FAZER LOGINCapítulo 147: O Altar da PrimaveraPOV: Gabriel MontenegroA manhã de sábado despontou com um céu perfeitamente limpo, tingindo a paisagem de São Paulo com a luz suave e dourada típica de uma primavera que parecia ter sido encomendada sob medida para a ocasião. Na mansão, o ritmo matinal era de uma agitação controlada, bem diferente do caos corporativo que costumava marcar os meus dias úteis na holding. Vestido com um terno azul-marinho de corte impecável e colete ajustado, ajeitei o colarinho da camisa diante do espelho da suíte principal, respirando fundo enquanto repassava mentalmente cada detalhe do cronograma do dia.A porta do closet se abriu e Luna apareceu, vestindo um elegante vestido midi em tom verde-esmeralda que se moldava perfeitamente à silhueta dela, realçando a cor dos seus olhos e a postura altiva que sempre me cativou desde o nosso primeiro encontro sob coação contratual. Ela finalizava os brincos de pérola enquanto caminhava em minha direção com um sorriso irôni
Capítulo 146: A Noite de EnsaioPOV: Luna CarvalhoA tarde de sexta-feira transcorreu com a energia típica que antecede grandes celebrações. Na mansão, o ritmo era de agitação controlada: dona Helena ajustava os últimos detalhes do traje que Helena usaria na cerimônia do dia seguinte, enquanto eu conferia pela última vez a lista de compromissos no meu tablet. O manuscrito do segundo romance estava devidamente protocolado na editora, o que significava que, pela primeira vez em meses, a minha atenção estava inteiramente livre de prazos literários.Pouco antes das sete horas da noite, Gabriel desceu as escadas do segundo andar. Ele vestia um terno cinza-chumbo impecável, com o colarinho da camisa branca perfeitamente alinhado e a gravata ajustada com precisão. A rigidez executiva que costumava caracterizar suas semanas dava lugar a uma postura mais relaxada, embora a intensidade do seu olhar permanecesse inalterada.— Pela sua expressão, imagino que a diretoria infantil da família já
Capítulo 145: Alinhamento DefinitivoPOV: Gabriel MontenegroA luz difusa da tarde de quinta-feira entrava pelas grandes janelas de vidro da minha sala na holding, desenhando sombras geométricas sobre a extensão da mesa de carvalho polido. O trimestre financeiro havia sido encerrado com uma margem operacional recorde, e a reestruturação da holding implementada após a derrocada de Maurício operava com a precisão de um relógio suíço. Não havia crises intestinas, auditorias de emergência ou relatórios de risco pendentes. No entanto, o meu foco estava inteiramente voltado para o relógio de pulso, marcando exatamente dezessete horas — o limite rígido que estabeleci para encerrar os despachos corporativos e garantir o retorno à mansão antes do anoitecer.O som suave do interfone cortou o silêncio da sala. Toquei no botão de atendimento com um movimento curto.— Senhor Montenegro, o senhor Felipe está na recepção solicitando liberação para uma última pauta antes do encerramento do expedi
Capítulo 144: Linhas DefinitivasPOV: Luna CarvalhoA claridade da manhã de segunda-feira entrava sem cerimônia pelas janelas do meu escritório na mansão, iluminando as pilhas de folhas impressas e revisadas que compunham a versão final do segundo romance. O ciclo de edição junto à editora em Lisboa havia sido concluído sem qualquer contratempo, validando cada escolha narrativa e fechando a obra com a precisão que eu exigia de mim mesma.O som de batidas firmes na porta antecedeu a entrada de Gabriel. Ele trazia o paletó pendurado no dedo indicador e a gravata ligeiramente frouxa, exibindo o visual clássico de quem já havia resolvido as pautas mais urgentes na holding antes do horário do almoço.— Pela quantidade de papel espalhado sobre a mesa, imagino que o manuscrito tenha passado pela última rodada de auditoria da editora — Gabriel comentou, parando ao lado da mesa e apoiando as mãos na madeira escura.— Passou com aprovação integral — respondi com um sorriso tranquilo, levan
Capítulo 143: A Promessa da PrimaveraPOV: Gabriel MontenegroA luz dourada da manhã de domingo banhava o pátio da mansão, refletindo nas superfícies de vidro e anunciando o início de um dia que trazia consigo uma leveza distinta. Não havia reuniões agendadas na holding, e o ritmo frenético do mercado financeiro parecia pertencer a outra realidade. Na sala de estar, a movimentação era dominada pela energia de Helena, que corria animada vestindo o seu pequeno roupão de banho, enquanto dona Helena tentava organizar os sapatos que seriam usados no almoço de família.Aproximei-me da bancada da cozinha onde Luna terminava de organizar as xícaras de café, vestindo uma blusa de linho cru e calça clara. O aroma do café fresco misturava-se ao cheiro de pão recém-assado que Lindalva acabara de tirar do forno.— Pela quantidade de café que você já tomou nesta manhã, imagino que o manuscrito do seu livro tenha chegado ao clímax final — comentei, parando atrás dela e envolvendo a sua cintura c
Capítulo 142: Sábado de AlinhamentoPOV: Luna CarvalhoA manhã de sábado começou com um sol brando que cortava as cortinas de linho da nossa suíte, trazendo a claridade exata para o início de um fim de semana sem pautas corporativas ou prazos editoriais urgentes. Despertei com o braço de Gabriel apoiado sobre a minha cintura, mantendo-me firme contra o peito dele numa proximidade confortável que já havia se tornado a regra das nossas manhãs.— Se você continuar ignorando o despertador biológico da Helena, ela vai invadir o quarto antes das oito para exigir o café da manhã — murmurei com a voz rouca de sono, virando o rosto para encará-lo de perto.Gabriel abriu os olhos vagarosamente, exibindo um sorriso discreto enquanto os dedos dele traçavam um círculo lento na minha pele.— A Helena sabe muito bem que aos sábados o horário limite de despertar é ditado por mim — ele respondeu com a voz grave, aproximando o rosto para selar os meus lábios num beijo matinal calmo e demorado. — M







