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Capítulo 5

Penulis: Manga Pomelo
Aquele tarado que me espionava no escuro era ele!

— No começo eu só queria olhar as estrelas com o telescópio que comprei há pouco tempo.

Emmanuel olhou para o meu rosto, pálido pelo choque, e deu um sorriso maldoso.

— Não esperava ver de graça um espetáculo da meia-noite tão fascinante.

Antes que eu pudesse me recuperar do susto, Emmanuel segurou meu pulso com força e me levou direto da escada de emergência para a sua sala, ampla e luxuosa.

Com um clique, ele trancou a porta do escritório. Me levantou de uma vez e me sentou sobre a sua enorme mesa de trabalho.

Em cima da mesa havia documentos de fusões e aquisições de centenas de milhões, enquanto eu, feito uma presa prestes a ser devorada, fiquei ali sentada à força, encarando aquele homem perigoso que acabava de tirar a máscara.

— Ontem à noite estávamos longe demais e a iluminação era fraca; não consegui ver direito alguns detalhes.

Emmanuel desabotoou os botões do paletó sem pressa e apoiou as mãos dos dois lados do meu corpo. Seu olhar profundo percorreu centímetro a centímetro o meu peito, que subia e descia agitado pelo nervoso.

— Agora faça de novo para mim, bem aqui.

De repente, senti como se voltasse para aquela noite. Ficava imaginando para onde o olhar dele iria e chegava ao orgasmo ao me sentir desnudada na minha própria fantasia.

E, naquele momento, eu estava cara a cara com o meu único espectador. Finalmente sentia a temperatura do seu olhar, muito mais quente do que imaginei; parecia queimar toda a minha roupa para deixar exposta a minha intimidade, atormentada pelo desejo carnal.

Debaixo daquele olhar tão perigoso, o vazio provocado pela minha síndrome de desejo insaciável e a intensa vergonha de ter meu segredo exposto se entrelaçaram até se transformar em um afrodisíaco enlouquecedor.

A razão dizia que eu devia fugir, mas o meu corpo, sob aquele olhar doentio, cedeu entre tremores e foi abrindo as pernas diante dele.

Como naquela noite.

O olhar de Emmanuel ficou sombrio.

Tremendo, busquei às cegas o brinquedinho que tinha deixado de lado, mas me faltaram forças nas mãos; só de estar envolvida pela presença dele já ficava tonta, como é que eu iria me dar prazer ali?

Com a mão trêmula, toquei devagar a minha parte íntima, já encharcada, e comecei a me estimular sem jeito; no entanto, descobri com desespero que nada daquilo acalmava o meu desejo cada vez mais descontrolado, apenas me fazia sentir um vazio ainda maior que quase me tirava as lágrimas.

Na sala reinava um silêncio tão profundo que só se ouviam os meus gemidos. Ele continuou me observando, como quem aprecia um espetáculo fascinante.

Quando eu estava prestes a cair no choro, Emmanuel tirou uma caneta de tinteiro caríssima do porta-canetas; o corpo prateado brilhava sob a luz.

Deu mais um passo, se inclinou e encostou com delicadeza a ponta da caneta contra aquele ponto íntimo, tão macio e encharcado.

O contato gelado me fez estremecer, e meus olhos marejados se cruzaram com o olhar sombrio dele.

— Ainda não basta — disse em voz baixa, com calma. — Não importa se você não se lembra do que aconteceu ontem. Eu vi tudo… e me lembro de cada um dos seus gestos daquela noite.

A caneta começou a me acariciar com lentidão…

— Primeiro, começamos por aqui.

E, no momento em que a caneta tocou a minha intimidade, eu me rendi por completo.

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