FAZER LOGINFico no banheiro por um tempo depois de fazer xixi, lavando as mãos com calma. O espelho embaçado me devolve um olhar animado. Ainda sinto o corpo quente da jacuzzi, o gosto do beijo do Urso na minha boca, a mão dele na minha cintura. Ele disse que ia me esperar no quarto. Quero estar pronta pra ele. Quero que quando eu chegar lá ele veja que eu me esforcei.
Abro o boxe e ligo o chuveiro. A água quente desce pelos meus cachos, escorrendo pelo corpo. Lavo com cuidado, passando a mão pela pele ainda sensível. Passo o sabonete devagar, imaginando as mãos dele no meu lugar. O desejo volta forte. Faz tanto tempo que eu não sinto isso… essa vontade de ser tocada de verdade. Depois do Ismael, eu me fechei. Mas o Urso… o Urso tá me fazendo querer de novo. Saio do banho, seco o corpo e visto só a calcinha. Enrolho a toalha grande em volta de mim, apertando bem no peito. Olho pro espelho mais uma vez, arrumo os cachos molhados e respiro fundo. — Será que ele vai ficar bravo que demorei… — murmuro baixinho enquanto subo as escadas. O coração tá batendo forte. Cada degrau me deixa mais nervosa e mais animada. Quando chego no andar de cima, vejo dois corredores: um pra esquerda e outro pra direita. Fico parada um segundo, indecisa. Escolho o da direita. A primeira porta tá entreaberta. Empurro devagar, sorrindo. "Urso, desculpa a demora" — Antes que eu termine de ensaiar a frase, braços fortes me pegam por trás. Uma venda de tecido frio cobre meus olhos com firmeza. Dou um sobressalto, mas não grito. O cheiro dele tá diferente… mais intenso, mais masculino. — Shhh… — A voz sussurra no meu ouvido mais grave, mais rouca. Deve ser o tesão. É o Urso, penso. Deve estar querendo brincar. Ele é assim, gosta de provocar. Mesmo com a voz um pouco estranha (talvez seja o desejo falando), eu relaxo. Confio nele. Ele puxa a toalha e ela cai no chão. Fico só de calcinha, o corpo exposto. Sinto o olhar dele queimando em mim, mesmo sem ver. As mãos grandes descem pela minha cintura, me puxando pra ele. Algo duro e quente pressiona minha barriga. Meu Deus… ele tá tão duro. Beijos lentos começam no meu pescoço. A língua quente passa pela pele ainda molhada, mordendo de leve. Eu tremo. As mãos dele sobem, apertam meus seios por cima, depois deslizam pelo vale, pegando os bicos entre os dedos. Um gemido baixo escapa. Não consigo segurar. Quando a boca dele encontra a minha, o mundo some. O beijo é tão profundo, dominador, diferente do jeito brincalhão do Urso. Tá mais intenso. Mais maduro. A língua dele me explora com fome, e eu retribuo com tudo que tenho. O gosto dele é viciante. Solto um gemidinho delicado, quase envergonhada de como tô reagindo tão rápido. Ele me guia até a cama. Me deita com cuidado, mas com firmeza. A boca desce pelo meu pescoço, pelo colo, e toma um mamilo. Chupa com vontade. Eu arqueio as costas, as mãos apertando o lençol. Os gemidos saem baixinhos, sem eu conseguir controlar. Cada chupada, cada mordida leve, me deixa mais molhada. Ele tira minha calcinha devagar. Sinto o ar frio na pele quente. Depois a boca dele desce mais. Quando a língua toca meu clitóris, eu quase grito. Meu Deus! Quanto tempo. Como aquilo é bom. Ele me chupa com uma habilidade que me faz ver estrelas. A língua entra, lambe, chupa, mordisca, tortura. Eu me contorço, as coxas tremendo. Em poucos minutos já tô gozando na boca dele, o corpo inteiro estremecendo, um gemido longo e doce saindo da minha garganta sem que eu possa controlar. Ele sobe de novo e me beija. Sinto o meu próprio gosto na língua dele. Depois sinto a cabeça grossa do pau dele roçando na minha entrada. Ele empurra devagar, centímetro por centímetro. É grande. Grosso. Me preenche de um jeito que nunca senti. Solto um gemido alto quando ele chega até o fundo. Aperto os ombros largos dele, as unhas cravando um pouco. Ele começa a