FAZER LOGIN— Não. — Respondeu Cale calmamente. — Mas as intenções dele eram questionáveis.Althea apertou as mãos uma contra a outra.— Quem é ele?Ela devolveu o celular para Cale.Cale lançou um olhar para a tela, que já havia voltado à página inicial, antes de responder.— Um jornalista. Bastante conhecido. Já escreveu vários artigos atacando Daven.Felicia soltou uma risada seca.— Então foi atrás de material novo?— Parece provável. — Disse Cale. — A segurança o deteve antes que ele pudesse avançar mais.Althea não conseguia entender pessoas dispostas a ir tão longe para derrubar seu marido. Os métodos deles eram calculados, cruéis.O que Daven havia feito? Até onde ela sabia, nada de errado, especialmente quando se tratava da empresa. O Grupo Callister havia sido confiado a ele por seu falecido pai, para ser administrado com cuidado, expandido, até mesmo para além das fronteiras nacionais, se possível. Então não fazia sentido que Daven destruísse algo construído com tanto esforço.
A atmosfera no pavilhão da ala direita era visivelmente mais calma do que na casa principal. Felicia estava perto da grande janela, os braços cruzados diante do peito, andando de um lado para o outro sem parar. A cada poucos segundos, balançava a cabeça, incapaz de esconder sua irritação.Diferente de Felicia, Althea foi direto para a cozinha preparar um pouco de chá de limão. Tinha certeza de que não demoraria muito até Nathan e Riana se juntarem a eles ali.— Eu realmente não entendo. — Murmurou Felicia. — Como eles puderam permitir que uma mulher como Selena entrasse nesta casa?Althea colocou uma bandeja sobre a mesa, trazendo um bule grande cheio de chá de limão. Depois trouxe várias xícaras para que qualquer um pudesse se servir com facilidade e acrescentou um prato cheio de fatias de bolo. Quando tudo pareceu suficiente, afundou no sofá, recostando-se confortavelmente. Seu rosto mostrava sinais de cansaço, mas seus olhos permaneciam calmos.— Tenho certeza de que eles nunca
Ela decidiu, naquele momento, que ensinaria uma lição a Josh. Faria o garoto entender seu lugar. Lembraria a ele que, naquela casa, ele era um estranho.Diferente dela.Selena acreditava ter muito mais direito ali, especialmente agora que Eli estava sendo reconhecida como neta da família Miller.Selena não voltou ao jardim. Em vez disso, escolheu esperar Eli no quarto da garota.Foi direto para lá. Depois de confirmar que a porta não estava trancada, empurrou-a e entrou. O quarto estava escuro. Selena entrou e acendeu o abajur no canto.Sentou-se na cadeira junto à janela e esperou.Alguns minutos depois, passos soaram do lado de fora. A maçaneta girou lentamente. Eli entrou, então congelou ao ver Selena já lá dentro.— Mãe? — Eli parou no lugar. — Por que está aqui? Desde quando?Selena se virou para ela, a expressão ilegível.— Desde quando sou proibida de entrar no seu quarto?Ela se levantou devagar, o olhar afiado.— Eu é que deveria perguntar. Por que você estava no ja
— Droga. — Murmurou Selena, as mãos fechadas em punhos.Sua respiração vinha rápida e irregular enquanto lutava para conter a raiva.A porta da sala de jantar se fechou atrás dela com um baque firme. Ela se afastou depressa, a respiração ainda áspera. Sua mandíbula se contraía toda vez que se lembrava da forma como Nathan e Riana a olharam, como se ela fosse a fonte de todos os problemas. Da forma como a julgaram. Eles deveriam ter percebido que o que ela dizia era verdade.— Eles são cegos demais. — Murmurou Selena, o rosto corado pela emoção. — Vou provar que estou certa. Esperem só. Vão se arrepender de me tratar como se eu não importasse.Suas unhas se cravaram ainda mais nas palmas das mãos até que a ardência dos arranhões acidentais se tornou aguda e real. Ela não foi direto para o quarto. Precisava se acalmar. Sua cabeça latejava, os pensamentos estavam embolados. Onde poderia encontrar uma taça de vinho para aliviar a tensão?Mas, mais do que o vinho, um pensamento continu
O garoto desacelerou os passos. Claramente não esperava encontrar Eli ali. Uma das mãos deslizou para dentro do bolso, a incerteza passando por seus olhos, mas seus pés continuaram se movendo, quase sem que ele percebesse, aproximando-o da garota sentada sozinha.O que ela está fazendo aqui? A vovó não mandou ela ir para o quarto? Josh se perguntou.— Eu não sabia que você estava aqui. — Disse quando chegou perto o suficiente, mantendo uma distância cuidadosa.Eli se levantou imediatamente.— Desculpa. Eu... Eu só queria aproveitar a noite um pouco mas antes de voltar para o quarto.Seus dedos se torciam nervosamente, e ela não conseguia olhar para Josh por mais do que um instante.Josh deu um breve aceno.— Tudo bem. Você não precisa se desculpar.Eli abaixou ainda mais a cabeça.— Mesmo assim, quero pedir desculpas.Josh franziu a testa.— Pelo quê?Eli puxou uma respiração curta, reunindo coragem para falar.— Por tudo. Principalmente pelo que aconteceu na sala de janta
Selena olhou para os dois, um de cada vez, então curvou os lábios em um sorriso fino e amargo.— Vocês dois são muito bons em fazer alguém parecer vilão.— Ninguém fez isso com você além de você mesma. — Respondeu Riana calmamente.Selena ergueu o queixo.— Estou apenas lutando pelos direitos da minha filha.— Você está certa. Não vou negar isso. E nós recebemos vocês de braços abertos. — Disse Nathan. — Mesmo quando você ultrapassou os limites de tolerância desta família, ainda tentamos aceitá-la. Mas o que você fez em troca? Só acabou ferindo ainda mais sua filha.O silêncio se instalou por alguns segundos.Selena puxou uma longa respiração, então pegou a bolsa.— Certo... — Disse por fim. — Parece que esta conversa nunca será justa comigo.Por um momento, ela apenas ficou ali. Seu peito subia e descia rápido demais enquanto seus olhos passavam por Nathan e Riana, um depois do outro, o olhar cheio de um orgulho ferido que ela se recusava a reconhecer.Ela se virou sem esper







