Início / Romance / O AMOR QUE FERE / CAPÍTULO 01: O AMOR QUE FERE!:

Compartilhar

O AMOR QUE FERE
O AMOR QUE FERE
Autor: Coruja literária

CAPÍTULO 01: O AMOR QUE FERE!:

last update Data de publicação: 2026-08-23 07:47:17

Era para ser o dia mais feliz da minha vida. Amei Algustus por dez anos e, finalmente, tive a oportunidade de tê-lo de verdade.

Aqui estava eu, vestida de noiva, o véu banhando meu corpo. Olhava-me no espelho, admirando o próprio reflexo, com um sorriso impecável e largo. Meu coração estava eufórico pela conquista.

Se eu pudesse voltar atrás... Hoje, exatamente no dia do meu casamento, teria fugido para o mais longe possível. Teria abandonado esse amor obsessivo.

Mas não. Naquele dia, eu só conseguia pensar nele.

Algustus Wolter.

E no meu imenso amor por aquele homem...

Antes

Pérola, minha amiga de infância, era filha de uma grande amiga da minha mãe. Crescemos juntas – ela, Algustus e eu.

Aos dezesseis anos, Pérola começou a namorá-lo. E quando o relacionamento terminou, eu fui a primeira pessoa a consolá-la.

— Ele é um homem horrível! Como pôde fazer isso comigo? — soluçava, inconsolável.

— Você tem certeza que ele fez isso? Ele não seria capaz... — murmurei, recusando-me a acreditar.

— Eu vi, Maitê! Vi com meus próprios olhos! Ele estava na cama com outra garota na festa do Ronald!

Pérola estava desolada, mas eu me recusei a aceitar. Conhecia Algustus o suficiente para saber que ele não faria algo assim... ou pelo menos queria acreditar nisso.

Mesmo indo contra todas as evidências, mergulhei ainda mais nesse sentimento.

Dias depois, encontrei-o na empresa de nossos pais, já que ambos eram sócios.

— Algustus... oi! — cumprimentei, sorrindo e colocando uma mecha do meu cabelo ruivo atrás da orelha.

— Maitê... — respondeu ele, sem muita empolgação.

— O que faz aqui?

— Meu pai está me treinando para ser seu sucessor. Ele pretende se aposentar.

— Nossa! Então vai ser um homem de negócios cedo!

— Pois é.

Não me deu muita atenção. Olhou o relógio e suspirou.

— Preciso ir, tenho um compromisso.

Ele se virou para sair, mas, num impulso, segurei seu braço.

— Espera...

Ele me encarou com intensidade.

— Soube que terminou com a Pérola.

— Ela já te contou... — comentou, abrindo um sorriso pequeno.

— Não dava mais certo?

Ele acenou, confirmando.

— Bom, vou indo...

Antes de se afastar completamente, inclinou-se e beijou meu rosto, tão próximo à minha boca que minha respiração falhou. Então, segurou meu queixo por um instante e disse:

— Você ainda é só uma menina.

Fiquei confusa, mas ele sorriu de forma maliciosa e simplesmente se afastou, deixando-me ali, sozinha e atordoada.

Eu não era mais uma menina. E ele só tinha três anos a mais do que eu. Naquele momento, com seus dezenove anos, Algustus já era um homem feito... e eu não conseguia parar de desejá-lo.

....

Os anos se passaram, e meu fascínio por Algustus só crescia. Eu alimentava esse sentimento secreto há anos, observando-o de longe enquanto ele seguia sua vida. Vi tantas mulheres passarem por seus braços enquanto eu me tornava uma mulher.

Ele assumiu o lugar do pai e começou a trabalhar ao lado do meu. Eu inventava desculpas para visitar a empresa, apenas para vê-lo.

Bati na porta de sua sala e entrei sem esperar resposta. Mas, naquele dia, me deparei com uma cena que me paralisou.

Algustus estava nu da cintura para baixo, entre as pernas de sua secretária, completamente entregue ao ato.

— Porra...

Ele saiu de dentro dela num movimento rápido e puxou as calças às pressas, me olhando contrariado.

— Maitê!

