LOGINSilêncio.— Lilian — a mãe chamou, quase num pedido.Mas agora já era tarde.— Você encontra o Tristan escondida?— Não é assim.— Então como é?Lilian respirou fundo.— Algumas vezes nossos caminhos se cruzaram.O pai gargalhou.— Caminhos? Ele arrisca ser preso para passar algumas horas com você.— PARA!A voz de Lilian ecoou pelo quarto.Todos ficaram em silêncio.Ela apontou para a porta.— Saiam.— Quero o dinheiro — Jorge respondeu.— Você não vai receber nada.— Então todo mundo vai saber quem você realmente é.— Conte.Ele franziu o cenho.— O quê?— Conte tudo.Lilian se aproximou.— Conte que me abandonou grávida. Conte que voltou anos depois interessado na minha filha porque descobriu que havia dinheiro envolvido. Conte que mexeu em documentos policiais para descobrir a conta dela. E enquanto estiver contando, explique para todo mundo que tipo de pai faz isso.O sorriso desapareceu.— Você vai se arrepender.— Já me arrependi de muitas coisas nessa vida.Olhou para a mãe.—
Aquela era mesmo uma Bennett.Dos pés à cabeça.— Tome banho. Troque de roupa.— Vamos à prisão?— Vamos. — Lizzie abriu um sorriso enorme. — Depois mudaremos de hotel novamente.— Por quê?— Porque se meus pais conseguiram nos encontrar, qualquer pessoa consegue.A garota já ia embora quando voltou.— Meu celular.— Não.— Mãe...— Não.— Você é insuportável.— Herdou de mim.Lizzie saiu. Lilian permaneceu sentada na cama. Passou as mãos pelo rosto. Sua vida estava acabada. Carreira ameaçada. Casa destruída. Namorado morto. Filha praticamente entrando para o crime organizado. Ex-marido mafioso prometendo buscar a menina. Podia piorar?A porta abriu.Seu pai entrou novamente.Um brilho estranho iluminava os olhos dele.Lilian conhecia aquele olhar.Ganância.Ela levantou.Cansada ou não, quebrada ou não, jamais abaixaria a cabeça diante daquele homem.— O que você quer?Ele sorriu.— Dinheiro.E Lilian percebeu que, sim, sua vida ainda podia piorar.— Que dinheiro?O pai de Lilian entr
— Não precisamos sair desse quarto. Ela vai acordar logo.A voz de Lizzie chegou primeiro.Lilian abriu os olhos depressa demais e imediatamente se arrependeu.O teto branco girou sobre sua cabeça. O estômago embrulhou, uma dor atravessou suas têmporas e ela precisou fechar os olhos outra vez, levando uma das mãos à testa.— Mãe?Sentiu os dedos da filha em seu braço.— Calma. Você dormiu bastante.Lilian abriu os olhos novamente, dessa vez devagar.Lizzie estava sentada ao seu lado.Os cabelos escuros caíam pelos ombros, os olhos atentos demais para uma garota de dezesseis anos e aquele pequeno sorriso preocupado fez alguma coisa se apertar dentro do peito de Lilian.Sua filha.A única coisa que ela tinha feito de verdade naquela vida e pela qual jamais se arrependeria.— Onde estamos?— No hotel.Lilian franziu o cenho.— Que hotel?— O hotel para onde você veio depois que nossa casa deixou de ser uma casa e virou praticamente uma cena de crime.As lembranças voltaram de uma vez.Mik
— Droga Lilian, que merda você se tornou? Eu te pedi, implorei pra você ser tudo, tudo menos o meu inimigo. Todo mundo que conheço quer te matar.— Eu sei que já deveria ter morrido há muito tempo, mas eu mantive firme, porque eu precisava ser forte para criar a minha filha — A escutou chorar e logo se procurou. — Mas eu acho que não consigo mais, antes de morrer, quero fazer um pedido.— Você não vai morrer caralho. — Chutou a mesa de centro do quarto espalhando todas as armas e o vaso de vidro — Eu já falei pra você, era pra ter se tornado qualquer desgraça nessa vida, mas não a minha desgraça e muito menos a da minha família. Você não aprendeu nada durante todos os nossos encontros nesses anos? Sabe o quanto é difícil ficar aqui querendo que as pessoas não te matem?— Eu nunca te pedir nada. É só você deixar isso acontecer.— Eu não posso deixar você morrer — respondeu rápido… respirou, escutou quando ela chorou mais do outro lado — A Lizzie está bem?— Cassius sabe das contas, você
A noite na boate estava agitada, muito agitada para Tristan realmente querer andar entre as pessoas e beber e dançar. Tinha tanta coisa acontecendo ao seu redor, com seu pai e as loucuras de que havia alguém ali observando…Quem seria?Ela?Um garçom?Ela?O DJ?Ela?Quem sabe alguém da limpeza…Ah… E se fosse seu segurança?Era ela…Não, Arthuro já lhe conhecia há muito, desde criança, jamais iria traí-lo. Mas que era estranho e corajoso era.Aos poucos, seu olhar chegou a mulher que dançava no palco, Jenie era incrivelmente maravilhosa, em seu modo de falar, de andar, de sorrir, de como tocava em seu corpo e de como gemia seu nome, tudo isso era perfeito. Perfeito demais… MERDA!E mais lindo ainda, era vê-la dançar, abrir e fechar as pernas enquanto subia e descia naquela barra… Os homens iam à loucura.Sua arma era a sedução… DROGA!E nenhum deles poderia tê-la, porque no momento, a única pessoa a qual ela tinha que rebolar em cima, era ele.Sentiu o celular vibrar no bolso, poderia
Os dois deram as costas para aquilo e Lilian saiu do hospital com a cabeça erguida, não poderia fazer isso, uma vez que dormira com um homem casado.Mas para sua defesa, caso alguém se aproximasse ou lhe acusasse, ela não sabia de nada, e ninguém sequer notou ou contou sobre a família de Mike. Eram homens que trabalhavam para a Agente Secreta. Maldita mulher que sempre estivera atrapalhando sua vida dentro dessa missão.A delegacia estava em festa, prender um membro daquela família era como ganhar na loteria, todos sabiam que ganhariam prêmios, que a delegacia seria falada. Entrevistas, jornais, tudo.Alguns aplaudiram a delegada quando passou, mas sendo sincera, ela serviu apenas montou toda a estratégia, e se mostrou para iscar, na hora de prender Teodoro Bennett, ela ficou parada, como uma estatua. Parecia com defeito, não fez nada nem mesmo quando seu amante caiu morto bem a sua frente.— Seja bem-vinda, demorou em chegar, achei que estaria aqui logo atrás de Teodoro Bennett. — Jam







