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Capítulo 7

Penulis: Major_Canis
Logo, eles estavam diante de um homem mais velho, com uma presença imponente, vestido com trajes formais tradicionais japoneses. Ele os cumprimentou com um largo sorriso.

— Sr. Callister, bem-vindo — O homem disse em japonês polido e com sotaque. — E esta deve ser sua esposa?

— É uma honra conhecê-lo, Embaixador Sugimura — Daven respondeu, apertando sua mão. — Você está certo, esta é Althea, minha esposa.

Althea fez uma reverência educada, então falou em japonês impecável. — Konbanwa, Sugimura-sama. Omedetou gozaimasu, kono subarashii omotenashi no tame ni.

(Boa noite, Embaixador Sugimura. Parabéns e obrigada por esta maravilhosa hospitalidade.)

O Embaixador piscou surpreso, depois riu em admiração. — Ah! Nihongo ga jōzu desu ne! Você fala tão fluentemente, Sra. Callister!

(Seu japonês é bom!)

Daven virou-se para Althea, momentaneamente atordoado.

— Você fala japonês? — Ele perguntou em voz baixa.

— Eu estudei na universidade — Ela respondeu calmamente, ainda sorrindo educadamente para o embaixador. — E eu sempre amei a cultura japonesa.

Sugimura continuou a conversa em japonês, claramente encantado com a fluência e a graça de Althea. Daven permaneceu em silêncio ao lado dela, ouvindo e observando. Pela primeira vez em muito tempo, parecia, ele estava realmente a vendo.

Quando a breve troca de palavras terminou e eles se afastaram, Daven finalmente quebrou o silêncio.

— Por que eu não sabia que você falava japonês?

— Você nunca perguntou — Althea respondeu secamente.

Daven balançou a cabeça em descrença. — Você continua me surpreendendo.

Althea não deu resposta. Ela não sentiu a necessidade de se explicar. Aquela noite parecia algo raro, algo extravagante. Ficar ao lado do marido, falando tão naturalmente, era um momento que ela nunca pensou que viveria.

E se aquilo fosse apenas um sonho, Althea desejava nunca ter que acordar.

Mesmo assim, Daven logo foi arrastado de volta para a conversa com seus colegas, enquanto Althea ficou com a esposa do embaixador japonês e algumas outras mulheres.

— Ah, estou tão impressionada com o seu japonês, Althea-san — Disse a Sra. Sugimura, dando um tapinha gentil na mão de Althea. — Você deve ter estudado por bastante tempo?

— Eu comecei no meu primeiro ano de universidade — Althea respondeu com uma risada suave. — No início, era porque eu amava a literatura clássica japonesa. Eu achava fascinante... E calmante.

O grupo riu junto, e a conversa fluiu com calor. A rigidez na expressão de Althea havia desaparecido completamente. Seus ombros estavam relaxados, seu sorriso natural. Pouco a pouco, ela ganhava confiança, ficando em evidência sob as luzes cintilantes da noite elegante.

Enquanto isso, do outro lado do salão, Daven estava com uma taça de vinho na mão, seu olhar fixo neles em silêncio.

— Você está olhando para sua esposa como um pai preocupado com medo de que sua filha tropece em saltos altos — Comentou o Sr. Sugimura ao se aproximar de lado.

Daven virou-se para ele, então riu da observação do embaixador. — Eu não estou preocupado. Apenas de olho nela.

Sugimura sorriu com cumplicidade. — Então você deve ser o tipo de marido que protege em silêncio. Mas permita-me dizer uma coisa, Sr. Daven — você é um homem de muita sorte.

Daven levantou uma sobrancelha. — Ah?

— Sua esposa... Ela é bonita, inteligente e tem uma presença maravilhosamente calorosa. Minha esposa gostou dela imediatamente.

Daven deu uma risada suave em resposta, sem dizer nada, mas seus olhos voltaram para Althea.

Essa risada desapareceu rapidamente, no entanto, quando ele notou alguém se aproximando dela, antes mesmo que pudesse dar um passo. Um homem alto em um smoking branco-marfim, com cabelo escuro e duas taças de vinho nas mãos.

— Althea?

A voz era familiar, calorosa e inconfundivelmente próxima.

Althea se virou, e seus olhos se arregalaram. — Oh meu Deus... Alan?

Do outro lado do salão, Daven estreitou o olhar. Um sorriso, um que ele nunca tinha visto no rosto dela antes iluminou as feições de Althea. Amplo, genuíno e radiante.

O homem entregou-lhe uma taça, e os dois imediatamente iniciaram uma conversa animada, como se se conhecessem desde sempre. Althea até riu, uma risada aberta e alegre, como se o tópico entre eles trouxesse nada além de deleite. Ela se inclinou ligeiramente em direção a ele, sua linguagem corporal relaxada e familiar.

Aquilo foi o suficiente.

Daven pousou sua taça na bandeja mais próxima e atravessou o salão, sem perder um segundo. Sem uma palavra, ele colocou a mão nas costas de Althea e segurou seu braço, firme, mas gentil.

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