Meu olhar se voltou para a mulher, reconhecendo-a de imediato. Senti meu rosto esquentar e meu coração martelar dentro do peito.

— Desculpa!

Saí da sala atordoada, um sorriso nervoso escapando dos meus lábios enquanto minhas mãos tremiam.

Ouvi a voz dele soar irritada logo atrás de mim.

— Vamos... saia!

A porta se abriu, e a mulher saiu cabisbaixa. Meu olhar voltou para Algustus, que agora fechava o cinto, negando com a cabeça.

— Isso será um segredo nosso.

Ele deu um passo à frente, seus olhos fixos nos meus. Meu corpo enrijeceu quando ele se aproximou.

— Me diga, Maitê...

Seu olhar percorreu meu rosto, como se procurasse algo.

— Nenhum homem já te tocou?

Meu coração disparou. O atrevimento em sua voz, a intensidade no olhar, tudo nele me instigava.

— Por que diria isso a você?

O encarei com desafio. Ele pressionou os lábios, um sorriso ladino surgindo.

— Por querer saber… somos amigos, não?

Amigos. Esse era um título que eu não queria carregar.

— Não ao ponto de dizer essas coisas!

Ele riu de forma debochada. Antes que pudesse responder, a porta da sala se abriu.

— Ah… filha!

Virei-me e vi meu pai entrando.

...

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 63

    MAITÊ Desci as escadas sentindo o coração pesar no peito. Meu pai estava ali, sentado no sofá da sala, olhando para o nada. Parecia que tinha envelhecido dez anos em uma noite. — Pai... chamei com a voz mais firme do que eu realmente sentia. — Tudo acabou... Foi só uma briga. O Theo mentiu pra mim... disse o que sabia que iria me machucar. Ele ergueu os olhos, perdidos. — Eu não sei mais o que dizer, filha... não sei como te proteger disso. Nem como encarar o Algustus. Olhei pra porta do quarto onde Algustus estava. Eu sabia que ele tinha ouvido tudo. Sabia que não queria confrontar meu pai. Estava tentando se conter, por mim. — Ele vai precisar de tempo... Você também. murmurei. — Talvez o senhor devesse voltar pra sua casa. — Não vou sem você. Balancei a cabeça, respirando fundo. — Meu lugar é aqui. Foi aqui que eu escolhi ficar, e eu... eu vou me cuidar agora. Ele suspirou, resignado. — Vou pra empresa. Você devia ir também. Assenti. .... Levamos vários dia

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 62

    Nossos corpos se entendiam como velhos cúmplices. Um encaixe de vilões e amantes. Era perigoso. Era errado. E era inevitável.— Eu... sussurrei contra sua boca, arfando.— Meu pai não vai fazer nada. Nem você contra ele. Ele nunca vai saber que você tentou incriminar ele. Vocês não vão ser mais inimigos. Nunca mais. Ou enterra esse passado, ou acabou algustus! Você me perde de vez. Pra sempre. Ele tentou responder, mas eu não deixei. Apertei seu rosto entre as mãos, o olhar fixo, decidido.— Eu tô pensando só no bebê, Algustus. Só nisso.Ele cerrou os olhos e balançou a cabeça, como se não quisesse aceitar.— Acabou, eu juro! Mas você não pode deixar eles ganharem assim. Aqueles dois infelizes. Isso é tudo o que eles queriam! Cora se fazendo de mártir, e o idiota do Theo fingindo ser o cavaleiro branco pra você... pra quê? Pra quando sairmos daqui, você procurar por ele? Você não vê, meu amor?! Não faz isso... Não joga tudo que a gente viveu fora!Ele me puxou mais forte pra ele, su

