LOGINPov Elizabeth
―Agora me explica como você veio parar aqui? O que você estava fazendo no meio do mato com esse cara?
―Como assim? No meio do mato?
―Elizabeth não seja inocente,não se faça de desentendida
―Você está me ofendendo Oliver.
―Está ofendida é? E eu?como acha que estou me sentindo? que acabo de pegar minha noiva,minha futura esposa agarrada com um cara desconhecido no meio do mato.
―Agarrada? No meio do mato?seu cretino. Para esse carro, para agora Óliver, ou eu pulo com ele em movimento.
Ele freia o carro bruscamente levantando poeira na estrada deserta, dando um soco em seguida no volante .
―Merda!!!ele diz socando o volante― Lyz me desculpe,eu eu não quis te ofender meu amor,
Saí do carro batendo a porta em seguida―Lyz espera, me escuta,perdão amor eu fiquei com ciúmes, me desculpa vai.
―Isso não te dá o direito de me ofender dessa forma. Meu Deus Oliver,você ouviu o que você acabou de falar? Você nem ao menos perguntou se estou bem, nem isso, já foi logo querendo tirar satisfação de marido traído.
―Me desculpa, eu sou um babaca eu sei, ele diz segurando meu braço com firmeza.
―Desce minha bicicleta Oliver!
―Não Lyz, não faz isso,me ouve amor.
―Desce minha bicicleta ou eu vou a pé,
―Está bem! ele diz soltando meu braço, bufou revirando os olhos e em seguida desce minha bicicleta da camionete. Embarquei nela, deixando-o ali sem olhar para trás. Logo ele passa adiante de mim em alta velocidade.
Chegando em casa vejo sua camionete estacionada no portão.Não quero ouvi-lo, não quero conversar, não agora. Entrei em casa,e a família está toda reunida na sala junto com Oliver preparada para assistir o espetáculo.
―Filha, minha querida, o que aconteceu? Você está bem? Fiquei preocupada amor, minha mãe correu ao meu encontro
―Estou bem mãe,estou ótima. Eu vou para meu quarto.
―Lyz conversa comigo por favor, Oliver me pede.
― Oliver,eu só quero subir,tomar um banho e deitar,já fui ofendida demais por hoje, falo olhando pro meu pai―Não quero ver e nem ouvir ninguém, outro dia a gente conversa.
―Vai conversar com ele sim mocinha! Meu pai fala se levantando do sofá.
―Não vou! Seu querido futuro genro não merece que eu explique nada para ele já que ele pensa coisas horríveis a meu respeito.
―Lyz não é bem assim, você se ofendeu por pouca coisa querida
―Pouca coisa? Você se expressou de uma forma nojenta, Oliver. Aquele bom homem apenas me ajudou duas vezes por sinal.
―Tá aí, me explique isso,como "esse bom homem" te ajudou? Eu quero ouvir, me explique, ele disse com deboche.
―Ah Oliver, por favor, me dê licença.
―De que homem vocês estão falando? meu pai pergunta
―Daquele que mora afastado da cidade, Gonçalez,é isso?
―Você esteve com aquele homem, Lyz?
―Sim, estive. E não aconteceu nada de mais. Eu saí daqui furiosa com o senhor, que assim como Oliver falam coisas que ofende as pessoas, falam coisas sem pensar ou se preocupar com o que elas sentem. Sem ao menos se preocupar com os sentimentos delas.
―Calma, minha filha, minha mãe fala me consolando. Olho para meu pai que está furioso me olhando em silêncio―Segui sem rumo, até chegar no limite da cidade sem perceber que eram as terras dele. Entrei em uma plantação de girassol logo em seguida ele apareceu e me salva
―Como assim te salva? Oliver pergunta
― Sim, ele chegou e matou uma víbora que estava próxima a mim sem que eu ao menos tivesse percebido ela se aproximar.
―Meu Deus Lyz, podia ter acontecido o pior minha filha,
―Sim mãe, se não fosse por ele eu nem sei o que poderia ter acontecido
―Ou se você não tivesse dado todo esse show, não tivesse ido pra lá nada disso teria acontecido.
Olho novamente para Oliver sem acreditar no que ele acaba de dizer,viro as costas e vou para meu quarto deixando todos ali na sala. Jogo o celular na cama sentando na beirada, até minha mãe entrar atrás de mim,
―Filha, minha querida, Oliver quer conversar com você,escute ele...é natural ele estar com ciúmes meu bem. Sim, confesso que ele se expressou mal, mas vocês estão noivos, tentem se entender.
―Não sei se estou disposta a ouvi-lo,não agora,
―Por favor Lyz, Oliver entra em meu quarto―me desculpe,eu estou nervoso, fiquei sim com ciúmes, mas me escuta por favor ...
―Vou deixá-los a sós,minha mãe sai se retirando do quarto. Ele se aproxima de mim e segura firme em minhas mãos.
