LOGINCaminho pelo morro seguindo a localização que o Urso mandou, o coração batendo tão forte que parece que vai sair pela boca. O vestido vermelho que o Arthur escolheu balança nas minhas pernas, o tecido leve roçando na pele. Tô nervosa, animada, com um frio na barriga que não passa. Quando chego no endereço, paro na frente de um portão grande, discreto, daqueles que você nem imagina o que tem lá dentro. Um dos vapo que tá fazendo a segurança me reconhece e abre o portão sem perguntar nada.
— Pode entrar, Cecília. O Urso tá te esperando lá embaixo. Desço as escadas que levam pra área de lazer, o som de água borbulhando já chegando nos meus ouvidos. O lugar é lindo de um jeito que não combina com o morro: luzes suaves, plantas bem cuidadas, uma jacuzzi grande iluminada por LEDs azuis. E lá está ele. Urso tá dentro da água, os braços abertos na borda, o peito musculoso brilhando molhado, a barba cerrada e aquele sorriso preguiçoso que me desmonta. Ele tá só de sunga preta, o corpo todo à mostra. Meu Deus, como esse homem é bonito. — Chegou, princesa — ele diz, a voz rouca e baixa. — Tava aqui pensando se você ia me dar um bolo. — E perder a chance de te ver assim? Nem morta — respondo, tentando parecer mais confiante do que realmente tô. Ele ri e faz um gesto com a mão. — Vem pra cá. A água tá quente, perfeita. Fico parada um segundo, sentindo o rosto queimar. Olho pro vestido vermelho, depois pra ele. Nunca fiz isso antes, me jogar assim. Mas tem algo no jeito que ele me olha… como se eu fosse a única coisa que importa no mundo agora. Respiro fundo, viro de costas e desço o zíper devagar. O vestido cai aos meus pés. Fico só de calcinha e sutiã pretos, simples, mas que marcam bem o corpo. Sinto o olhar dele queimando na minha pele. Urso assobia baixo, admirado. — Caralho, Cecília… você quer me matar hoje? — Para, Urso! Tô morrendo de vergonha — reclamo, cobrindo o rosto com as mãos, mas rindo. — Vergonha de quê? Tu é linda pra caralho. Vem logo antes que eu saia daqui pra te buscar. Entro na jacuzzi devagar, a água quente envolvendo meu corpo como um abraço. Suspiro de prazer quando me sento do lado dele. A temperatura tá perfeita, as bolhas massageando a pele. Urso não perde tempo: puxa minha cintura com uma mão firme e me traz pra perto. Meu corpo cola no dele, peito contra peito, a água entre nós. Ele me beija. Não é um beijo rápido como o quase de ontem. É lento, profundo, cheio de fome. A língua dele entra na minha boca, explorando, e eu solto um gemidinho baixo, sem conseguir segurar. Minhas mãos sobem pros ombros largos dele, sentindo os músculos tensos. Ele morde de leve meu lábio inferior, depois desce beijos pelo meu pescoço, lambendo a pele molhada. — Faz tempo que eu tô querendo isso — murmura contra minha orelha, a voz rouca. — Você não sai da minha cabeça, Cecília. Desde aquela noite que a gente ficou. — Mentiroso… — sussurro, mas tô sorrindo, derretendo. — Não tô mentindo, não. Tu é diferente. As outras querem só o que eu represento. Você… você me olha como se eu fosse só o Steve. As palavras dele me acertam em cheio. Eu me entrego mais, passando as pernas ao redor da cintura dele na água. Sinto a ereção dele pressionando contra mim, dura, latejando mesmo através da sunga. Meu corpo reage na hora: um calor sobe entre as minhas pernas, um desejo que faz tempo não sinto. Faz tanto tempo que não transo. Depois do Ismael, eu me fechei. Mas agora… com o Urso me tocando assim, tudo tá voltando com força. Ele desliza as mãos grandes pelas minhas costas, abre o fecho do sutiã com habilidade e tira a peça, jogando pra fora da jacuzzi. Meus seios ficam livres, os bicos duros por causa da água e da excitação. Ele olha com desejo puro e abaixa a cabeça, tomando um deles na boca. Chupa devagar, a língua girando, a mão apertando o outro. Jogo a cabeça pra trás, gemendo mais alto. — Ah… Urso… — Isso, princesa. Geme pra mim. Quero ouvir. As carícias dele são intensas, mas controladas. Ele não avança pra tirar minha