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 61

    Porque o meu corpo tremia... mas não era de medo. Era de raiva, desejo, confusão. Um misto insuportável de querer e odiar. Eu queria gritar. Queria chorar. Queria cair nos braços dele. E isso... isso me matava. Inclinei o queixo, desafiando. Meus olhos presos nos dele, tão fixos que o ar pareceu evaporar entre nós. E eu só pensei no meu bebê, em tudo que a gente viveu. Tudo. Não tinha como ser mentira, não... Eu sei que dessa vez não foi ilusão da minha cabeça. Eu tinha mesmo conseguido dobra-lo a mim. Eu tinha! Era mérito meu, e a tudo que eu tanto desejei. E agora eu tinha, aqui na minha frente, implorando por mim. Por segundos eu quis matar ele, xingar e fazer ele lamber meu chão, e ainda quero. Mas também sinto um a imensa vontade de ligar o foda-se... Foda-se todos eles, foda-se essa vingança. E ser dele... De novo e de novo. E fazê-lo meu, mais uma vez. — É tarde demais pra fugir. Silêncio. O chão pareceu sumir sob os nossos pés. — O que você está dizendo, filha?!

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 60

    Ele diz com toda indignação. Crápula enganador! Destruiu meu pai, ficou com a mulher que ele amava. Tomou tudo que era dele e agora é o efendido? — E eu?! Maitê gritou, chamando minha atenção. — Eu tenho culpa de quê, Algustus?! Que mal eu te fiz? — Nenhum! eu rugi. — Porra, você é a mulher da minha vida! Sempre foi! Eu só fui cego demais pra não enxergar isso desde o início. Mas agora eu vejo, e não vou te perder! Ela deu um passo atrás. Eu avancei. — Você já me perdeu, Algustus. No segundo em que mentiu pra mim. Você disse que não tinha nada naquela droga de gaveta! Aquilo me quebrou. Me virou do avesso. Mas eu não deixaria acabar ali. Avancei, segurei seus braços. — Você não vai sair daqui. Não vai. minha voz saiu baixa, mas feroz. — Só nós dois entendemos esse amor. Ninguém mais. Ninguém mais vai entender. Mesmo que seja insano, mesmo que seja doente. Eu não me importo. Você é minha. Minha mulher, Maitê. O pai dela veio pra cima de mim. — Solta minha filha!

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 59

    E então… ela vai embora. Com meu coração nas mãos dela. Com minha vida desmoronando em silêncio. Levando com ela tudo que eu tenho... Ou tinha agora. Estava desnorteado. Joguei a droga daqueles papéis todos pelo chão. O coração parecia fora do compasso, batendo alto demais, rápido demais.. Pressionei os cabelos fechando os olhos com força, tentando controlar meu interno enfurecido, achar uma saída, como se tentasse me alertar de que eu estava prestes a perder tudo. Ela. Porra, ela! Não! Gritei, sem nem pensar, e minha mão voou contra a prateleira de vidro do escritório. Os cacos voaram, cortando minha mão, mas eu não senti. Não doía. Nada doía mais do que ver Maitê destruída… por minha causa. — Eu não vou desistir! rosnei, ofegante. Corri até os papéis espalhados pelo chão. Cada maldita prova, cada maldito pedaço de um passado que eu jurei enterrar. Peguei tudo, o sangue pingando por onde andava, e enfiei todos os papéis dentro da lata metálica de lixos ao lado da mesa

  • O AMOR QUE FERE   CAPÍTULO 58

    MAITÊAs mãos tremiam. Mas eu não hesitei.Abri a porta da sala dele com tudo, ignorando a voz desesperada da assistente que tentava me impedir.— Você não pode entrar! Senhorita, São ordens. ela gritou.Mas eu podia. E eu ia.Fui direto até aquela maldita gaveta. Aquela que me despertou suspeitas e que ele negou!Negou que tinha algo, que... Eu estava imaginando coisas. Mas meu instinto nunca me engana, nunca!Puxei com força. Mas, Nada.Destravei ela das corrediças e arremessei no chão.Nada ainda.— Senhora! Pare com isso!— SOME DAQUI! gritei com a alma em chamas, sem nem olhar na cara dela.Ela saiu quase correndo. Levantei a gaveta de novo e joguei contra o chão com mais força. O estrondo ecoou na sala. Um pedaço quebrou.E então… a verdade se derramou diante de mim.Papéis. Vários. Uma chuva de provas, documentos, fotos. Tantos que meus olhos não conseguiam focar em nada por alguns segundos.Caí de joelhos, os dedos buscando desesperados em meio à bagunça.— Não... não

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status