei o peso que ele carrega. Eu carrego. Durmo tranquilo e pesado, como sempre. Acordo já de tarde, o sol entrando pelas frestas da cortina. Meu corpo tá pesado, a mente inquieta. Faz tempo que uma coisa tá me incomodando. Preciso de uma mulher. Uma noite de sexo do bom. Por isso faço o que sempre faço quando o desejo aperta e eu preciso descarregar sem complicação. Pego o celular e ligo pra Dalva, a cafetina de confiança. — Manda uma pra mim. Das boas. Discreta. Como sempre. — Em uma hora tá aí, senhor. — Ótimo. Aviso os vapo que uma garota vai chegar. Eles não sabem quem eu sou. Pra eles eu sou só o pai do Urso, um homem reservado que paga bem pra ter privacidade. Melhor assim. Ninguém faz pergunta, ninguém olha demais. Fico esperando no quarto grande, deitado na cama king size, só de cueca boxer preta. Meu corpo tá marcado: tatuagens antigas cobrindo o peito, os braços, as costas. Cicatrizes que contam histórias que ninguém nunca vai ouvir. Meu pau já tá meio duro só de antecipação. Faz tempo que não sinto vontade de verdade por alguém. Mas quando a vontade vem, tem que ser saciada. Escuto os passos no corredor. Leves, hesitantes. A porta abre devagar. Eu me levanto rápido, silencioso. Antes que ela consiga ver meu rosto direito, eu já tô atrás dela. Coloco a venda preta de seda nos olhos dela com firmeza, mas sem machucar. Ela dá um pequeno sobressalto, mas não grita. Sabe como funciona. Elas sempre sabem. Dalva sempre as deixa avisadas de como eu gosto de agir. — Shhh… — murmuro baixo no ouvido dela, a voz rouca. Ela não diz nada. Eu também não. É melhor assim. Sem nomes. Sem rostos. Sem ligação. Puxo a toalha que ela tá enrolada e deixo cair no chão. Meu Deus… o corpo que aparece me deixa paralisado por um segundo. Morena, pele macia e dourada, curvas delicadas mas deliciosas. Seios firmes, cintura fina, quadril arredondado, bunda empinada e pernas bem torneadas. Um corpo feito pra pecar. Meu pau salta dentro da cueca, ficando completamente duro no mesmo instante. Eu a viro de frente pra mim e desço o rosto pro pescoço dela. Dou um beijo lento ali, sentindo o cheiro doce de pele limpa. Ela treme. Passo a língua devagar, mordendo de leve, subindo até a orelha. Minhas mãos grandes seguram a cintura fina, puxando o corpo contra o meu. Meu pau pressiona contra a barriga dela, latejando forte. Ela é gostosa pra caralho. Diferente das outras que já passaram por aqui. Tem algo especial nessa pele, nesse jeito que o corpo dela reage ao meu toque. Beijo a boca dela. E porra… a boca é deliciosa. Macia, quente, com um gosto doce que me faz querer mais. Eu aprofundo o beijo, explorando, chupando a língua dela devagar. Ela solta um gemidinho inocente, quase tímido, que me acende inteiro. — Caralho… — sussurro contra os lábios dela, sem conseguir me controlar. Desço os beijos pelo pescoço, colo, e tomo um mamilo na boca. Chupo com vontade, a língua girando no bico durinho. O outro seio cabe perfeitamente na minha mão. Ela arqueia as costas, soltando gemidos baixinhos, inocentes, que parecem música. Perfeitos. Cada som que sai dela me deixa mais louco. Meu pau tá babando, pressionando contra ela. Tiro a cueca e meu pau grosso pulsa livre, roçando na coxa macia dela. Eu a guio até a cama, deitando ela com cuidado. Subo por cima, beijando cada pedacinho daquele corpo moreno e gostoso. Desço a boca pela barriga, mordendo de leve o quadril, e tiro a calcinha devagar. A bocetinha dela é linda, lisinha, brilhando de excitação. Dou um beijo ali, passando a língua devagar no clitóris. Ela geme mais alto, as mãos apertando o lençol. — Tão gostosa… — murmuro, quase pra mim mesmo. Eu me delicio ali, chupando, lambendo, introduzindo a língua. Os gemidos inocentes dela vão ficando mais urgentes, o corpo se contorcendo. Ela