calcinha, só me toca por cima do tecido, os dedos pressionando o ponto certo, me fazendo rebolar contra a mão dele. Tô molhada, não só pela jacuzzi. O tesão tá nas alturas, latejando, me deixando tonta. Passo a mão pelo peito dele, desço pela barriga tanquinho, sinto o volume grande na sunga. Aperto de leve por cima do tecido e ele solta um grunhido rouco. — Tu tá me matando, Cecília. Se continuar assim eu não vou conseguir me segurar. — Então não se segura — provoco, mordendo o lóbulo da orelha dele. Ele ri baixo, me vira de costas pra ele e me puxa contra o peito. Agora sinto a ereção dele bem no meio da minha bunda, roçando enquanto ele beija meu pescoço e aperta meus seios. Uma mão desce, entra por dentro da calcinha e me toca direto. Os dedos grossos deslizam na minha umidade, circulando o clitóris devagar. Eu me contorço, gemendo, a cabeça encostada no ombro dele. — Tão meladinha… — ele sussurra, a voz cheia de tesão. — Isso tudo é pra mim? — É… só pra você. Ficamos assim um tempo que parece eterno e ao mesmo tempo curto demais. Beijos, carícias, palavras bonitas misturadas com safadeza. Ele me elogia o tempo todo: como sou linda, como meu corpo reage bem a ele, como ele adora meu cheiro, meu gosto. Eu me sinto desejada de verdade pela primeira vez em muito tempo. O desejo tá tão forte que chega a doer. Quero ele dentro de mim, quero sentir tudo. Mas algo me segura. Talvez o medo ainda, talvez a vontade de que isso não seja só uma transa rápida. Depois de um tempo, eu me afasto um pouco, ofegante. — Urso… preciso usar o banheiro. Ele me olha com os olhos escuros de desejo, mas sorri compreensivo. — Claro, princesa. Tem um banheiro ali no fundo. Eu vou subir pro quarto e te espero lá. Não demora, hein? Tô louco pra continuar isso direito. Concordo com a cabeça, dando um último beijo nele antes de sair da jacuzzi. Pego uma toalha que tá dobrada numa cadeira e me enrolo nela. Meu corpo ainda tá latejando, as pernas fracas. Subo as escadas internas da casa pensando em tudo que acabou de acontecer. Meu Deus, como eu quero ele. Como eu tô molhada, excitada, pronta. Mas ao mesmo tempo, uma vozinha no fundo da cabeça sussurra: “Vai com calma, Cecília. Não entrega tudo de uma vez.” Abro a porta do banheiro, ainda com o corpo quente e o coração acelerado, sem imaginar que essa noite ainda guardava surpresas que eu nunca poderia prever.Quando passei em frente à casinha da Ceci e vi as luzes acesas, não pensei duas vezes. Parei a moto, desliguei o motor e tirei o capacete. Ela, pelo jeito, ouviu o barulho, porque abriu a porta imediatamente. Ela estava linda. Meu olhar desceu rápido pelo corpo perfeito dela — camiseta larga que escondia pouco, shortinho mega curto que mal dava pra diferenciar de uma calcinha, as pernas grossas e macias, os pés descalços no chão frio. O rostinho cansado, mas ainda assim ela era gostosa pra caralho. — Eu vi as luzes acesas… posso entrar? Ela deu passagem sem hesitar. Eu entrei, fechei a porta atrás de mim e me sentei no sofá como se já fosse de casa. A casa era de conceito aberto, então eu conseguia ver ela direitinho na cozinha. Tava trabalhando num bolo, as mãos sujas de creme, o cheiro doce dominando o ambiente. — Tá fazendo bolo essa hora? — perguntei baixo. Não queria que o moleque acordasse e estragasse tudo. — Encomenda de última hora. Uma vizinha. A netinha dela queria pr
Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida. Sumir. Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso. Naquela noite eu já tinha feito as malas. Pouca coisa. O essencial. Estava quase descendo as escadas com a mala na mão quando dei de cara com o Steve. Ele parou no meio do corredor, ainda de camiseta preta e short, o cabelo molhado do banho. — Ué, fez as malas? Pra onde vai? — Vou precisar dar um tempo fora novamente. Ele franziu a testa, claramente incomodado. — Mas você acabou de chegar. Não ficou nem uma semana. Não vai ficar pro baile? O baile. Sempre o baile. Steve amava aqueles ev
