LOGINRaoni se sentiu pressionado e injustiçado.
- Fiz o que você me pediu, tirei aquela selvagem de dentro do palácio sabe quanto arrisquei para isso?
- É verdade, com a ajuda de meus homens, mais toda a logística que te forneci, já cumpri com minha parte do acordo, não investirei anos de trabalho e meu pessoal numa briga pessoal sua.
- Você vai pular fora agora? Raoni disse com raiva.
- Oras o que posso te dar é mais um carregamento de armas e munições, mas não disponho de pessoal para morrer na sua guerra e tenho dito! Em consideração a você darei o carregamento, você pode ir agora que meus homens te levarão até ele e você pode leva-lo para onde você quiser.
Akira disse isso, colocando um pouco de vinho na taça. Agora você pode ir, tenho outros assuntos importantes para tratar. Ele girou a taça e bebeu do vinho sem nem olhar para o homem que estava a sua frente muito irritado.
Raoni saiu e não disse nada ao outro que não parecia se importar com seus infortúnios. No caminho com aquele caminhão de arma ele se pôs a pensar em todas as coisas que havia feito e que no fim se perdesse essa guerra ele seria humilhado, não tinha se vingado daquela mulher que o atacou, Yuri seria um herói, Akira conseguiu o que queria e ele só perdeu no fim das contas.
Na província Oeste Yuri, seus homens e a população que agora se juntou a eles numa força tarefa, trabalhavam a todo vapor, logo eles atrairiam os homens de Raoni para as armadilhas e longe da cidade para que outra equipe pudesse conquista-la.
Com nos dias que Raoni esteve fora houve muitas baixas de seu pessoal, a notícia de que Yuri estava planejando conquistar a capital da província o deixou nervoso, ele dirigiu noite e dia sem parar para conseguir chegar com o armamento, mas armas não lutam sozinhas, no caminho ele pegou alguns rebeldes e jagunços que encontrou no caminho. Não era o que se podia chamar de uma tropa, mas podiam causar danos e algumas baixas.
Numa manhã soldados da Província Oeste cercaram um grupo de soldados de Raoni, atingiram alguns e se evadiram ao serem perseguidos, eles entraram numa estrada e saindo numa mata os homens os seguiram, mais a frente um grupo de Yuri os esperavam, alguns foram mortos outros capturados. Como não voltaram mais um grupo veio ver o que havia acontecido, também caíram na emboscada.
Quando Raoni finalmente conseguiu chegar com o caminhão com as armas descobriu e parte do seu efetivo que guardava a capital havia sido emboscado.
Uma mesa foi vista voando de dentro da tenda de Raoni. – Vocês são uns idiotas? Eu só lido com imbecis?
- Senhor como íamos saber? Um soldado disse com a cabeça baixa.
- Para que vocês foram treinados? Quantos?
- Senhor não sei ao certo, mas alguns, talvez um pouco mais de vinte.
Raoni passou a mão pelo rosto, exasperado ele estava a ponte de ter uma síncope. – Vinte?
-Saia e prepare as ramas que eu trouxe ninguém dorme, na madrugada faremos uma surpresa para Yuri.
- Mas estamos com um efetivo muito pequeno.
- Temos a vantagem da surpresa ele não acredita que iremos ataca-lo justamente por estar com o efetivo pequeno. Deixe alguns aqui e iremos ao encontro deles.
Na madrugada caminhões foram colocados na estrada que dava na mata onde Yuri havia feito as armadilhas.
Raoni sabia que Yuri também não tinha um efetivo grande, na verdade pelos seus cálculos ele era até menor que o seu, a diferença é que o de Yuri era treinado e ele estava com um bando de jagunços e soldados da Província Leste, totalmente sem treinamento.
Os homens de Raoni cerca de uns cinquenta se separaram e entraram na mata para fazer uma varredura e cercar o que Raoni acreditava ser uns quinze homens na companhia de Yuri, na verdade estavam em dez soldados e os homens da comunidade havia dado suporte para as armadilhas, mas Yuri não deixou que eles participassem da batalha efetivamente, eram civis sua obrigação era protege-los.
Na escuridão os homens iam adentrando a mata, a neblina cobria a estrada e permeava o chão, coberto de folhas e galhos.
Crash! Pam! Um estampido foi ouvido ecoando na escuridão.
Todos pararam sem saber ao certo de onde vinha o tiro.
Os homens de Raoni estavam com medo, desde que enfrentaram as tropas de Yuri não haviam conseguido vencer uma batalha.
O silencio era ensurdecedor, todo mundo estava imóvel, podia-se ouvir até o próprio pulsar de seus corações, que batiam acelerados pela adrenalina.
Yuri viu o soldado que caiu na armadilha com um sinal com as mãos ele reorganizou seus homens, assim os homens de Raoni, como em um jogo de xadrez, se moveram como peões.
Ahhhh!
Um grito, os homens estavam suando mesmo com o frio, na escuridão viam pouca coisa a frente, como se separaram eles não tinham noção de onde estavam seus companheiros e nem conseguiam ver o inimigo que estavam camuflados.
A noite foi longa e um a um quase todo o regimento de Raoni ou estava morto, ou estava ferido e detido em alguma armadilha.
Raoni ficou com poucos homens ele estava passado com o que aconteceu durante a noite, em nenhum momento ele conseguiu pegar se quer um homem de Yuri, pareciam fantasmas, ele em certo momento duvidou que eles estavam em poucos, como havia ficado sabendo.
- Apareça Yuri! Você não é homem para me enfrentar mano a mano?
Sua voz ruidosa ecoava na escuridão.
Sem resposta ele se sentia mais irritado.
Yuri não era bobo, se cedesse as provocações de Raoni ele exporia sua localização e até de seus homens.
Como qualquer homem Yuri tinha vontade enfrentar Raoni cara a cara para fazê-lo pagar tudo que havia feito a Rosana e também a outros inocentes.
Raoni continuava esbravejando, de repente ele dá um tiro para cima, alguns de seus homens atiram também no susto.
- Vamos Yuri, venha me encarar, você é um covarde! Ele gritava como louco, oras esbravejando oras rindo do seu próprio desespero.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