―Olha, amanhã eu vou viajar e não quero ir sem nos entender antes.
―Oli você me magoou muito,poxa vida nem se preocupou se eu estava bem,você apenas se preocupou com sua honra e não com meu bem estar. Eu posso estar exagerando, mas é o que eu sinto no momento,
―Eu sei, eu sei, fui um tolo idiota,um babaca,me perdoa vai,prometo que isso não vai mais acontecer.
Fico em silêncio por alguns instantes,olho em seus olhos que estão preocupados
―Eu não sei,estou bem confusa.
―Ah de novo Elizabeth!
Ele fala soltando minhas mãos e andando pelo quarto de um lado para o outro, se vira pra mim e completa―Eu sou homem certo? Tenho meus desejos, minhas vontades, ao ver você ali nos braços daquele cara, quase que beijando, imaginei um monte de coisas. Minha vontade era quebrar a cara dele.
―Imaginou o que? Que eu fosse me entregar a um desconhecido ali no meio do "mato" como você disse?
―Isso é você que está dizendo Lyz,
―Mas é o que você está pensando Oliver. Isso é orgulho ferido não é? Está com medo que eu me entregue a outro homem antes de você, é isso não é?Perguntei
―Para Lyz, não fala isso…
―Você vive me cobrando por eu não me entregar a você, foi isso então! Já saquei tudo. Isso te deixou revoltado imaginando a possibilidade de eu cair nos braços de outro homem.
―É, foi isso porra! Ele fala dando um soco na minha escrivaninha,uma lágrima cai do meu rosto, suas palavras são como um soco no estômago.
―Você não me conhece mesmo Oliver, não conhece meu caráter. Esses dois anos de noivado não te fizeram me desvendar e me conhecer.
―Querida ...
―Você só está piorando mais ainda com essas suas palavras, sem nenhuma consideração por mim,pelos meus sentimentos e pelo meu corpo... sai daqui Oliver,me deixa sozinha,vai embora,
meus olhos ficam embaçados pelas lágrimas, mal consigo falar
―Lyz...
―Sai Oliver, sai daqui!
avanço nele puxando pela sua camisa dando socos em seu peito o empurrando para fora do meu quarto. Tranco a porta e me jogo na cama. Alguns minutos depois, após me acalmar, escuto o telefone tocar. Olho no visor é ele. Desligo a ligação,novamente toca.
―Que insistente!!!
Olho para tela,número desconhecido. Não atendo, desligando novamente a ligação,um bipe indica que uma mensagem acabou de chegar,
"Olá Elizabeth...Espero que esteja bem e que nosso encontro inusitado não tenha prejudicado seu relacionamento com seu noivo,pois percebi ciúmes em seu olhar. E não é para menos eu o entendo...Encontrei um certo lacinho caído em meio à minha plantação,se caso tiver interesse em pegá-lo de volta sabe onde me encontrar.
―Que atrevido! sussurro e sem perceber um leve sorriso se forma―Acorda Elizabeth, Aff... Mas como ele conseguiu meu número?
O que esse homem quer de mim?
O que ele tem que me deixa confusa?
3 anos depois...Querido DiárioHoje será um dia maravilhoso,pois minha família está toda reunida para o casamento de Jonh e Lya.Nossa casa irradia paz, irradia felicidade, irradia vida.Claro, na medida do possível, pois são muitas pessoas morando aqui, e todas juntas assim no mesmo espaço, é lógico que surgem desentendimentos....Meu pai e minha mãe se mudaram pra cá.Quem diria né?Gonçalez e Wilhans morando sobre o mesmo teto.Quando eu paro pra pensar nisso, sinto meu sorriso se alargar, é algo inacreditável.Meus pais não poderiam morar sozinhos naquela casa, ainda mais depois do que aconteceu com seu Joseph. Aqui temos mais estrutura e mais acompanhamento e ele está junto dos netos, o que o ajuda muito em sua recuperação. Meu pai não anda igual antigamente, mas seu progresso é surpreendente, ele consegue se locomover por todos os lados com a ajuda de uma bengala.Meu pai e Eduardo são inseparáveis, mas de vez em quando surgem desentendimento entre eles, mas logo voltam a se f
Pov Jonh Peguei meu carro onde o havia deixado antes de ir junto com Oliver ajudar Eduardo, e fui em casa. Dona Inês estava a minha espera ansiosa. Ela não conseguia acreditar na traição de Joaquim, ninguém conseguia acreditar....Entrei no quarto, minha mãe estava com ela, coloquei a bolsa com os pertences dela e da bebê na mesinha ao lado da cama, e abracei minha irmã e mãe, e logo peguei minha sobrinha no colo.―Como você está minha irmã?―Estou bem John, obrigado por vocês estarem ao lado de Eduardo,―Era o mínimo que podíamos fazer. O Oliver foi de muita ajuda.―Eu sei.―Ah minha querida que susto você nos deu.―Eu estou bem dona Inês, eu e o bebê, Lyz diz passando a mão no ventre.Dona Inês levou a mão na boca que estava aberta com tal notícia.―Meu anjo, que notícia maravilhosa.Elas conversavam enquanto eu ninava minha sobrinha.Logo ouvimos batidas na porta, era Eduardo e Ella, que estava com os olhos vermelhos e olhar extremamente abatido.Eles entraram e Ella foi até Lyz