Já tinha colocado o Arthur na cama quando alguém bateu na porta. O menino dormia de lado, o carrinho vermelho ainda apertado contra o peito, a respiração tranquila depois de mais um dia cansativo. Eu estava no sofá, de cabelo preso de qualquer jeito e camiseta larga, prestes a ligar o filme que tinha colocado na lista há dias e nunca conseguia assistir. Aquele era o meu momentinho. O único pedaço da noite que eu reservava só pra mim. Suspirei, levantei e fui até a porta, já com a expressão de quem não queria ser incomodada. Quando abri, dei de cara com a Dona Maria, a vizinha que mora bem no início do beco. Mulher de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso num coque baixo, sempre com um avental. — Boa noite, minha filha. Desculpa a hora — ela começou, já com aquele jeito educado de quem sabe que está atrapalhando. — Deixa eu te perguntar… você faria um bolo pra amanhã de manhã? Forcei um sorriso educado. — Boa noite, Dona Maria. Imagina. Eu só faço bolos de pote… Ela me interro
O celular vibrou em cima da mesa. Abri a mensagem de Donato. 📲 Donato: Aqui estão os vídeos de movimentação. Mais de cinquenta arquivos. Eu soltei o ar pelo nariz e sentei na poltrona do escritório, a tela do notebook aberta na minha frente. Comecei a assistir um por um, com a paciência de quem já aprendeu que pressa é inimiga do controle. Os primeiros vídeos não tinham nada demais. Vapo entrando, vapo saindo. A empregada carregando sacolas. A cozinheira fumando no fundo do quintal. Movimento normal de uma casa que precisa parecer comum. Eu avançava rápido, pulando os trechos sem interesse. Até que os vídeos do fim da tarde começaram. Foi quando ela surgiu. No portão. Sozinha. Eu travei o dedo no mouse. A imagem congelou por um segundo e depois eu apertei play de novo. Ela estava ali. Cabelos cacheados lindos, vestido vermelho simples, o corpo delicado contrastando com a segurança armada que abria o portão pra ela. Os vapo a liberaram sem questionar. Ela entrou como se soubess
O clima entre a gente estava quente demais. Os corpos já nus, colados um no outro em cima da cama estreita do meu quarto. Os beijos eram molhados, urgentes. As mãos dele apertavam minha bunda, subiam pelas costas, desciam de novo. Eu retribuía com a mesma fome, as unhas fazendo leves arranhões nas costas largas dele. — Tu é muito, muito gostosa… — ele murmurou contra minha boca, beijando mais uma vez. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo de leve, e chegou nos seios. Chupou um mamilo com vontade, a língua quente girando, enquanto a mão apertava o outro. Eu arqueei as costas, soltando um gemido baixo. Dessa vez eu podia olhar. Dessa vez eu via o rosto dele, a barba cerrada, os olhos escuros cheios de tesão. Era bom. Era diferente de ontem… e ao mesmo tempo me fazia lembrar. Ele se sentou de repente, pegou a roupa do chão e tirou uma camisinha do bolso. Eu estranhei. Na noite anterior a gente não tinha lembrado disso. Nem pensado. Tinha sido tão intenso, tão sem freio… e agora
Dois toques na porta e eu me levantei da cama. Meu pau ficou duro na mesma hora. Só de imaginar aquela garota eu já ficava louco. A pele, os cachos, os gemidos inocentes, o jeito que o corpo dela se entregava… eu nunca tinha repetido uma mulher. Nunca. Mas aquela eu queria de novo. Queria ver os olhos dela enquanto metia. Queria gravar o rosto na memória. Ainda assim, preferi manter o protocolo. Segurança em primeiro lugar. Peguei a venda preta de seda, abri a porta devagar e, antes que ela pudesse me ver, já estava atrás dela. O corredor estava escuro. Enrolei a venda nos olhos dela com firmeza, amarrando atrás da cabeça. Meus dedos tocaram os cabelos enquanto eu finalizava o nó… e parei. Não era a mesma. Os fios eram diferentes. Mais lisos. Mais finos. O cheiro também. Eu soltei um suspiro de decepção nítida. — Não foi você que veio aqui ontem. Ela fez menção de tirar a venda. A mão subiu rápido. — Não tira — ordenei, a voz baixa e fria. Ela congelou. Ficou parada no meio do