goza na minha boca, tremendo, soltando um gemido longo e doce que me faz sentir poderoso. Eu subo de novo, beijando a boca dela pra que sinta o próprio gosto. Posiciono o pau na entrada molhada e empurro devagar, centímetro por centímetro. Ela é tão apertada, quente, perfeita. Deve ser nova no ramo, Dalva acertou em cheio dessa vez. Solto um grunhido rouco quando entro até o fundo. Começo a meter lento, fundo, sentindo cada parede dela me apertar. Porra, como essa mulher é gostosa. O corpo dela parece feito pra mim. Os gemidos inocentes, a forma como ela rebola de leve, como aperta os meus ombros largos… tudo nela é especial. Aumento o ritmo aos poucos, metendo mais forte, segurando os pulsos dela acima da cabeça. Bato fundo, o som de pele molhada enchendo o quarto. Ela goza de novo, apertando meu pau com força, o corpo inteiro tremendo. Isso me leva ao limite. Com mais algumas estocadas profundas, gozo forte dentro dela, grunhindo baixo, o prazer me atravessando como uma onda violenta. Fico por cima dela por alguns segundos, sentindo o corpo dela ainda pulsar ao meu redor. Essa mulher… foi diferente. Melhor que qualquer outra que já paguei. O corpo, o cheiro, os gemidos… tudo perfeito demais. Saio de dentro dela devagar. Levanto da cama, visto a cueca em silêncio e caminho até a porta. Não tiro a venda dela. Não olho pra trás. — Pode sair quando quiser — digo, a voz fria e controlada de novo. Abro a porta e saio, fechando atrás de mim. Deixo ela sozinha no quarto. Volto pra sala, sirvo uma dose de uísque e fico olhando a vista do morro. Meu corpo tá relaxado, mas minha cabeça… minha cabeça ainda tá nela. Na morena gostosa, nos gemidos inocentes, no corpo que pareceu feito pra mim. Estranho. Faz tempo que uma foda não me deixa assim. Balançando a cabeça, afasto o pensamento. Foi só uma prostituta. Nada mais. Mas algo no fundo da mente sussurra que talvez não tenha sido tão simples assim.Quando passei em frente à casinha da Ceci e vi as luzes acesas, não pensei duas vezes. Parei a moto, desliguei o motor e tirei o capacete. Ela, pelo jeito, ouviu o barulho, porque abriu a porta imediatamente. Ela estava linda. Meu olhar desceu rápido pelo corpo perfeito dela — camiseta larga que escondia pouco, shortinho mega curto que mal dava pra diferenciar de uma calcinha, as pernas grossas e macias, os pés descalços no chão frio. O rostinho cansado, mas ainda assim ela era gostosa pra caralho. — Eu vi as luzes acesas… posso entrar? Ela deu passagem sem hesitar. Eu entrei, fechei a porta atrás de mim e me sentei no sofá como se já fosse de casa. A casa era de conceito aberto, então eu conseguia ver ela direitinho na cozinha. Tava trabalhando num bolo, as mãos sujas de creme, o cheiro doce dominando o ambiente. — Tá fazendo bolo essa hora? — perguntei baixo. Não queria que o moleque acordasse e estragasse tudo. — Encomenda de última hora. Uma vizinha. A netinha dela queria pr
Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida. Sumir. Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso. Naquela noite eu já tinha feito as malas. Pouca coisa. O essencial. Estava quase descendo as escadas com a mala na mão quando dei de cara com o Steve. Ele parou no meio do corredor, ainda de camiseta preta e short, o cabelo molhado do banho. — Ué, fez as malas? Pra onde vai? — Vou precisar dar um tempo fora novamente. Ele franziu a testa, claramente incomodado. — Mas você acabou de chegar. Não ficou nem uma semana. Não vai ficar pro baile? O baile. Sempre o baile. Steve amava aqueles ev
