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Capítulo 4

ผู้เขียน: Shirley
Levei a mão à boca num gesto involuntário. Não consegui suportar nem mais um instante daquilo e escapei, arrasada pela humilhação.

Corri até meus pulmões arderem, desabando finalmente à sombra de uma árvore antiga, com as mãos pressionadas com força contra o peito.

O vínculo de companheiros se contraía violentamente, como se mil facas cegas estivessem dilacerando minha alma ao mesmo tempo.

Curvei-me, ofegante, com lágrimas turvando minha visão.

Eu achava que a cena no banquete já tinha sido dolorosa o suficiente, mas o que eu acabara de testemunhar era sufocante.

Houve um tempo em que Aiden fora tão inocente.

Mesmo na noite em que ele me marcou, havia me segurado com tanto cuidado, seus beijos reverentes e contidos.

— Elara, minha lua. — Ele sussurrara roucamente em meu ouvido.

— Eu te amo tanto que não quero que você tenha um único arrependimento. Quero esperar até a coroação, até você se tornar minha verdadeira Luna.

Naquela época, ele me valorizava.

Naquela época, meu coração estava cheio de doçura, e eu acreditava ter encontrado a pessoa certa. Mas agora, a realidade cruel havia me esbofeteado com força.

Depois de algum tempo, o cristal no meu bolso vibrou.

Cassia era um demônio que nunca me deixaria em paz.

Desta vez, ela enviou uma imagem em movimento pela conexão mental.

Na imagem, o banco traseiro do SUV de luxo dele estava uma bagunça, meias rasgadas jogadas em um canto.

No rescaldo, a voz de Cassia soou preguiçosa e triunfante.

[Este carro está impregnado do nosso cheiro. Aquele odor de Alfa é simplesmente intoxicante. Ah, a propósito, Aiden prometeu me dar o seu selo de Luna. Olha...]

A imagem mudou.

Na parte inferior das costas dela, onde antes a pele era lisa, um selo vermelho-escuro havia surgido.

Era o desenho que Aiden havia criado pessoalmente para mim, o símbolo da mais alta honra da Alcateia Lua Negra: o selo da Luna.

[Viu? Ele já gravou a marca dele em mim. Agora, este lugar é meu.]

Eu não respondi. Apenas cortei a conexão mental repugnante.

Depois de ajeitar o cabelo e a maquiagem bagunçados, saí da sombra da árvore antiga como se nada tivesse acontecido.

Assim que cheguei ao portão da propriedade, Aiden voltou apressado.

Ele exalava o cheiro misturado dos dois, o odor atacando meus sentidos.

Eu estava prestes a empurrá-lo para longe, mas no instante seguinte fui puxada para um abraço ardente.

— Elara, onde você estava? Eu procurei você por toda parte. — Ele disse, com a voz ansiosa.

Respirei fundo, reprimindo o impulso de vomitar, e olhei para ele.

— Você não disse que precisava resolver um assunto urgente?

Os olhos de Aiden desviaram, incapazes de encontrar os meus.

— Sim... Foi um pouco complicado, mas já foi resolvido.

Ele fez uma pausa, o tom tornando-se excepcionalmente gentil.

— A propósito, sobre aquele selo... Quero dizer, o da cerimônia de coroação. Eu estava pensando em alterar um pouco o desenho. Pode levar um pouco mais de tempo para gravá-lo em você.

Eu ri, um som vazio e quebradiço. As lágrimas ardiam nos meus olhos, mas me recusei a deixá-las cair.

— E se eu quiser o original?

Um lampejo de pânico cruzou o rosto de Aiden. Ele rapidamente segurou meu rosto, murmurando com carinho:

— Amor, aquele desenho é um pouco ultrapassado. Quero te dar o melhor. Seja boazinha, tudo bem?

O melhor?

Antes, ele teria me dado qualquer coisa que eu quisesse.

Agora, o que eu queria, ele recusaria, mesmo que significasse mentir, tudo por causa de outra mulher.

O corpo dele estava manchado, e o coração, apodrecido até a raiz.

Olhando para a fachada de devoção sincera, senti um cansaço profundo e repentino.

Empurrei-o abruptamente e dei um passo para trás, com a voz fria como gelo.

— Esqueça. Eu não quero mais.

Com isso, virei-me para ir embora.

Aiden instintivamente começou a me seguir, mas então congelou.

Seguindo o olhar rígido dele, vi Cassia perto de um canteiro de flores não muito longe, virando-se de propósito para que víssemos o perfil dela.

O rosto de Aiden empalideceu.

Ela usava um top sem costas, e o selo da Luna em sua lombar estava fracamente visível.

Aiden tentou explicar, mas eu fingi não ver e passei direto por ele, roçando o ombro dela ao sair.

Atrás de mim, pude ouvir vagamente o rugido contido de Aiden:

— Cassia! Você enlouqueceu? Eu te avisei para não se mostrar na frente da Elara! Ela é a única linha que você não deve cruzar!

A risada sedutora da mulher veio em seguida.

— Ah, Alfa, não fique bravo. Eu simplesmente amo tanto esta marca...

Naquela noite, Aiden não voltou.

Eu não esperei por ele como costumava, nem explodi em fúria exigindo explicações.

Em vez disso, tratei silenciosamente dos meus próprios assuntos.

Já que eu iria forjar minha morte e deixar Aiden para sempre, precisava apagar todos os vestígios da minha existência neste mundo.

Quando chegasse a hora, eu o deixaria apenas com um cadáver falso e memórias assombradas.

Arrastei para fora um baú grande e pesado.

Ele continha todos os presentes que Aiden me dera ao longo dos últimos dez anos.

Aos quinze, o colar de dente de lobo que ele comprou com a primeira recompensa, que dizia ser um talismã para me proteger.

Aos dezoito, o cetro de pedra lunar que simbolizava a riqueza da alcateia, que ele dizia ser a prova do nosso governo conjunto.

Aos vinte e dois, a tiara de diamante rosa que levou três anos para ser criada, porque ele dizia que eu era sua única Luna.

Aos vinte e cinco, o anel de noivado gravado com votos antigos, com o qual ele jurou que não se casaria com ninguém além de mim, na alegria ou na tristeza.

...

Um por um, memória por memória.

Antes preciosos, agora apenas uma piada.

Sem um pingo de sentimentalismo, tirei fotos e as enviei para o mercado negro dos renegados.

O preço: uma moeda de prata.

Independentemente de seu valor original de bilhões de moedas, cada item foi listado por uma moeda de prata.

Esses símbolos, antes a mais alta honra da Alcateia Lua Negra, rapidamente causaram sensação no mercado negro e se esgotaram em um instante.

Assim que enviei o último deles, a porta foi aberta violentamente.

Aiden entrou furioso, trazendo consigo a tempestade e o cheiro de álcool.

Ele encarou o canto vazio, a voz trêmula.

— Elara, as coisas no mercado dos renegados... O que é isso? Você está vendendo tudo o que eu te dei como se fosse lixo?
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