meter. Lento no começo, fundo, me fazendo sentir cada centímetro. Depois aumenta o ritmo. As estocadas ficam mais fortes, mais profundas. O som de pele molhada ecoa no quarto. Eu gozo de novo, apertando ele com força, o corpo inteiro tremendo. Ele continua, sem piedade, sem pressa, me fodendo como se eu fosse a única mulher do mundo. Aquela venda nos olhos foi uma sacada de mestre. Algo diferente que eu nunca imaginei gostar, como estava gostando agora. Os gemidos de prazer que saem de mim parecem só deixar ele mais louco. Ele segura meus pulsos acima da cabeça, me prendendo, dominando. Eu me entrego completamente. Nunca senti algo tão intenso. O corpo dele é pesado, forte, perfeito. O jeito que ele me beija, me toca, me fode… tudo é demais. Eu acho ele o máximo. Gostoso. Intenso. O melhor que já tive. O único que conseguiu me fazer gozar mais de uma vez assim tão facilmente. Com mais algumas estocadas profundas, ele goza dentro de mim, grunhindo baixo. Sinto o calor do gozo dele me preenchendo. Ficamos um tempo assim, ele ainda dentro, o corpo pesado por cima do meu. Eu respiro ofegante, o sorriso bobo no rosto, ainda vendada. Ele simplesmente sai de dentro de mim devagar. Sinto a cama se mexer quando ele se levanta. Ouço o barulho da roupa sendo vestida. Passos se afastam. — Pode sair quando quiser — ele diz. Abre a porta, sai e fecha. Fico sozinha no quarto, ainda de olhos vendados, o corpo latejando de prazer. Demoro alguns segundos pra me mexer. Tiro a venda com as mãos trêmulas e pisco, acostumando com a luz. O quarto tá vazio. Ele saiu. Levanto, ainda um pouco mole das pernas, e me enrolo na toalha que tava no chão. Desço as escadas devagar, o sorriso não saindo do rosto. Pego o meu vestido perto da jacuzzi, visto por cima da calcinha e saio da casa quase flutuando. Caminho pelo morro de volta pra casa, o meu corpo ainda quente do ato, mas o meu coração tá tão leve. Nunca me senti tão desejada. Tão bem comida. Tão satisfeita. Tão feliz. Hoje com certeza eu vou dormir com um sorriso no rosto, pensando que finalmente encontrei o homem certo.Quando passei em frente à casinha da Ceci e vi as luzes acesas, não pensei duas vezes. Parei a moto, desliguei o motor e tirei o capacete. Ela, pelo jeito, ouviu o barulho, porque abriu a porta imediatamente. Ela estava linda. Meu olhar desceu rápido pelo corpo perfeito dela — camiseta larga que escondia pouco, shortinho mega curto que mal dava pra diferenciar de uma calcinha, as pernas grossas e macias, os pés descalços no chão frio. O rostinho cansado, mas ainda assim ela era gostosa pra caralho. — Eu vi as luzes acesas… posso entrar? Ela deu passagem sem hesitar. Eu entrei, fechei a porta atrás de mim e me sentei no sofá como se já fosse de casa. A casa era de conceito aberto, então eu conseguia ver ela direitinho na cozinha. Tava trabalhando num bolo, as mãos sujas de creme, o cheiro doce dominando o ambiente. — Tá fazendo bolo essa hora? — perguntei baixo. Não queria que o moleque acordasse e estragasse tudo. — Encomenda de última hora. Uma vizinha. A netinha dela queria pr
Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida. Sumir. Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso. Naquela noite eu já tinha feito as malas. Pouca coisa. O essencial. Estava quase descendo as escadas com a mala na mão quando dei de cara com o Steve. Ele parou no meio do corredor, ainda de camiseta preta e short, o cabelo molhado do banho. — Ué, fez as malas? Pra onde vai? — Vou precisar dar um tempo fora novamente. Ele franziu a testa, claramente incomodado. — Mas você acabou de chegar. Não ficou nem uma semana. Não vai ficar pro baile? O baile. Sempre o baile. Steve amava aqueles ev