Já tinha colocado o Arthur na cama quando alguém bateu na porta. O menino dormia de lado, o carrinho vermelho ainda apertado contra o peito, a respiração tranquila depois de mais um dia cansativo. Eu estava no sofá, de cabelo preso de qualquer jeito e camiseta larga, prestes a ligar o filme que tinha colocado na lista há dias e nunca conseguia assistir. Aquele era o meu momentinho. O único pedaço da noite que eu reservava só pra mim. Suspirei, levantei e fui até a porta, já com a expressão de quem não queria ser incomodada. Quando abri, dei de cara com a Dona Maria, a vizinha que mora bem no início do beco. Mulher de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso num coque baixo, sempre com um avental. — Boa noite, minha filha. Desculpa a hora — ela começou, já com aquele jeito educado de quem sabe que está atrapalhando. — Deixa eu te perguntar… você faria um bolo pra amanhã de manhã? Forcei um sorriso educado. — Boa noite, Dona Maria. Imagina. Eu só faço bolos de pote… Ela me interro
O celular vibrou em cima da mesa. Abri a mensagem de Donato. 📲 Donato: Aqui estão os vídeos de movimentação. Mais de cinquenta arquivos. Eu soltei o ar pelo nariz e sentei na poltrona do escritório, a tela do notebook aberta na minha frente. Comecei a assistir um por um, com a paciência de quem já aprendeu que pressa é inimiga do controle. Os primeiros vídeos não tinham nada demais. Vapo entrando, vapo saindo. A empregada carregando sacolas. A cozinheira fumando no fundo do quintal. Movimento normal de uma casa que precisa parecer comum. Eu avançava rápido, pulando os trechos sem interesse. Até que os vídeos do fim da tarde começaram. Foi quando ela surgiu. No portão. Sozinha. Eu travei o dedo no mouse. A imagem congelou por um segundo e depois eu apertei play de novo. Ela estava ali. Cabelos cacheados lindos, vestido vermelho simples, o corpo delicado contrastando com a segurança armada que abria o portão pra ela. Os vapo a liberaram sem questionar. Ela entrou como se soubess
O clima entre a gente estava quente demais. Os corpos já nus, colados um no outro em cima da cama estreita do meu quarto. Os beijos eram molhados, urgentes. As mãos dele apertavam minha bunda, subiam pelas costas, desciam de novo. Eu retribuía com a mesma fome, as unhas fazendo leves arranhões nas costas largas dele. — Tu é muito, muito gostosa… — ele murmurou contra minha boca, beijando mais uma vez. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo de leve, e chegou nos seios. Chupou um mamilo com vontade, a língua quente girando, enquanto a mão apertava o outro. Eu arqueei as costas, soltando um gemido baixo. Dessa vez eu podia olhar. Dessa vez eu via o rosto dele, a barba cerrada, os olhos escuros cheios de tesão. Era bom. Era diferente de ontem… e ao mesmo tempo me fazia lembrar. Ele se sentou de repente, pegou a roupa do chão e tirou uma camisinha do bolso. Eu estranhei. Na noite anterior a gente não tinha lembrado disso. Nem pensado. Tinha sido tão intenso, tão sem freio… e agora
Dois toques na porta e eu me levantei da cama. Meu pau ficou duro na mesma hora. Só de imaginar aquela garota eu já ficava louco. A pele, os cachos, os gemidos inocentes, o jeito que o corpo dela se entregava… eu nunca tinha repetido uma mulher. Nunca. Mas aquela eu queria de novo. Queria ver os olhos dela enquanto metia. Queria gravar o rosto na memória. Ainda assim, preferi manter o protocolo. Segurança em primeiro lugar. Peguei a venda preta de seda, abri a porta devagar e, antes que ela pudesse me ver, já estava atrás dela. O corredor estava escuro. Enrolei a venda nos olhos dela com firmeza, amarrando atrás da cabeça. Meus dedos tocaram os cabelos enquanto eu finalizava o nó… e parei. Não era a mesma. Os fios eram diferentes. Mais lisos. Mais finos. O cheiro também. Eu soltei um suspiro de decepção nítida. — Não foi você que veio aqui ontem. Ela fez menção de tirar a venda. A mão subiu rápido. — Não tira — ordenei, a voz baixa e fria. Ela congelou. Ficou parada no meio do