alguns minutos depois...―Venha Eduardo, pode entrar.Entrei na sala de interrogatório, sentei na cadeira fria e cinzenta e logo trouxeram Joaquim.―Ah, você!? O que quer?Ele me diz com desdenho revirando os olhos,―Como você pode? Eu não consigo entender.―Não começa vai, não estou com saco pra isso.―Desde o começo foi mentira? Você era meu irmão Joaquim,―Não, eu não era. Eu era apenas seu empregado.―Não. Não mesmo, você está errado. Eu o tratei como um amigo, como meu irmão, e eu tenho consciência disso. Você foi meu apoio quando meu pai morreu, quando Catarina morreu.―Porque eu também estava sofrendo, ele diz socando a mesa―Eu a amava, e você a tirou de mim.―Eu não a tirei de você. Ela me escolheu e você aceitou ser o segundo plano dela.Ele me olha com fúria e se cala.―Você podia ter agido como homem e me dito,nem que nossa amizade ficasse balançada, mas podia ter dito a verdade. Não deixando que o ódio te dominasse.Sabe...eu sei como é estar no seu lugar, pois eu já esti
EduardoMe levantei com a ajuda de Matthew e Jonh. Oliver se aproximou,já com Amellíe calma em seus braços e entregou-a mim, eu apenas agradeci com o olhar.Uma paramédica entrou logo em seguida e pediu para que eu entregasse a menina,―Não, eu mesmo vou levar minha filha, respondi.―Mas senhor, precisamos verificá-la, ver sua nutrição e tudo mais,Prendi a pequena em meu peito e neguei novamente. Matthew olhou para ela e fez sinal que estava tudo bem.―Como o senhor desejar então, ela disse e saiu.Saímos da casa e olhei a minha volta e havia um cenário de um filme policial.Samantha dentro de uma viatura aos prantos e Joaquim sendo quase que arrastado pelos policias com o rosto bem machucado. Entreguei imediatamente minha filha a John e corri até Joaquim.Minha fúria foi imensa, que ninguém podia me segurar. Agarrei-o pelo colarinho quase que rasgando sua camisa,―Se acontecer alguma coisa com Elizabeth, eu vou até o inferno te procurar. Serei preso com gosto por dar fim a vida de
Pov Elizabeth...―Como você foi capaz? Eduardo perguntou,―Da mesma forma que você foi capaz de tirar tudo de mim...Eu e Eduardo cruzamos nosso olhares confusos, sem entender o que se passava.―Você me tirou Catarina, tirou meu filho de mim.E depois Lyz apareceu e você a conquistou antes de mim, e a teve em seus braços. Ela era pra ser minha! minha ouviu? Mas você também tirou essa oportunidade de alguém me amar novamente.―Do que você está falando? Perguntei,―Eu nunca te dei nenhuma esperança. Sempre fui respeitosa com você Joaquim, sempre o tratei como uma amigo, um irmão.Ele sorriu com os olhos lacrimejando e se aproximou de mim. Passou o polegar em meu rosto me deixando enojada,―Não toque nela, saia de perto dela seu maldito, ou eu mesmo vou te matar, esbravejou Eduardo,Ele apenas bufou revirando os olhos, puxou uma cadeira e se sentou em frente à Eduardo.―Você lembra como conheceu Catarina?Eduardo não respondeu, apenas o olhou com ódio enquanto eu estava em pânico aos pran
...Está amanhecendo e eu estou aqui sentado no escritório em minha poltrona de frente para a sacada olhando o sol nascer. Tentando aceitar o fato de que minha filha e minha mulher estão nas mãos de uma louca, e que se tudo não acontecer conforme o planejado, isso não acabará bem.Andei de um lado para o outro praticamente a madrugada inteira, estou cansado, exausto e ansioso.―Filho..., minha mãe entrou no escritório com uma bandeja de café,―Alguma notícia?―Ainda não mãe...Matthew me falou o que eu tinha que fazer para conseguir identificar o número. Baixei o tal aplicativo que ele me indicou e descobri o número. Enviei a ele, e ele ficou de me retornar assim que descobrir a localização.―Tome um café querido, você precisa ficar forte. Se ficar sem comer, ficará fraco e doente, como irá trazer minha neta







