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57- Uma boa hora para aprender.

Author: luproencio
last update publish date: 2024-03-21 07:23:39

- Venha. Ele estendeu a mão para ela que caminhou em direção a mesa, mas não pegou em sua mão.

Ele puxou a cadeira para que ela se sentasse ao seu lado.

Ela observou a mesa posta com muito requinte. – Receberemos visita?

- Não! Seremos só nós dois hoje.

- Há muita comida aqui só para nós dois. Ela disse, olhando para a mesa.

- Merecemos o melhor, coma o que quiser nada aqui é desperdiçado, o pessoal da casa come também o que estiver limpo nas travessas. Ele disse naturalmente.

Rosana ficou curiosa sobre Akira, desde a primeira vez que o viu ele não parecia alguém que raptaria uma mulher, ele era educado, muito fino e elegante. Parecia alguém muito nobre.

- No que está pensando? Ele disse tirando-a de seus pensamentos.

- Você é muito enigmático, é educado, nobre não parece alguém que rouba mulheres no meio da noite de suas casas. Ela disse encarando-o.

- Hum eu não a roubei se é isso que quer dizer. Ele falou com ironia.

- Ah não? E o que eu faço aqui, quando não vim com minhas próprias pernas?

- Outro te trouxe!  Ele disse colocando um pedaço de carne no prato dela.

- Outro? E quem seria? Ela perguntou.

- Raoni. Ele disse diretamente.

- Ele não faria isso, não mesmo! Ela se lembrou da raiva que ele tinha dela, se fosse ele a teria torturado.

- Oras porque dúvidas? Ele perguntou curioso.

- Ele me odeia, se tivesse a chance de colocar as mãos em mim eu não estaria aqui. Ela disse, sem tocar na comida.

- Ele estava proibido de tocar em você, para te proteger troquei você por algumas coisas que ele queria. Ele disse colocando um pouco de vinho na taça para beber.

- Porque você faria negócios com ele? E o que ele queria que pudesse ser trocado por mim?

- Suprimentos. Ele disse, não ia lhe dizer que era o “senhor das armas”.

- Que suprimentos são esses? Ela perguntou não acreditando nele.

- Coma sua comida vai esfriar, teremos muito tempo para conversar. Ele disse querendo fugir do assunto.

Rosana não consegui comer, estava com medo da comida ter algum medicamento que a fizesse dormir.

Ele a observando. – Não está com fome?

- É que...

- Não se preocupe tive que fazer aquilo para que a camareira te trocasse e curasse suas feridas, você não a deixaria tocar em você e tentaria fugir, não é?

Ele tirou um pedaço da carne que havia colocado sobre o prato dela e comeu.

Ela então comeu um pouco desconfiada.

Quando terminaram o jantar ele colocou uma música em uma vitrola que Rosana nunca tinha visto. Ele estendeu a mão para ela.

- Não sei dançar. Ela disse.

- Uma boa hora para aprender. Ele disse pegando a mão dela e fazendo-a se colocar em pé.

Ele a puxou para si, fazendo-a colocar a mão em seu peito para manter uma certa distância, ele ajeitou a mão no início de suas costas, ela não ousava olhar para ele que começou a se movimentar lentamente.

- Não pense muito, apenas ouça a música. Ele disse em seu ouvido.

Rosana sentiu uma gastura percorrer-lhe o corpo.

Ele parecia ter uma vida muito boemia, ele dança com desenvoltura, algumas vezes sem querer Rosana esbarrou em seus pés, sempre pedindo desculpas.

- Não se preocupe ninguém aprende a dançar sem pisar no pé do parceiro. Ele disse, para que não ficasse constrangida.

 - Estou cansada gostaria de voltar para o quarto. Ela disse parando de se movimentar.

- Está bem teremos tempo. Ele disse soltando-a levemente.

Ela se afastou dizendo:

-Obrigada pelo jantar, boa noite.

Seguiu em direção a escada.

No quarto ela encostou a porta e logo depois ouviu o barulho de alguém fechando a porta com a chave, ela suspirou. “Como vou sair daqui”?

Ela não tinha uma ideia de como sair, mas ela sabia que não devia ser mais agradável, para que ele confiasse nela e aponto de deixar a porta aberta e ela poder andar pela casa e encontrar uma saída.

Na manhã seguinte, a camareira não trouxe a bandeja de café, ela veio avisar Rosana que o café estava pronto e que Akira a esperava.

- Desça rápido, apesar de parecer gentil ele não gosta de esperar a mulher disse, hoje ela parecia mau humorada.

A camareira se chama Sufei, era jovem para uma camareira. Tinha olhos grandes e uma postura bonita, parecia muito educada, mas particularmente esta manhã Rosana a achou mau humorada ou aborrecida com algo.

- Qual seu nome desculpe, nem perguntei. Rosana disse sendo sincera.

- Não faz diferença. Ela respondeu arrumando a cama.

- Não precisa fazer isso eu mesma faço. Rosana foi até a cama ajudando-a a ajeita-la.

- A senhora....

- Não sou senhora, sou Rosana me chame de Rosana, não estou aqui como sua patroa, fui trazida para cá não pense muito, não sou sua inimiga. Rosana disse a ela.

A mulher foi em direção a porta e quando estava prestes a sair ela disse: - Sufei, meu nome é Sufei.

- Prazer Sufei, obrigada.

Ela apenas assentiu e saiu.

Rosana desceu para não aborrecer Akira, continuaria com o plano de não criar problemas e ganhar sua confiança.

Quando ela desceu ele já a aguardava na sala de jantar sentado lendo um folhetim.

Quando ele ouviu passos olhou para cima para ver Rosana descendo as escadas, “ela realmente é especial”, ele pensou sentindo feliz em tê-la em sua companhia.

- Bom dia como você dormiu? Ele perguntou puxando a cadeira para que ela se sentasse.

- Bem e você? Ela disse educadamente.

- Realmente você parece muito melhor hoje.

Ela não respondeu, apenas esboçou um pequeno sorriso tímido, mas nada fugia aos olhos dele.

Depois do café o que você acha de conhecer a casa? Tenho uma biblioteca no andar de cima.

- Eu gostaria sim, eu não vi se você tem um jardim gosto muito de flores. Ela disse na intenção de sair da casa e ver como era lá fora.

- Podemos tomar chá lá mais tarde você vai gostar o jardim tem muitas espécies de flores, algumas até de vinda de outros lugares.

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