LOGINCapítulo 241 — O Quinteto FantásticoTaylor CostelloEu tinha tudo para odiar a loira do banheiro. Absolutamente tudo! Mas a cada dia que passava, ela deixava de ser aquela assombração do passado que precisava de um exorcismo urgente para se transformar no meu próprio Gasparzinho na versão feminina. Sim, "Gasparzinho, o Fantasminha Camarada". Pegou a referência? Meu Deus, tem horas que nem eu mesma me aguento de tanta criatividade!A verdade nua e crua é que eu já não sentia apenas empatia pela Katy; eu sentia um carinho genuíno. Eu nunca na vida vou entender ou engolir o que ela aprontou com o Ozzie lá atrás, mas consigo lidar perfeitamente com o fato de que ela se arrependeu de verdade e quer virar essa página nojenta.Por isso, quando o Juan deu a opção de chamar a tal amiga advogada dela que, por sinal, já foi submissa do meu grandão, e eu nem vou comentar sobre esse detalhe para não desenterrar defuntos, ou colocar uma de nós na linha de frente, a escolha foi óbvia: nós iríamos.
Capítulo 240 — Uma de NósEmma AndersonDias se passaram desde o final de semana que virou as nossas vidas de cabeça para baixo. Dez dias desde o assassinato brutal da Izabel, da fuga da Verônica, e exatos oito dias do basta definitivo que Fernanda deu em sua mãe e no covarde do Mike. E, acima de tudo, uma semana desde que o escritório do Damien quase se tornou um ringue enquanto eles decidiam usar a Katlyn como isca para neutralizar o herdeiro dos Vance.A manhã de terça-feira começou em uma calmaria que parecia até ensaiada. Damien já tinha saído cedo para a empresa, as crianças completaram suas sessões de terapia com serenidade, e Dona Marina já se movimentava pela casa como se sempre tivesse pertencido a ela. Diva e Savannah pareciam velhas companheiras de infância.Tudo parecia perfeito.Exceto pelo detalhe que pesava como uma bigorna no meu peito: amanhã seria o dia de colocar o plano de Juan em prática.Depois do almoço, nos reunimos todas sob a pérgula florida do jardim. Est
Capítulo 239 — A Decisão da PresaKatlyn PrattA marca do tapa no meu rosto ainda ardia de leve, mas a sensação que predominava no meu peito não era dor. Era assombro. Eu, que passei meses me encolhendo pelos cantos e aceitando cada humilhação calada de cabeça baixa, tive a coragem de me jogar na frente daquela mulher para proteger a Fernanda. Pela primeira vez em anos, eu não agi como uma vítima paralisada. Eu defendi alguém que foi generosa comigo.Depois, veio o jantar.Quando Bruno cruzou a porta da sala ao lado do Dominic, vestindo aquele terno impecável com uma presença austera que preenchia o ambiente, o ar pareceu rarefeito ao meu redor.Ele se sentou exatamente ao meu lado à mesa. Cada vez que os ombros dele roçavam de leve no meu braço, ou quando ele me servia a água sem dizer uma única palavra, mas fixando aqueles olhos escuros e intensos nos meus, meu coração dava solavancos descompassados. O tom grave e calmo da voz dele ainda ressoava na minha cabeça como um abrigo se
Capítulo 238 — O Queijo e o RatoAmbrose Blair— Muito bem… agora que estamos todos aqui. Quem é que vai começar a contar esse plano mirabolante?A pergunta do Damien continuou pairando sobre o lugar. O meu primo desceu o copo de uísque com um estalo seco, recostando-se na cadeira enquanto os seus olhos azuis alternavam entre mim e o Juan.Tristan ajeitou a postura no sofá de couro, trocando um olhar atento com o Dominic, que permanecia escorado na estante de livros com os braços cruzados sobre o peito. Gael e Bruno estavam encostados na parede lateral, perto da lareira apagada, como duas sentinelas mudas e atentas a cada respiração no cômodo.Juan soltou uma risada baixa, rouca e sem pressa. Ele cortou a ponta de um charuto com uma lâmina de prata, acendeu com movimentos precisos e soltou uma baforada de fumaça cinzenta antes de quebrar o silêncio.— Eu começo, Damien. Já que enrolação nunca foi o meu forte, serei direto.Snake se recostou na poltrona e tragou seu charuto antes de co
Capítulo 237 — Entre o Cuidado e a GuerraDamien KnightDois dias haviam se passado desde a fuga da Verônica e do Dylan, e a sensação de estar caçando fantasmas começava a pesar no ar. Nenhuma pista concreta, nenhum sinal em aeroportos e nenhuma movimentação suspeita nas contas que Dominic monitorava. Pela manhã, liguei para um dos primos distantes da Clara em Londres para confirmar os trâmites do translado da Izabel. Fui informado de que a liberação dos legistas britânicos tinha ocorrido sem atrasos e que a cerimônia de sepultamento aconteceria no dia seguinte, em um jazigo da família.Era o ponto final de um ciclo que durante anos assombrou a minha história, mas a minha mente não tinha tempo para respirar o luto. Mais cedo, Emma havia me ligado para relatar a tempestade com a mãe da Fernanda, e logo depois Ambrose me mandou uma mensagem rápida garantindo que o tal Mike já tinha sido devidamente neutralizado. O recado final do meu primo veio direto: uma reunião na minha casa hoje à
Capítulo 236 — Fim das FériasDominic CostelloQuando Damien planejou o final de semana, a minha intenção era simples: desligar a mente da rotina pesada do FBI, aproveitar a minha mulher, a minha filha e descansar antes de reassumir oficialmente o comando da divisão em Manhattan.Mas a realidade do nosso círculo nunca segue roteiros tranquilos.Em questão de quarenta e oito horas, a Izabel foi assassinada a sangue-frio, a psicopata da Verônica escapou do cerco inicial e virou uma foragida de alta periculosidade, e a Katlyn apareceu na mansão fugindo de um playboy violento com conexões políticas. Resumindo, foi um pacote completo de caos. Bela forma de encerrar minhas férias, se é que posso chamá-la assim com tudo que aconteceu nas últimas semanas. Pela manhã, antes de sair de casa, Taylor fez aquele bico manhoso e insistiu para ficarmos mais uma semana em New Jersey ao invés de voltarmos para o nosso apartamento. Impus a condição de mandar buscar a minha mãe e a Diva, mas, no fundo,







