LOGINCapítulo 83: O Sabor do DesejoPOV: Luna CarvalhoA sensação do pênis de Gabriel preenchendo a minha boca trazia uma onda de calor denso que ardia por todo o meu corpo. Ver o controle impecável do homem mais poderoso, frio e inabalável que eu conhecia se desfazer diante dos meus olhos — ouvindo os rosnados baixos que saíam do fundo do seu peito e o som pesado da sua respiração — alimentava em mim um tipo de audácia que eu sequer sabia que possuía.Ajustei o ritmo devagar, sentindo a pele dele quente e rígida contra os meus lábios. No início, a hesitação natural de tomar aquela iniciativa pela primeira vez fez meus dentes roçarem de leve na carne firme do seu membro, mas a forma como Gabriel jogou a cabeça para trás contra o estofado, cravando os dedos nos meus cabelos com uma possessividade desesperada, me deu toda a confiança de que eu precisava.Envolvi a base do seu pênis com uma das mãos, apertando na medida exata, enquanto deslizava a boca para cima e para baixo. Minha língu
Capítulo 82: Fios Soltos POV: Gabriel MontenegroA leveza que trouxe do Le Bistrot evaporou no instante em que encarei o rosto de Marcos no hall. A postura rija e o olhar denso do meu chefe de segurança deixavam claro que a trégua daquela noite fora cancelada antes mesmo de cruzarmos a porta.Virei-me para Luna, segurando a mão dela e selando um beijo demorado no dorso dos seus dedos.— Suba para o nosso quarto e me espere lá, Carvalho — pedi, a voz caindo para um tom calmo. — Vou resolver um assunto rápido no escritório e já subo.Luna me encarou por dois segundos, absorvendo a mudança brusca na atmosfera. Ela sabia exatamente quando não devia pressionar.— Não demore, Gabriel — ela murmurou com serenidade, dando-me um meio sorriso antes de subir a escadaria principal.Esperei o som dos passos dela sumir no corredor superior para indicar o escritório com a cabeça. Marcos me seguiu em silêncio, trancando a porta assim que pisou no cômodo.Caminhei até a minha escrivaninha, t
Capítulo 81: Riscos e Copos FundosPOV: Luna CarvalhoO Le Bistrot tinha a iluminação baixa na medida certa para disfarçar quem entrava e o som ambiente alto o suficiente para que nenhuma conversa vazasse para as mesas vizinhas. Quando o garçom nos conduziu até a mesa reservada ao fundo. Camila estava de costas para a entrada, segurando uma taça de vinho com duas mãos enquanto ria de algo que Felipe falava baixinho, inclinado na direção dela. No segundo em que nos viu, ela ajeitou a postura, soltou a taça e levantou-se num pulo.— Graças a Deus que você saiu daquela mansão amiga! — Camila me puxou para um abraço apertado, tomando todo o cuidado do mundo com a minha barriga antes de se afastar para me olhar dos pés à cabeça. — Você está deslumbrante, Luninha. Esse vestido ficou perfeito.— Obrigada, amiga. Você também não está nada mal — pisquei, reparando no vestido azul-marinho decotado e na maquiagem impecável que ela raramente usava para trabalhar.Felipe levantou-se em seguid
Capítulo 80: Máscaras e AliançasPOV: Gabriel MontenegroO fim da tarde de sexta-feira na holding foi consumido pelo alinhamento final dos relatórios de risco que Marcos me entregara antes do almoço. Desliguei o monitor da minha mesa por volta das seis da tarde, sentindo o peso do cansaço se acumular nos ombros, mas com a perspectiva clara de que a noite reservava um respiro necessário longe de relatórios e de suspeitas corporativas.Passei na sala de Felipe antes de descer para a garagem. O meu diretor de expansão já estava com o paletó alinhado, conferindo o nó da gravata no reflexo do vidro.— Tudo pronto para mais tarde? — perguntei, apoiando a mão no batente da porta.— A reserva no Le Bistrot está confirmado para as oito e meia — Felipe respondeu, abrindo um sorriso contido que deixava transparecer um nervosismo raro nele. — A Camila me mandou mensagem dizendo que já está se arrumando. E a Luna?— Vou passar em casa para buscá-la agora. Nos encontramos no restaurante.—
Capítulo 79: Pedaços de VidroPOV: Luna CarvalhoA manhã de sexta-feira despontou sob uma névoa fina que cobria os jardins dos fundos. Gabriel saiu cedo para a holding, deixando selado na minha testa um beijo demorado e um carinho sutil na minha barriga antes que eu sequer abrisse os olhos por completo.Após tomar um café da manhã reforçado na varanda da suíte, decidi descer. Eu precisava passar no quarto do pai do Gabriel para ver como ele havia passado a noite, antes de engrenar nas revisões dos manuscritos da Lumina.Caminhei pelos corredores do térreo em passos calmos. Ao me aproximar do quarto dele, percebi que a porta estava entreaberta. A enfermeira ajustava os medicamentos do tratamento paliativo com a habilidade de quem conhece o processo de cor e salteado.— Bom dia, Sr. Arthur — cumprimentei suavemente, encostando na porta antes de entrar.Ele estava acomodado na poltrona do quarto com uma manta leve sobre as pernas e abriu um sorriso caloroso no mesmo instante em qu
Capítulo 78: Entre a Água e o FogoPOV: Luna CarvalhoA pergunta de Gabriel ecoou suavemente sobre o vapor do banheiro, carregada de uma intenção gravada em tom rouco que fez o meu pulso acelerar instantaneamente. Olhei em seus olhos e vi o brilho intenso da intensidade que ele tentava conter.Sem pronunciar uma única palavra, mantive o meu olhar fixo no dele e fiz um pequeno aceno de cabeça.Gabriel não esperou um segundo a mais. Ele se levantou, tirando o relógio e colocando-o sobre a bancada de mármore. Em seguida, desabotoou os botões da camisa social com uma pressa controlada, deixando o tecido cair no chão antes de se livrar do cinto e do restante das roupas. Eu o observei em silêncio, admirando a simetria dos seus ombros largos, a musculatura definida do peito e a imponência física que sempre me tirava o fôlego.Ele entrou na água morna com cuidado, acomodando-se atrás de mim na banheira. Quando suas costas tocaram a borda, Gabriel puxou-me suavemente para trás, trazendo o