Já tinha colocado o Arthur na cama quando alguém bateu na porta. O menino dormia de lado, o carrinho vermelho ainda apertado contra o peito, a respiração tranquila depois de mais um dia cansativo. Eu estava no sofá, de cabelo preso de qualquer jeito e camiseta larga, prestes a ligar o filme que tinha colocado na lista há dias e nunca conseguia assistir. Aquele era o meu momentinho. O único pedaço da noite que eu reservava só pra mim. Suspirei, levantei e fui até a porta, já com a expressão de quem não queria ser incomodada. Quando abri, dei de cara com a Dona Maria, a vizinha que mora bem no início do beco. Mulher de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso num coque baixo, sempre com um avental. — Boa noite, minha filha. Desculpa a hora — ela começou, já com aquele jeito educado de quem sabe que está atrapalhando. — Deixa eu te perguntar… você faria um bolo pra amanhã de manhã? Forcei um sorriso educado. — Boa noite, Dona Maria. Imagina. Eu só faço bolos de pote… Ela me interro
O celular vibrou em cima da mesa. Abri a mensagem de Donato. 📲 Donato: Aqui estão os vídeos de movimentação. Mais de cinquenta arquivos. Eu soltei o ar pelo nariz e sentei na poltrona do escritório, a tela do notebook aberta na minha frente. Comecei a assistir um por um, com a paciência de quem já aprendeu que pressa é inimiga do controle. Os primeiros vídeos não tinham nada demais. Vapo entrando, vapo saindo. A empregada carregando sacolas. A cozinheira fumando no fundo do quintal. Movimento normal de uma casa que precisa parecer comum. Eu avançava rápido, pulando os trechos sem interesse. Até que os vídeos do fim da tarde começaram. Foi quando ela surgiu. No portão. Sozinha. Eu travei o dedo no mouse. A imagem congelou por um segundo e depois eu apertei play de novo. Ela estava ali. Cabelos cacheados lindos, vestido vermelho simples, o corpo delicado contrastando com a segurança armada que abria o portão pra ela. Os vapo a liberaram sem questionar. Ela entrou como se soubess
O clima entre a gente estava quente demais. Os corpos já nus, colados um no outro em cima da cama estreita do meu quarto. Os beijos eram molhados, urgentes. As mãos dele apertavam minha bunda, subiam pelas costas, desciam de novo. Eu retribuía com a mesma fome, as unhas fazendo leves arranhões nas costas largas dele. — Tu é muito, muito gostosa… — ele murmurou contra minha boca, beijando mais uma vez. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo de leve, e chegou nos seios. Chupou um mamilo com vontade, a língua quente girando, enquanto a mão apertava o outro. Eu arqueei as costas, soltando um gemido baixo. Dessa vez eu podia olhar. Dessa vez eu via o rosto dele, a barba cerrada, os olhos escuros cheios de tesão. Era bom. Era diferente de ontem… e ao mesmo tempo me fazia lembrar. Ele se sentou de repente, pegou a roupa do chão e tirou uma camisinha do bolso. Eu estranhei. Na noite anterior a gente não tinha lembrado disso. Nem pensado. Tinha sido tão intenso, tão sem freio… e agora
Dois toques na porta e eu me levantei da cama. Meu pau ficou duro na mesma hora. Só de imaginar aquela garota eu já ficava louco. A pele, os cachos, os gemidos inocentes, o jeito que o corpo dela se entregava… eu nunca tinha repetido uma mulher. Nunca. Mas aquela eu queria de novo. Queria ver os olhos dela enquanto metia. Queria gravar o rosto na memória. Ainda assim, preferi manter o protocolo. Segurança em primeiro lugar. Peguei a venda preta de seda, abri a porta devagar e, antes que ela pudesse me ver, já estava atrás dela. O corredor estava escuro. Enrolei a venda nos olhos dela com firmeza, amarrando atrás da cabeça. Meus dedos tocaram os cabelos enquanto eu finalizava o nó… e parei. Não era a mesma. Os fios eram diferentes. Mais lisos. Mais finos. O cheiro também. Eu soltei um suspiro de decepção nítida. — Não foi você que veio aqui ontem. Ela fez menção de tirar a venda. A mão subiu rápido. — Não tira — ordenei, a voz baixa e fria. Ela congelou. Ficou parada no meio do







