LOGINNunca fui boa com regras. Nem com limites. E, muito menos... com problemas disfarçados de homem. A vida já tava caótica o suficiente. Faculdade, trabalho, decepções amorosas e uma coleção de traumas afetivos que nem terapia dá conta. A última coisa que eu precisava era... dele. Zion Bellini. O filho do meu padrasto. O erro mais gostoso, perigoso e proibido que já passou pela minha vida. Um encontro improvável numa festa. Um beijo que não devia ter acontecido. E, no dia seguinte... surpresa: ele é o novo hóspede da minha casa. Dormindo no quarto ao lado do meu. Agora, cada olhar, cada provocação, cada aproximação é uma batalha entre o desejo e o caos. Porque a gente sabe que isso não pode acontecer... mas, sinceramente? A gente nunca foi bom em seguir regras. Bem-vinda ao jogo mais perigoso de todos. Onde o prêmio pode ser o amor... ou a destruição completa. E a pergunta que não cala: Como se desinstala um homem da própria vida?
View MoreÚltimo Capítulo – POV Alice KimO sol estava preguiçoso naquela manhã, se esticando atrás das nuvens como quem sabe que é domingo e tem o direito de demorar a nascer. A brisa entrava pela janela com cheiro de flor, e no fundo da casa dava para ouvir o barulho do brinquedo da Daya, aquele que toca uma musiquinha irritante, mas que ela ama como se fosse uma relíquia de princesa.Estávamos em casa. Literalmente e metaforicamente.Zion estava deitado no sofá da sala, camisa meio aberta, cabelo bagunçado, um pé no chão e outro sobre a almofada. Parecia exausto e inteiro ao mesmo tempo. Ele fazia isso com uma facilidade irritante: se entregar ao momento, deixar o tempo passar como se o tempo não tivesse mais pressa.Eu sentei ao lado dele, com uma caneca de chá quente entre as mãos e o coração borbulhando de uma calmaria que eu nunca imaginei ter.— Está pensando em quê? — perguntei, encostando minha cabeça em seu ombro.— Em como minha vida se resume a isso. — ele respondeu, com aquele tom
CAPÍTULO EXTRA POV Zion BelliniA luz era diferente ali.Não era dia, nem noite. Era como se o tempo tivesse ficado em pausa. Tudo ao redor era brando, suave… e silencioso.Eu andava por um campo que eu não conhecia, mas de algum jeito, sentia que já tinha estado ali antes. A grama sob meus pés descalços era morna. O vento tinha cheiro de infância. De bolo assando. De colo.De mãe.E foi então que eu a vi.Ela.Minha mãe, de costas, com os cabelos presos como costumava usar. Usava aquele vestido azul-marinho que ela adorava, o mesmo da última foto que eu guardei com carinho, mesmo depois de tudo.Ela se virou devagar, como se já esperasse por mim. O sorriso… Ah, o sorriso dela me desmontou inteiro.— Oi, meu menino. — a voz dela ecoou como música velha, dessas que a gente só ouve quando fecha os olhos.— Mãe… — minha garganta secou. — É você mesmo?Ela assentiu, se aproximando. E antes que eu dissesse qualquer outra coisa, me envolveu num abraço.Forte.Inteiro.Do tipo que eu não se
POV Zion Bellini A porta fechou atrás do meu sogro e eu ainda não tinha certeza se eu deveria agradecer ou pedir desculpas. Ele levou Daya pra dar uma volta no parque ali perto, onde as lanternas iluminavam as cerejeiras como se fosse cena de dorama. Um sonho. Literalmente. Mas agora... agora o quarto era só nosso. Alice estava no banho. E eu... encostado na beirada da cama, camisa meio aberta, a cabeça girando entre as luzes da cidade lá fora e o som da água caindo no banheiro. Ainda dava para ouvir o riso da Daya ecoando pela varanda segundos antes de sumirem no corredor. Mas o silêncio que ficou… era outro tipo de música. Eu tirei os tênis, me joguei na cama e fiquei ali, olhando o teto com um sorriso bobo. Eu estava na Coreia. Eu estava no país dela. Eu estava no coração dela. E porra, que sorte a minha. A porta do banheiro se abriu devagar. O vapor escapou primeiro, dançando como se tivesse consciência do efeito que faria. E aí... ela. Alice. De cabelo preso num
CAPÍTULO EXTRA POV Zion BelliniAcordei com o cheiro de chá.Não café.Chá de arroz tostado, daqueles que Alice sempre dizia que a avó preparava. E o som das vozes lá fora era baixo, ritmado. Quase musical.Levantei devagar, com Daya esparramada no futon ao meu lado, o cabelo grudado na bochecha e um pé no meu estômago. Alice já tinha saído, claro que tinha, provavelmente ajudando a avó na cozinha ou explicando à irmã como Daya ainda não sabia coreano fluente com três anos (e como isso era um crime de traição nacional, segundo a garota).Vesti uma blusa leve, calcei o tênis e fui até a varanda.Alice estava ali, rindo, usando um hanbok moderno azul-claro que deixava o rosto dela ainda mais sereno. Bonita pra caramba. Ela falava com o pai sobre o plano do dia, e vi quando os olhos dela brilharam ao falar: “Quero mostrar o palácio Gyeongbokgung para ele.” E o “ele” era eu.Meu peito inflou.Daya acordou pouco depois, já no modo “exploração ativada”. Botou uma tiara com orelhas de gatin












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