FAZER LOGINLORENA MARTINSNa manhã seguinte à mudança para a casa de Adrian, recebi a mensagem do meu advogado confirmando que os documentos da transferência estavam prontos. Passei aquele dia examinando-os com ele. Queria entender tudo antes de colocar meu nome nas páginas.Na manhã posterior, dois dias depois de levar minhas caixas para a mansão, fui ao escritório do advogado. Adrian se ofereceu para me acompanhar, mas pedi que nos encontrássemos mais tarde.Meu advogado me recebeu numa sala menor e espalhou os documentos sobre a mesa. Já tínhamos discutido os termos no dia anterior, por isso ele apenas destacou as páginas que precisavam de assinatura.— Ao concluir a transferência, você passará a controlar os setenta por cento adquiridos pela Vértice — explicou, virando uma folha. — Os demais acionistas conservarão suas participações.Assinei meu nome. Fiz o mesmo nas páginas seguintes, enquanto ele conferia cada documento. Quando terminou, reuniu as folhas e colocou uma cópia diante de mim.
LORENA MARTINSNa manhã seguinte, Adrian acordou antes de mim. Quando abri os olhos, ele estava terminando de abotoar a camisa.— Não precisava acordar cedo — comentou ao perceber que eu o observava.— Tenho trabalho — respondi, me sentando. — Ontem tirei o dia inteiro de folga.Ele veio até mim e deixou um beijo na minha testa.— Então nos vemos depois do expediente — disse ele. — Vou com você ao apartamento.A lembrança da nossa conversa no carro me fez olhar ao redor do quarto. Eu já dormi ali muitas vezes, mas parecia diferente saber que dessa vez essa seria minha casa. No trabalho, consegui manter a concentração e participei de uma reunião.Quando chegou o horário do almoço, peguei minha bolsa e fui até o escritório de Florência. Ela estava diante do computador, com uma pilha de documentos aberta ao lado do teclado.— Pode ir comer primeiro, ainda estou cheia de trabalho — avisou, sem levantar o rosto. Apoiei a mão sobre a mesa, bem perto dos papéis. Os olhos de Florência segui
ADRIAN MONTENEGRO — Amor... você está grávida?Lorena assentiu. Seus olhos estavam úmidos, mas havia um sorriso em seu rosto.— Estou — confirmou. — Fiz um teste de manhã. Depois fui à clínica, e o exame de sangue também confirmou.Olhei novamente para o papel em minha mão. Pousei o exame sobre a mesa e peguei os sapatinhos. Eram tão pequenos que cabiam juntos na palma da minha mão.— Um bebê... — murmurei, erguendo os olhos para ela. — Nosso bebê?Lorena deu uma risada alegre e cobriu a boca com os dedos.— Nosso bebê.Comecei a rir também. Não conseguia parar. Dei um passo na direção dela e senti meus olhos se encherem de lágrimas.— Adrian? — chamou Lorena, tocando meu rosto. — Você está chorando?— Estou — admiti, puxando-a para perto. — Não poderia estar mais feliz.Abracei-a pela cintura e a levantei do chão. Dei uma volta com ela no quarto enquanto Lorena ria e se agarrava aos meus ombros.— Me coloca no chão! — pediu entre risadas. — Desse jeito vou vomitar!Parei e a apoiei
LORENA MARTINSSegurei o teste contra o peito quando Adrian bateu outra vez.— Estou bem — respondi, tentando controlar a emoção. — Preciso só de alguns minutos.Abri o armário sob a pia e guardei o teste. Lavei o rosto, conferi meu reflexo e respirei fundo antes de destrancar a porta.Adrian me examinou imediatamente. Seus olhos pararam no meu rosto, e ele ergueu uma mão para tocar minha testa.— Você está pálida — comentou, afastando meus cabelos. — O enjoo voltou?— Um pouco — respondi, segurando seu pulso. Ele não pareceu convencido, mas me acompanhou até a cama. Sentei enquanto Adrian ajustava os travesseiros atrás das minhas costas.— Se continuar passando mal, procuramos um médico.Assenti. Era exatamente o que eu pretendia fazer, mas como contar a ele sem estragar a surpresa?Adrian deixou a bandeja sobre a cama e permaneceu ao meu lado enquanto eu tomava alguns goles de chá. As torradas ajudaram a acalmar meu estômago.— Você deveria mesmo tirar o dia de folga — sugeriu, obs
LORENA MARTINSAdrian atravessou a sala comigo nos braços. Ao passar pela entrada, encontrei minha mala exatamente onde a deixara. Ele acompanhou meu olhar e soltou uma risada.— Cuidamos disso depois — prometeu, seguindo adiante.No quarto, Adrian abriu a porta do banheiro e me colocou sentada na bancada. Girou a torneira do chuveiro, testou a temperatura e voltou para perto de mim.— A senhora pediu um banho — anunciou, fazendo uma pequena reverência. — Espero que aprove meu serviço.— Ainda estou avaliando — respondi, segurando a gola de sua camisa.Ele sorriu e me beijou. O beijo começou devagar, mas logo me fez esquecer o cansaço da viagem. Quando nos afastamos, Adrian sorriu e acariciou minha cintura.— Foi um dia bom? — perguntou, observando meu rosto.Olhei para o anel, depois para ele.— Foi um dos melhores da minha vida.Seu sorriso se tornou mais suave. Adrian beijou minha mão e me conduziu até o chuveiro.Mais tarde, vesti uma camiseta de Adrian e me deitei ao lado dele. E
LORENA MARTINS — Quero te dar os setenta por cento da antiga empresa que dividiu com Rafael — disse Adrian, mantendo a mão sobre a minha. Voltei a olhar para o documento. Meu nome aparecia no lugar reservado à nova proprietária das ações. Abaixo dele, havia um espaço vazio para minha assinatura. Eu havia acabado de aceitar casar com Adrian. Achava que aquela seria a maior surpresa da noite. Agora tentava entender como a Dimas tinha ido parar nas mãos dele. — Você comprou a minha antiga empresa? — perguntei, erguendo os olhos. — Comprei a participação que Rafael vendeu — esclareceu Adrian, puxando a cadeira para mais perto. — A Vértice adquiriu os setenta por cento que davam a ele o controle. — E a Vértice é sua... — Murmurei mais para mim do que para ele. Adrian assentiu. — Por que não me contou seus planos? — perguntei. — Quando fizemos a compra, a Dimas ainda estava cheia de problemas. Não sabia quanto tempo levaríamos para reorganizar as dívidas nem se conseguiría







