LOGIN“Às vezes, escolher alguém também significa proteger o espaço onde ainda estamos aprendendo a ser nós mesmos.”
Nikolai Romanov
Irina continuava diante de mim, com a pasta sobre a cadeira e os olhos ainda úmidos.
Eu havia dito tudo o que consegui dizer. Pela prime
“Podemos controlar o que dizemos, nem sempre conseguimos controlar a maneira como olhamos para alguém.”Romena VorontsovaEu estava na recepção da Presidência quando Nikolai chegou.Elena havia acabado de me informar que a reunião com a filial de Londres começaria às nove e que teríamos alguns minutos, antes da chamada, para revisar os documentos do projeto. Conferi o horário e fechei a pasta sobre meu colo quando as portas do elevador abriram.Dmitri saiu primeiro, falando alguma coisa sobre uma alteração nos números. Nikolai caminhava ao lado dele, com o paletó aberto e o celular em uma das mãos.Levantei-me.
“Entre melhores amigas, basta uma palavra distraída para a curiosidade mudar de lado.”Irina PetrovaO jeito como Ekaterina pronunciou meu nome me fez erguer os olhos, desconfiada. Conhecia aquele sorriso bem demais para acreditar que ela continuaria falando sobre os meus sentimentos.— O quê?Minha amiga me observou por um instante, aparentemente escolhendo as palavras.— Considerando que você nunca tinha dormido com alguém antes dele, achei que fosse ser mais… discreta.Senti minhas bochechas esquentarem.— Katy…— Si
“Certos segredos sobrevivem ao mundo inteiro e não duram cinco minutos diante de uma melhor amiga.”Irina PetrovaNikolai terminou de vestir a camisa que usava na noite anterior enquanto eu passava os dedos pelos cabelos, tentando ajeitar os fios ainda úmidos. Quando me aproximei da porta do quarto, ele segurou minha mão e me puxou de volta para um beijo breve.— Você está dificultando bastante a minha tentativa de ser pontual — murmurei.— Achei que já tivéssemos resolvido isso.Sorri, e ele passou o braço pela minha cintura, acompanhando-me pelo corredor. Eu ainda estava encostada nele quando entramos na sala e encontramos Ekaterina junto ao so
“Há despedidas que deixam de assustar quando já não parecem o começo de uma distância.”Irina PetrovaEu ainda sorria quando Nikolai voltou a me beijar, como se concordasse com o pensamento que eu não havia dito em voz alta. Apoiei a mão em seu ombro e fechei os olhos quando seus lábios deixaram os meus e desceram lentamente pelo meu corpo. Ao sentir sua boca envolver meu mamilo e sugá-lo com suavidade, arqueei as costas, apertando os dedos sobre seu ombro.Ele passou para o outro seio com a mesma atenção, como se tivesse todo o tempo do mundo e nenhuma reunião esperando do lado de fora daquela porta.Os beijos desceram pela barriga.
“Às vezes, a segurança começa quando abrimos os olhos e encontramos alguém que prometeu ficar.”Irina PetrovaA primeira coisa que vi ao acordar foi uma parte do cobertor amontoada do outro lado da cama.A segunda foi Nikolai.Ele dormia de lado, com um braço estendido na minha direção e os cabelos desalinhados caindo sobre a testa. Durante a noite, havia puxado quase todo o cobertor para si, deixando uma das minhas pernas descoberta, mas eu não sentia frio: o calor do corpo dele junto ao meu me aquecia, enquanto o sol que entrava pela janela tornava o quarto ainda mais acolhedor.Fiquei observando-o por alguns instantes.Com o travesseiro torto sob a cabeça e uma marca do lençol na bochecha, Nikolai ocupava boa parte da minha cama e parecia tão à vontade que era difícil imaginá-lo como o presidente do Romanov Group.Se algum dos executivos que trabalhavam com ele o visse assim, talvez custasse a reconhecer o homem que encerrava discussões em reuniões com poucas palavras.Quando tente
“Há respostas que exigem coragem demais para caber em palavras.”Nikolai Romanov— Quero que fique — Irina respondeu, apertando minha mão. — Desta vez, eu estou pedindo.Durante um instante, apenas a olhei.Eu me lembrava da manhã em minha cozinha. Lembrava-me de ter desejado que ela ficasse e de não ter dito uma única palavra quando se levantou para ir embora. Agora Irina estava diante de mim, com os dedos entrelaçados aos meus, pedindo exatamente aquilo que eu não tive coragem de pedir.— Eu fico — respondi.Ela soltou o ar devagar. Seu olhar permaneceu no meu enquanto se afastava da mesa, sem soltar minha mão. Pensei que me levaria até o sofá, mas Irina atravessou a sala e seguiu pelo corredor em direção ao quarto.Caminhei ao seu lado.A luz vinda da sala alcançava apenas parte do corredor. Irina caminhava descalça, com os cabelos quase secos sobre os ombros e a faixa do roupão amarrada à cintura. Quando chegamos à porta do quarto, ela olhou para mim por um segundo antes de entra







