LOGINEla continuava rebolando devagar, o corpo inteiro envolvido no movimento. Eu sentia o suor começando a escorrer entre os seios dela. Chupei com mais força, puxando o mamilo entre os dentes enquanto o polegar seguia no clitóris.Lívia mudou outra vez. Dessa vez plantou os pés melhor no sofá, ergueu o quadril quase até a ponta do meu pau e desceu com tudo, bem lenta, engolindo até eu bater no fundo. Fez isso várias vezes seguidas. Cada descida era um gemido longo dela e um gemido rouco meu.— Porra… assim você me fode inteiro — eu falei contra o peito dela.Ela repetiu o movimento, ainda mais puxado. Eu segurei a bunda dela com as duas mãos e abri mais, sentindo o pau sumir completamente dentro da buceta molhada. O barulho era úmido, constante. Ela rebolava no fundo, apertando e soltando, antes de subir de novo.Eu não aguentei ficar só recebendo. Comecei a meter para cima no mesmo ritmo lento, encontrando cada descida dela com uma estocada profunda. Os dois gemíamos baixo. A varanda in
* MarcosA playlist continuava baixa. Em determinada música ela parou de só escutar. Começou a cantarolar. Depois cantou de verdade, ainda envergonhada, a voz baixa e um pouco desafinada no refrão. Eu fiquei olhando. Não disfarcei.— Continua — pedi.Ela revirou os olhos, mas continuou. Cantou a música inteira. No final riu de si mesma e escondeu o rosto no meu ombro.— Está horrível.— Está perfeito.Eu levantei, estendi a mão e a puxei para ficar de pé. A manta caiu no chão. Passei o braço pela cintura dela e comecei a balançar devagar, sem coreografia, só acompanhando a música. Ela encostou a cabeça no meu peito e cantou a próxima baixo, quase só para mim. A voz vibrava contra a minha roupa.Eu estava apaixonado de um jeito que doía no peito.Apaixonado pelo jeito que ela cantava errado e não pedia desculpa. Apaixonado pelo peso da cabeça dela no meu peito. Apaixonado pelo fato de que aquela mulher, que tinha sobrevivido sozinha a tanta coisa, agora escolhia ficar ali, descalça, da
* MarcosEu continuei com a mão no cabelo dela. Ela estava quieta, o bilhete ainda ao lado da xícara vazia. Depois de um tempo levantou o rosto e me olhou de verdade.— Você planejou isso com quantos dias de antecedência?— Alguns. Eu fiquei pensando no que a gente tinha de verdade só nosso. Cheguei à conclusão de que era pouco. Então inventei.Ela passou o dedo pela minha clavícula, devagar.— E a frase do bilhete? Você realmente nota quando eu aperto sua mão mais forte?— Noto. Você faz isso quando está preocupada, quando está com raiva contida ou quando está com medo de admitir que precisa de mim. Eu sinto a diferença da pressão. E eu gosto. Porque é um jeito seu de pedir apoio sem usar palavras.Lívia ficou em silêncio por alguns segundos. Depois falou mais baixo:— Às vezes eu tenho medo de me acostumar demais com isso. Com você prestando atenção em detalhes que quase ninguém vê. E se um dia você parar?Eu segurei o rosto dela com cuidado.— Eu não vou parar. Posso falhar em outr
* MarcosEu fechei a porta atrás de nós e tirei o crachá ainda no corredor. Lívia já tinha largado a bolsa na mesa e ia em direção ao quarto quando eu a segurei pela mão com cuidado.— Espera.Ela se virou. Eu puxei ela para perto e a abracei, sem pressa, uma mão na nuca e a outra nas costas. Fiquei assim alguns segundos, só sentindo o corpo dela contra o meu. O cheiro do shampoo dela misturado com o cansaço do dia.— Hoje foi longo — eu falei baixo, ainda sem soltar. — Deixa eu ficar um pouco assim.Ela não perguntou nada. Só encostou o rosto no meu peito e ficou quieta. Eu beijei o topo da cabeça dela, depois a têmpora, e só então afrouxei o abraço o suficiente para olhar o rosto dela.— Vai tomar banho. Eu preparo alguma coisa para comer. Nada elaborado. Só para a gente não dormir de estômago vazio.Ela assentiu. Eu acompanhei ela até a porta do banheiro, beijei o ombro dela por cima da blusa e deixei a porta entreaberta enquanto ela entrava. Fui para a cozinha. Abri a geladeira, p
* MarcosAcordei antes das cinco. Lívia ainda dormia. Saí sem fazer barulho, deixei um bilhete simples na bancada (“Reunião cedo. Te vejo na empresa”) e dirigi na direção oposta à Nexus.Fazia semanas que eu não colocava os pés na mansão. O portão reconheceu o carro e abriu sem ruído. A estrada interna de pedra estava molhada de orvalho. A casa surgiu no fim da curva: três andares de concreto aparente e vidro, luzes baixas acesas só nos corredores de serviço. Silenciosa. Sempre silenciosa quando eu chegava sem avisar.O mordomo apareceu na entrada da garagem, ainda abotoando o paletó.— Senhor. Não esperávamos.— Como vai? vim resolver algumas coisas, mas já já vou sair. — Bom te ver, senhor.— Bom te ver também.Ele assentiu e desapareceu. Eu subi a escada principal. Os tapetes engoliam o som dos meus passos. No corredor do segundo andar passei pelas salas de estar que eu quase nunca usava. Os empregados trabalhavam em silêncio: uma mulher trocava as flores do arranjo da mesa de jan
* Marcos Após deixar Lívia em casa, eu sai. Virei na primeira rua e voltei para o prédio pelo estacionamento de serviços. Subi pelo elevador de carga até o andar técnico, onde só manutenção e eu tínhamos chave.Beatriz já estava lá dentro, esperando. A sala era pequena, sem janela, só um monitor e uma mesa.— Eles morderam os dois — ela disse sem cumprimento. — André tentou acessar três vezes depois do bloqueio. Helena usou a VPN da casa dela e depois tentou por um segundo IP. O cunhado dela movimentou uma conta em Delaware há menos de uma hora. Valores pequenos, mas o suficiente para mostrar que estão em pânico.Eu tirei o crachá de faxineiro e joguei na mesa. A máscara que eu usava quando precisava aparecer como CEO estava guardada no cofre atrás dela. Eu não precisei dela hoje. Ainda.— A Lívia não pode saber o tamanho disso ainda — eu falei. — Ela já está no limite. Se eu contar que o André Rocha tem gravações de reuniões do conselho dos últimos dois anos, ela vai querer cavar. E







